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Irão a ferro e fogo

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Guarda Revolucionária ameaçou responder contra novos protestos no Irão




A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje responder de forma devastadora contra novos protestos contra o regime, referindo-se às manifestações ocorridas no passado mês de janeiro no Irão.


Guarda Revolucionária ameaçou responder contra novos protestos no Irão




Em comunicado, a Guarda Revolucionária avisou que vai atuar de forma "ainda mais devastadora" do que em janeiro, caso ocorram novos distúrbios no Irão.



"Hoje, o inimigo, incapaz de atingir os objetivos militares no terreno, procura mais uma vez semear o terror e provocar distúrbios", acrescentou o comunicado.




Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão tinha como objetivo, em parte, dar aos iranianos os meios para "derrubar o regime" no poder desde 1979.





A guerra começou poucas semanas após protestos sem precedentes no Irão, inicialmente contra o elevado custo de vida, antes de se transformarem num amplo movimento de oposição ao regime.




As autoridades iranianas reconheceram a morte de mais de três mil pessoas, mas afirmaram que a maioria eram membros das forças de segurança ou civis mortos por "terroristas" que agiram em nome dos Estados Unidos e de Israel.




De acordo com a organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais sete mil pessoas, na maioria manifestantes, foram mortas, contudo trata-se de um número provisório devido à falta de acesso a mais informação.




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Quatro mortos em queda de avião dos Estados Unidos no Iraque




Quatro tripulantes morreram hoje quando um avião de abastecimento norte-americano se despenhou no oeste do Iraque, anunciou o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Quatro mortos em queda de avião dos Estados Unidos no Iraque



O comando disse que as circunstâncias do acidente do aparelho KC-135 estavam a ser investigadas, mas esclareceu que "a perda do avião não se deveu a disparos inimigos ou amigos".



"Quatro dos seis membros da tripulação a bordo do avião morreram, enquanto as operações de salvamento prosseguem", informou o Centcom.




Estados Unidos e Israel têm em curso uma guerra contra o Irão, depois de terem lançado uma ofensiva em 28 de fevereiro, a que Teerão respondeu com ataques contra países vizinhos.



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Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque




Os seis tripulantes de um avião-tanque norte-americano morreram quinta-feira na queda do aparelho no oeste do Iraque, cujas circunstâncias estão agora a ser investigadas, anunciou hoje o Exército dos Estados Unidos.


Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque





"Por volta das 18h00 GMT [mesma hora em Lisboa] de 12 de março , um avião-tanque norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque", escreveu numa rede social o Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom), que inicialmente tinha falado em quatro mortos.



Num novo balanço, as autoridades norte-americanas referiram que mais dois tripulantes do aparelho tinham morrido, ou seja, a totalidade da tripulação a bordo.


"A perda do aparelho não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo", reiterou o Exército norte-americano, acrescentando que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".



Antes, num comunicado divulgado pela televisão estatal, o exército iraniano afirmou que o avião tinha sido atingido por um míssil disparado por movimentos armados pró-iranianos no oeste do Iraque e a tripulação não tinha sobrevivido à queda.



A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança informal de fações iraquianas apoiadas pelo Irão, reivindicou ter abatido um KC-135. Mais tarde, declarou também ter tomado como alvo outro aparelho, precisando que a tripulação conseguiu escapar.



Desde o início da guerra no Médio Oriente, esta aliança reivindica diariamente ataques contra interesses norte-americanos no Iraque e em toda a região, mas raramente identifica os alvos.



Trata-se do quarto avião militar perdido pelos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão, no final do mês passado, depois de três aviões de combate F-15 terem sido abatidos acidentalmente por fogo amigo proveniente do Kuwait.



Com 41,5 metros de comprimento e uma envergadura de cerca de 40 metros, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores a jato e uma capacidade de carga que pode ultrapassar as 38 toneladas, dependendo da configuração.



A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.



A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados da televisão Al-Jazeera do Qatar.

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Exército do Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA




As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.


Exército do Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA





"Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas", anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão, citado pela imprensa local.



Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma "resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos".




Na sexta-feira Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.




O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na rede social que detém, a Truth Social.




"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.




A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão.




Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.




O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou na quinta-feira que Teerão abandonaria "toda a contenção" caso os Estados Unidos e Israel atacassem as ilhas iranianas no Golfo.




As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.




O Irão continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.




Em entrevista à Fox News, Donald Trump referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos", mas mostrou-se mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.




Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.



