Irão a ferro e fogo

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Boas, lamentávelmente e felizmente para alguns, acabou a minha participação neste tópico.
 

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Irão condena tio de Mahsa Amini




Safa Aaeili, tio de Jina Amini, a jovem iraniana que morreu aos 22 anos após ser detida por não usar corretamente o véu islâmico, foi detido e condenado a mais de cinco anos de prisão, denunciou hoje uma ONG.



Irão condena tio de Mahsa Amini






A detenção ocorreu no aniversário da morte da sobrinha e foi divulgada pela ONG iraniana Hengaw, com sede em Oslo, capital da Noruega.


Segundo a organização de direitos humanos fundada em 2016, Safa Aaeili, de 30 anos, foi brutalmente agredido durante a detenção por forças dos serviços secretos, na residência, em 05 de setembro de 2023, durante a evocação do aniversário do assassínio da jovem.



Foi libertado temporariamente, sob fiança, da Prisão Central de Sanandaj, em 17 de outubro de 2023, depois de 42 dias de detenção.



O tio de Amini foi acusado de participação em protestos contra a segurança interna, de difundir propaganda antigovernamental e de insultar o regime teocrático iraniano.



Finalmente foi condenado por um tribunal revolucionário de Saqqez a uma pena total de cinco anos, quatro meses e 17 dias de prisão.



Em conformidade com o artigo 17 do Código Penal de 2020, um terço da pena mais severa foi suspensa durante três anos, mediante o cumprimento de certas proibições, que incluem não viajar durante dois anos, apresentação mensal perante os serviços secretos e a conclusão de três cursos educativos, éticos e religiosos.



Safa Aaeili deve ainda documentar a biografia de uma figura das forças repressivas do Governo, assassinada durante o movimento "Mulheres, Vida, Liberdade", afirmou a ONG.



Amini morreu em 2022, após ser detida pela chamada polícia da moral, por não levar bem posto o véu islâmico obrigatório, o que desencadeou um amplo movimento de protesto no Irão pelos direitos das mulheres, sobretudo nas regiões de maioria curda, que custou a vida a centenas de pessoas.



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Irão garante "sucesso" em lançamento de míssil por um dos seus navios




O comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, Hosein Salami, divulgou hoje o "sucesso" do lançamento de teste de um míssil balístico de longo alcance a partir de um dos navios da Marinha iraniana.



Irão garante sucesso em lançamento de míssil por um dos seus navios






"Um míssil balístico de longo alcance foi lançado com sucesso a partir de um navio militar da Marinha da Guarda Revolucionária, em colaboração com a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária e a Marinha da Guarda Revolucionária", afirmou Salami em declarações recolhidas pela agência de notícias iraniana Mehr.



O responsável do corpo militar e ideológico de elite das Forças Armadas iranianas destacou o que denominou de "novo marco que aumenta o âmbito da influência e do poder naval na medida desejada" porque os navios iraniano oceânicos "podem chegar a qualquer parte do mundo".



O Irão utilizou recentemente mísseis para atacar posições "terroristas" na Síria e um centro de espionagem israelita na região do Curdistão no Iraque.



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Cantor iraniano que apelou à retirada de véu cumprirá pena com pulseira


O cantor iraniano Mehdi Yarrahi, condenado por divulgar uma canção em que apela às mulheres para que retirem o véu islâmico, cumprirá pena com pulseira eletrónica em vez de um ano de prisão efetiva inicialmente previsto, foi hoje divulgado.



Cantor iraniano que apelou à retirada de véu cumprirá pena com pulseira





"A sua pena de um ano foi comutada para vigilância eletrónica [com pulseira de restrição de movimento num raio de 1.000 metros], devido à sua doença e cuidados médicos", afirmou hoje uma das suas advogadas, Zahra Minuei.



A advogada indicou que o músico já está a cumprir pena desta forma desde 20 de fevereiro, mas não especificou os problemas médicos de que o artista sofre.



Yarrahi foi condenado a dois anos e oito meses de prisão e 74 chicotadas no início de janeiro pela "publicação de uma canção ilegal que desafia os costumes e a moral de uma sociedade islâmica", segundo a agência de notícias governamental, a Mizan.