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Irão. EUA realiza ataque "poderoso" a ilha que exporta petróleo




O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.


Irão. EUA realiza ataque poderoso a ilha que exporta petróleo





O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, a Truth Social.



"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.




A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).




Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.




O republicano respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanhavam antes de embarcar no Air Force One, mas não mencionou a mais recente operação militar norte-americana contra o Irão.




As Forças Armadas dos EUA divulgaram hoje que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.




O Irão continuou hoje a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.




Em entrevista à Fox News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos".




Mostrou-se também mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.




"Portanto, acho realmente que este é um grande obstáculo a ser ultrapassado pelas pessoas que não têm armas", indicou Trump.




Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.




Hegseth procurou ainda tranquilizar a população sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, declarando aos jornalistas: "Estamos a lidar com isso e não temos de nos preocupar".



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EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Khamenei




Os Estados Unidos (EUA) estão a oferecer uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei, anunciou hoje o Departamento de Estado.


EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Khamenei





Em comunicado, a diplomacia de Washington especificou que a recompensa visa em particular a cúpula da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, mas também Mojtaba Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.



O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, e o ministro das Informações e Segurança, Esmail Khatib, também estão entre as dez pessoas da lista do Departamento de Estado.




"Estes indivíduos comandam e dirigem vários elementos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, que planeia, organiza e realiza atos terroristas em todo o mundo", justificou a entidade norte-americana.




O Departamento de Estado incentiva os potenciais interessados a enviarem informações através do Signal, entre outros canais, referindo que podem vir a beneficiar de "uma reinstalação e uma recompensa".




A oferta surge ao fim de quase duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que matou, logo no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão, o líder supremo, Ali Khamenei.




O seu filho Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo ataque segundo vários relatos de personalidades iranianas, e não tem sido visto em público desde a sua escolha para novo líder supremo.




A sua primeira mensagem à nação foi lida na quinta-feira na televisão iraniana por uma apresentadora.




Segundo o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, Mojtaba Khamenei ficou ferido e provavelmente desfigurado nos ataques que mataram o pai no início da guerra.




Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desqualificou o novo líder supremo, tratando-o como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer em público.




Além de Ali Khamenei, os Estados Unidos e Israel alegam ter morto vários comandantes da Guarda Revolucionária desde o início das operações militares.



Mojtaba Khamenei não esteve também entre os altos dirigentes iranianos que hoje desafiaram as ameaças israelitas e norte-americanas e marcharam pelo centro de Teerão, apesar de uma explosão perto do percurso, que não interrompeu o evento.




Entre os presentes estavam o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chefe do sistema judiciário, Gholam-Hossein Mohseni Ejei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.




Segundo os meios de comunicação social iranianos, Pezeshkian marchou durante parte do percurso sem guarda-costas, entoando 'slogans' como "Morte a Israel" e "Morte à América".



"Devemos permanecer com o povo e estar ao lado do povo até ao nosso último suspiro e até ao nosso último momento, perante a arrogância e aqueles que agem como faraós", disse Gholam-Hossein Mohseni Ejei, segundo a agência de notícias Tasnim.




Para Ali Larijani, o ataque na rota da marcha "demonstra o seu desespero".




O alto responsável pela segurança da República Islâmica criticou ainda duramente o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando que "não é suficientemente inteligente para perceber que o povo iraniano é maduro, forte e determinado" e que, quanto maior for a pressão dos Estados Unidos, "maior será a determinação".




Os manifestantes, na maioria apoiantes do regime teocrático, prosseguiram até ao final da marcha num dia simbólico para o sistema clerical, uma vez que o Dia de Quds foi instituído em 1979 pelo seu fundador, Ruhollah Khomeini, em apoio da Palestina.



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Irão: Guerra está a danificar património histórico




Os bombardeamentos israelo-americanos danificaram pelo menos 56 museus e sítios históricos em todo o Irão desde o início da guerra em 28 de fevereiro, anunciou hoje o Ministério do Património Cultural e do Turismo iraniano.


Irão: Guerra está a danificar património histórico




Em Teerão, os ataques danificaram, logo nos primeiros dias, o palácio do Golestão, inscrito no Património Mundial da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.



O complexo, por vezes comparado ao palácio de Versalhes, em França, é um dos mais antigos da capital iraniana e serviu de residência à dinastia real Qajar (1789-1925).



A província de Teerão é a que regista o maior número de monumentos danificados (19), em diversos graus, de acordo com os dados do ministério citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).



Em Isfahan, no centro do país, também sofreu danos a praça Naqsh-e-Jahan, uma joia arquitetónica construída no século XVII e rodeada de mesquitas, um palácio e um bazar histórico.



Em Bushehr, cidade portuária no Golfo Pérsico, várias residências foram atingidas no bairro histórico do porto de Siraf, que conta com inúmeros edifícios centenários ou bicentenários.



A UNESCO alertou na sexta-feira para os danos e riscos para o património face ao elevado número de ataques aéreos, mísseis e drones no Médio Oriente.



A organização referiu sítios históricos no Irão, em Israel e no Líbano já danificados, e centenas de outros potencialmente ameaçados pela guerra.


O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra Israel, e bases militares e outros interesses dos Estados Unidos nos países do Golfo Pérsico.



A guerra já tinha causado mais de dois mil mortos até sexta-feira, incluindo 1.444 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados oficiais citados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.



Causou também perturbações graves nos mercados internacionais de petróleo devido ao bloqueio pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde circula mais de 20% da produção mundial.



O preço do barril de crude atingiu os valores mais elevados desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, tendo ultrapassado novamente a barreira psicológica dos 100 dólares, o que fez recear uma crise económica global.



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Polícia iraniana deteve 54 alegados "manifestantes monárquicos"




A Polícia iraniana anunciou hoje a detenção de 54 alegados "manifestantes monárquicos" que procuravam "incitar a opinião pública", assim como dois espiões e outras 14 pessoas em Kerman.


Polícia iraniana deteve 54 alegados manifestantes monárquicos




Os 54 "manifestantes monárquicos" foram detidos nas últimas 72 horas e tentavam influenciar a opinião pública e incitá-la, informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, que citou a polícia.



Este anúncio surge no meio de uma onda de detenções durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.



Os manifestantes detidos em Kerman, segundo as mesmas fontes, procuravam também "criar o caos" atacando bens públicos.



A Revolução Islâmica de 1979 pôs fim à monarquia no Irão, e um dos principais opositores da teocracia iraniana é atualmente o príncipe Reza Pahlavi, filho do último Xá.



A agência noticiosa Fars informou ainda a detenção de dois alegados espiões acusados de enviar a localização de instalações importantes para os Estados Unidos e para Israel para que pudessem ser alvos de ataques, e, supostamente, teriam também enviado imagens de locais visados em território iraniano para órgãos de comunicação da oposição fora do país para publicação.



Na província de Kerman, no leste do país, outras 14 pessoas foram detidas por "atividades contra a segurança", informou a agência de notícias Tasnim, que não adiantou pormenores.



Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os Estados Unidos e Israel, as detenções na República Islâmica de alegados colaboradores de países inimigos e da oposição aumentaram drasticamente, noticiou a agência espanhola Efe.



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Irão afirma que ataque israelita a depósitos de combustível é "ecocídio"




O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o ataque de Israel contra depósitos de combustível em Teerão "constitui um ecocídio" ou destruição ambiental, depois de ter envolvido a capital iraniana numa nuvem tóxica.


Irão afirma que ataque israelita a depósitos de combustível é ecocídio





"Os residentes [de Teerão] sofrem danos a longo prazo na saúde e bem-estar. A poluição do solo e das águas subterrâneas poderá ter consequências durante gerações", afirmou Abbas Araghchi na rede social X.



O ministro iraniano afirmou que os ataques "violam o direito internacional e constituem um ecocídio" e pediu que Israel seja punido pelo que classifica de "crimes de guerra".



O Exército de Israel reconheceu que, em 08 de março, atacou pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e zonas próximas que, segundo defendeu, eram utilizados pelas forças armadas iranianas.



O ataque deixou a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, numa mistura de chuva e fumo.



Na sequência da agressão, a Organização de Proteção Ambiental do Irão apelou aos cidadãos para que não saíssem à rua e permanecessem em casa devido à toxicidade na cidade, com uma população estimada em mais de 12 milhões de habitantes na área metropolitana.



Os ataques atingiram quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami, noticiou na altura a agência iraniana IRNA.



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Novos dados dizem que Khamenei foi para Moscovo para ser operado




Mojtaba Khamenei, que sucede ao seu pai no cargo, estará gravemente ferido na sequência do ataque que matou o pai e a mulher. Novas alegações dizem que estará em Moscovo, na Rússia, a receber tratamentos médicos.