O músico teria de cumprir um ano de prisão efetiva, que já foi comutada, explicou a advogada.



A música que levou o artista à prisão chama-se "Roosarito", que significa "seu véu" em persa, e apela às mulheres iranianas para retirarem o 'hijab' (véu islâmico), mostrando o seu apoio aos protestos que abalaram o país em 2022.



? No vídeo da música aparecem mulheres a dançar sem véu e a canção defende "mulher, vida, liberdade", mote dos protestos motivados pela morte da jovem curda iraniana Mahsa Amini em 16 de setembro de 2022, que estava sob custódia policial por alegado uso indevido do 'hijab'.



A morte de Mahsa Amini gerou fortes protestos no país que durante meses apelaram ao fim do regime da República Islâmica e que foram duramente reprimidos pelas autoridades iranianas, com o registo de cerca de 500 mortos e milhares de detenções. Pelo menos oito manifestantes foram executados, um dos quais em público.



O regime de Teerão, que atribuiu os protestos a uma potência estrangeira para fomentar instabilidade interna, acabou por endurecer ainda mais as medidas de controlo sobre o vestuário das mulheres no país.




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Cantor iraniano que criou hino de protesto das mulheres condenado a 3 anos


Um tribunal iraniano condenou a três anos de prisão o cantor popular Shervin Hajipour, cuja canção "Baraye" se tornou o hino do movimento de protesto que abalou o Irão no final de 2022, anunciou hoje o artista.



Cantor iraniano que criou hino de protesto das mulheres condenado a 3 anos






O artista, de 26 anos, foi considerado culpado de "incitar e provocar motins com o objetivo de perturbar a segurança nacional", de acordo com a mensagem publicada pelo artista na sua conta do Instagram.



Este veredicto não foi confirmado pelos tribunais nem pela comunicação social oficial.



Shervin Hajipour, atualmente em liberdade depois de pagar uma fiança, também anunciou que foi condenado por "propaganda contra o poder".



O cantor pop escreveu e lançou "Baraye" ("Para") após o início dos protestos na sequência da morte, em setembro de 2022, de Mahsa Amini, uma mulher de 22 anos presa por não, alegadamente, não usar corretamente o véu islâmico ('hijab'), obrigatório no Irão.



O vídeo de "Baraye" tornou-se rapidamente viral nas redes sociais, tendo Shervin Hajipour sido detido e depois libertado sob fiança.



Em fevereiro de 2023, "Baraye" recebeu um Grammy especial nos Estados Unidos como melhor música para mudança social.



O prémio foi entregue por Jill Biden, mulher do Presidente norte-americano Joe Biden, numa cerimónia em que elogiou o "apelo poderoso e poético à liberdade e aos direitos das mulheres" no Irão.



A música foi tocada durante uma celebração na Casa Branca para marcar o Nowruz, o Ano Novo persa, em março de 2023.



Já no início desta semana, um outro cantor iraniano - Mehdi Yarrahi - foi condenado por divulgar uma canção em que apela às mulheres para que retirem o véu islâmico, sendo obrigado a cumprir uma pena de um ano em vigilância com pulseira eletrónica.



Yarrahi tinha sido condenado a dois anos e oito meses de prisão e 74 chicotadas no início de janeiro pela "publicação de uma canção ilegal que desafia os costumes e a moral de uma sociedade islâmica", mas a pena acabou por ser reduzida.



A música que levou o artista à prisão chama-se "Roosarito", que significa "seu véu" em persa, e apela às mulheres iranianas para retirarem o 'hijab', mostrando o seu apoio aos protestos que abalaram o país em 2022.



?A morte de Mahsa Amini gerou fortes protestos no país que durante meses apelaram ao fim do regime da República Islâmica e que foram duramente reprimidos pelas autoridades iranianas, com o registo de cerca de 500 mortos e milhares de detenções. Pelo menos oito manifestantes foram executados, um dos quais em público.