Novos dados dizem que Khamenei foi para Moscovo para ser operado




Mojtaba Khamenei, 56 anos, foi nomeado guia supremo da República Islâmica do Irão no domingo, 8 de março. Desde então muitas teorias têm surgido acerca do seu bem-estar, algumas delas ganhando força quando na sexta-feira partilhou o seu primeiro discurso oficial, mas sem dar a cara.



Crê-se que o novo líder supremo do Irão tenha ficado ferido num ataque norte-americano a 28 de fevereiro, o mesmo que matou o seu pai e a sua mulher. Mojtaba terá ficado gravemente ferido. Quão ferido é o que não se sabe.


Se muitos anunciaram inicialmente que estaria morto, depois vieram as alegações de que estaria em coma, outras em que amputara uma perna e mais recentemente que estava desfigurado.



Todas elas, porém, levam a crer que os seus ferimentos são graves, e já este fim de semana surgiram notícias de que este foi transferido de urgência para Moscovo, e sujeito a uma cirurgia num dos palácios pertencentes a Vladimir Putin.



Segundo o jornal Al-Jarida, do Kuwait, o ayatollah foi retirado do Irão num avião militar russo e sujeito a uma cirurgia na capital russa, que foi bem sucedida. Apesar das informações ainda não terem sido confirmadas, o jornal refere que as informações foram obtidas junto de uma "fonte de confiança e próximo do novo líder supremo".



A mesma fonte refere que a gravidade das lesões do homem exigiam cuidados especializados e que terá sido o próprio presidente russo a sugerir que Mojtaba fosse tratado na Rússia, numa chamada telefónica que aconteceu na quinta-feira. O líder supremo foi transferido nesse mesmo dia.


Morto ou vivo?




Mojtaba Khamenei foi o escolhido para suceder ao seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irão, no passado domingo. No entanto, volvida uma semana depois o seu paradeiro continua a ser uma incógnita: não apareceu em vídeo ou em público e emitiu apenas um discurso.




Na semana passada, Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, confirmou que Khamenei está "são e salvo", apesar de ter ficado ferido no ataque que vitimou o pai.



Segundo as mesmas fontes, o líder supremo sofreu ferimentos nas pernas, mas mantém-se "em alerta e isolado num local de alta segurança, com comunicação limitada".


No entanto, as circunstâncias exatas e a extensão dos ferimentos de Khamenei ainda não são claras.



Quem é, afinal, Mojtaba Khamenei?




Mojtaba, nascido em Mashhad 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), já era tido como forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerão, apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, sendo uma figura descrita como especialista nos jogos de bastidores.



Khamenei combateu na Guerra Irão-Iraque, na década de 1980, integrado no batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros sairam para funções nos serviços secretos e de informações.



Com a ascensão do pai Khamenei a líder supremo, em 1989, Mojtaba e a família ficaram com acesso a biliões de dólares e outros ativos e fundos que gerem empresas e indústrias estatais do Irão.



Documentos diplomáticos norte-americanos publicados pela organização Wikileaks descrevem o agora eleito 'ayatollah' como "o poder atrás da cortina", alegando-se que o próprio teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autónoma de apoio nos corredores do poder do país.



Khamenei "é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional" e "o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma", lia-se num dos telegramas dos EUA, datado de 2008.



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Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano




As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior 'líder supremo' do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.


Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano




Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso".



"Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo 'ayatollah', morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.



A atual guerra começou em 28 de fevereiro e já fez, pelo menos 1.230 mortos, segundo a última contagem oficial iraniana, que não é atualizada há 11 dias.


No domingo, os militares israelitas disseram que estão a preparar uma "longa guerra", pois ainda têm milhares de alvos em mira, embora neguem qualquer escassez de intercetores para combater mísseis iranianos.



Entretanto, Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei, foi o escolhido para suceder ao pai no topo da hierarquia da República Islâmica.


Na sequência dos ataques de Israel e Estados Unidos, que já tinham protagonizado ofensiva militar de 12 dias contra o Irão, no verão passado, Teerão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando bases militares e outros interesses norte-americanos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas, como o estreito de Ormuz.



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Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de "escalada perigosa"




O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Salman, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohammed ben Zayed, acusaram hoje o Irão de protagonizar uma "escalada perigosa" ao alvejar os vizinhos do golfo Pérsico.


Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de escalada perigosa




Ambos os responsáveis políticos declararam que as retaliações iranianas aos ataques israelo-americanos, começados em 28 de fevereiro, são "uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região".



A posição conjunta foi veiculada pela agência de notícias dos EAU, a WAM, descrevendo uma conversa telefónica entre ben Salman e ben Zayed, sobre "os ataques iranianos contínuos e flagrantes contra países da região".




"Ambos os lados frisaram a necessidade de uma interrupção imediata da escalada militar (...) e a importância de dar prioridade ao diálogo sério e à via diplomática", segundo a WAM.



Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, disse que negociações com o Irão são possíveis se a República Islâmica deixar de atacar.




"Se eles cessarem os ataques, poderemos encontrar uma solução por meio de canais diplomáticos. Mas enquanto os nossos países estiverem sob ataque... é hora de adotarmos uma posição muito firme, e de eles pararem imediatamente de nos atacar", disse em conferência de imprensa, em Doha.




Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei, no cargo desde 1989, e substituído pelo segundo filho mais velho, Mojtaba Khamenei.



O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.



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Berlim responde a Trump: Conflito no Irão "não é uma guerra da NATO"




Berlim defendeu hoje que a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão "não tem nada a ver com a NATO", depois de o Presidente norte-americano ter pedido ajuda dos aliados para desbloquear o estreito de Ormuz.


Berlim responde a Trump: Conflito no Irão não é uma guerra da NATO





A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é uma "aliança para a defesa do território" dos seus membros e "falta o mandato que permitiria a intervenção" da Aliança Atlântica fora das fronteiras da organização, afirmou o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, numa conferência de imprensa.



"Esta guerra não tem nada a ver com a NATO. Não é a guerra da NATO", insistiu o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.




Na sexta-feira, Merz apelou ao fim da guerra no Médio Oriente, sublinhando que o conflito "não beneficia ninguém e prejudica economicamente muita gente".




Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás.




Trump previu "consequências muito negativas para o futuro da NATO" em caso de recusa.




A Alemanha "tomou conhecimento" desse apelo, respondeu Kornelius.




Berlim pretende saber "da parte de Israel e dos Estados Unidos", aliados históricos, "em que momento os objetivos militares no Irão terão sido alcançados", sublinhou hoje um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.




"Será então possível iniciar conversações com vista a uma solução diplomática", acrescentou.




Opondo-se a qualquer "nova escalada militar" na região, a Alemanha não oferecerá "qualquer participação militar", mas está pronta "a garantir, pela via diplomática, a segurança da passagem no estreito de Ormuz", declarou ao mesmo tempo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.




"Estamos perante uma situação que não provocámos. [...] Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia", acrescentou, sublinhando que a prioridade militar de Berlim é a sua "responsabilidade muito importante" face à ameaça russa no "flanco leste" da NATO e no "Grande Norte".



"O que espera Donald Trump de, digamos, um punhado ou mesmo dois de fragatas europeias, ali, no estreito de Ormuz? Que façam o que a poderosa marinha norte-americana, por si só, não consegue fazer?", questionou publicamente.




A Alemanha juntou-se assim à Austrália e ao Japão, que indicaram hoje que não enviarão navios de guerra para o Estreito de Ormuz.




"Não enviaremos nenhum navio para o Estreito de Ormuz. Sabemos o quanto isso é extremamente importante, mas não é algo que nos tenha sido pedido nem para o qual estejamos a contribuir", declarou a ministra dos Transportes australiana, Catherine King, em declarações à emissora nacional ABC.




Também o Japão indicou hoje que "não prevê" uma operação de segurança marítima no estreito de Ormuz.




"Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima", declarou perante o Parlamento o ministro da Defesa nipónico, Shinjiro Koizumi.



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Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia




O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, pediu hoje garantias de segurança para o Irão como uma das condições para o fim do atual conflito com os Estados Unidos e Israel, algo que Moscovo recusa no caso da Ucrânia.


Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia




"Aqui são necessárias garantias. Compreendo perfeitamente que o Irão necessita desse tipo de garantias", disse Lavrov em conferência de imprensa após se reunir com o homólogo queniano, Musalia Mudavadi, de visita a Moscovo.



A este respeito, sublinhou que a Rússia está "disposta a desempenhar" neste processo "um papel de mediador, se for necessário", tal como o Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou, mais do que uma vez.


"Considero que dispomos dessas capacidades", afirmou, defendendo a cessação "urgente" das ações militares e manifestando-se a favor de uma "solução política".



O primeiro passo para isso, indicou, deve ser suspender de imediato os ataques que danificam infraestruturas civis e "causam vítimas entre a população civil, tanto dos países árabes do Golfo como da República Islâmica do Irão".




Lavrov recordou que, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão será "completamente destruído", o exército israelita afirma que ainda existem "milhares de alvos" na República Islâmica e que os bombardeamentos prosseguirão "durante três semanas, no mínimo".




"Por isso, é difícil prever as consequências desta crise e em que poderá terminar se agora, de imediato, não pararmos, não recuperarmos a razão e não começarmos a chegar a acordos que desta vez não sejam sabotados", afirmou.




O chefe da diplomacia russa afirmou que os EUA e Israel "já compreenderam agora, seguramente, quão errados estavam" quando pensavam que "em poucas horas" conseguiriam a rendição do Irão, que, acrescentou, "naturalmente se defende".



O Irão "responde à agressão com ataques contra infraestruturas militares que os seus atacantes possuem na região. E, infelizmente, também sofrem os países" do Golfo Pérsico, disse.



Putin manteve, desde o início do conflito, duas conversas telefónicas com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que agradeceu a ajuda.



Trump afirmou na passada sexta-feira acreditar que a Rússia está a ajudar "um pouco" Teerão.




"Sabem, é como... bem, eles fazem-no e nós também. Para ser justo, eles fazem-no e nós também", acrescentou.




Desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, a Rússia terá partilhado dados de localização de alvos militares norte-americanos na região para ajudar Teerão a planear a resposta com mísseis e 'drones', segundo noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos, como o The Washington Post e a CNN.




Sobre o conflito com a Ucrânia, iniciado com a invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, o Kremlin descartou hoje uma eventual perda de interesse por parte de Trump no processo de negociações para pôr fim à guerra em solo ucraniano.




"A julgar pelas suas declarações, o Presidente Trump não perdeu o interesse. Mais ainda, recomenda insistentemente que [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky chegue a um acordo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.



O Kremlin observa que os Estados Unidos estão atualmente ocupados com outras questões. "As prioridades dos negociadores norte-americanos são agora diferentes; têm muito trabalho a fazer noutras áreas, o que é bem conhecido", sublinhou.




Apesar disso, Moscovo, cuja atitude desde o início se tem caracterizado por prolongar os prazos do processo negocial, mostra-se disposta a retomar as conversações.



"A parte russa está aberta a continuar o processo de negociação. Esperamos a próxima ronda de conversações, embora infelizmente ainda não tenham sido acordados o local nem a data, mas acreditamos que será num futuro próximo", acrescentou.




As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia foram interrompidas pelos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão, o que desencadeou uma guerra na região e o encerramento da rota comercial que atravessa o estreito de Ormuz. A última ronda trilateral decorreu na cidade suíça de Genebra, pouco antes do início do conflito no Irão.




Nela participou novamente como chefe da delegação russa Vladimir Medinsky, um dos principais ideólogos do atual ultranacionalismo russo, que considera o território da Ucrânia como parte da Rússia e que se mostra inflexível nas exigências de Moscovo para pôr fim ao conflito armado, que entrou há menos de um mês no seu quinto ano.




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Qatar interceta míssil iraniano em nova escalada no Golfo




O sistema de defesa aérea do Qatar intercetou hoje mais um míssil lançado contra o país, anunciou o Ministério da Defesa, em plena escalada de ataques iranianos contra vários países do Golfo.


Qatar interceta míssil iraniano em nova escalada no Golfo





Num comunicado divulgado nas redes sociais, o Governo do Qatar confirmou que o míssil tinha como alvo o seu país e acrescentou que foi intercetado com sucesso pelo sistema de defesa aérea.



Os ataques ocorrem num contexto de retaliação do Irão após a ofensiva militar conjunta lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra território iraniano a 28 de fevereiro.




O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, afirmou que continuam a existir possibilidades de diálogo com Teerão e informou que o Irão terá cessado os ataques.




"As negociações são possíveis e pode ser encontrada uma solução através da diplomacia", declarou Al-Ansari durante uma conferência de imprensa citada pela cadeia televisiva Al Jazeera.





O porta-voz acrescentou que, apesar da escalada militar, os países da região estão a reforçar a cooperação em matéria de segurança.




"Enquanto os nossos países estão sob ataque, é tempo de tomarmos medidas decisivas para os proteger", disse al-Ansari, referindo que estão em curso contactos entre os países do Golfo para garantir um sistema de segurança regional unificado.




Segundo o porta-voz da diplomacia do Qatar, os países da região mantêm também comunicações permanentes com o objetivo de reduzir a violência.




A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.



Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.




Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.




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