O regime de Teerão, que atribuiu os protestos a uma potência estrangeira para fomentar instabilidade interna, acabou por endurecer ainda mais as medidas de controlo sobre o vestuário das mulheres no país.





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Mulheres que conduzam sem véu no Irão ficam sem veículos


As autoridades iranianas estão a conduzir uma campanha em grande escala para fazer cumprir as leis repressivas do uso obrigatório do véu, vigiando mulheres e raparigas em espaços públicos, denunciou hoje a Amnistia Internacional (AI).



Mulheres que conduzam sem véu no Irão ficam sem veículos





Num comunicado enviado às redações e que antecipa o Dia Internacional da Mulher (08 de março), a organização de defesa e promoção dos direitos humanos, com sede em Londres, realça que as autoridades estão, paralelamente, a efetuar numerosos controlos policiais que visam mulheres condutoras.


"Dezenas de milhares de mulheres viram os seus carros ser arbitrariamente confiscados como punição por desafiarem as leis iranianas sobre o uso do véu. Outras foram processadas e condenadas a chicotadas ou a penas de prisão, enfrentando também multas ou a obrigação de frequentar aulas de 'moralidade'", lê-se no comunicado da Amnistia.




A organização diz ter recolhido em fevereiro o testemunho de 46 pessoas, 41 delas mulheres, juntamente com uma análise de documentos oficiais, como sentenças judiciais e despachos de acusação, que indicam que as agências estatais estão envolvidas na perseguição de mulheres e raparigas pelo simples exercício dos seus direitos à autonomia corporal e à liberdade de expressão e de crença.



"A realidade vivida diariamente pelas mulheres e raparigas no Irão é assustadora e, numa tentativa sinistra de silenciar a resistência ao uso obrigatório do véu na sequência da revolução 'Woman Life Freedom', as autoridades iranianas estão a aterrorizar as mulheres e as raparigas, submetendo-as a vigilância e policiamento constantes, perturbando a sua vida quotidiana e causando-lhes um imenso sofrimento mental", descreveu a organização.



"As táticas das autoridades das diferentes polícias vão desde a detenção de mulheres condutoras na estrada e a confiscação dos respetivos veículos, até à imposição de penas desumanas de flagelação e de prisão", afirmou Diana Eltahawy, diretora adjunta da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e o Norte de África.



A intensificação da perseguição de mulheres e raparigas ocorre algumas semanas antes de o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas se pronunciar sobre a prorrogação de uma Missão de Averiguação para investigar as violações cometidas desde a morte sob custódia da polícia da moralidade de Mahsa Amini, em especial contra mulheres e crianças.



Nesse sentido, a AI defendeu que os Estados membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU devem grantir que um mecanismo internacional independente continue a recolher, consolidar e analisar provas para futuros processos judiciais.



"Os responsáveis pela aplicação das leis degradantes obrigatórias incluem a Polícia de Segurança Moral, a polícia de trânsito, os gabinetes do Ministério Público, os tribunais, o Ministério dos Serviços Secretos e a Guarda Revolucionária, bem como a força paramilitar Basiji e outros agentes à paisana", apontou a Amnistia.



Seguindo a organização, informações oficiais indicam que, desde abril de 2023, a Polícia de Segurança Moral do Irão ordenou a "confiscação arbitrária de centenas de milhares de veículos com condutoras ou passageiras de apenas nove anos de idade sem ou com véus na cabeça considerados inapropriados".



De acordo com testemunhos, essas ordens baseiam-se em imagens captadas por câmaras de vigilância ou em relatórios de agentes à paisana que patrulham as ruas e utilizam uma aplicação da polícia, denominada Nazer, para comunicar as matrículas de veículos com condutoras ou passageiras que não cumprem as regras.




As mulheres visadas e os seus familiares têm recebido mensagens de texto e telefonemas ameaçadores, instruindo-as a apresentarem-se à Polícia de Segurança Moral para entregarem os seus veículos como punição por desafiarem o uso obrigatório do véu.



Mulheres e homens afirmaram que o processo de recuperação dos seus carros junto da Polícia de Segurança Moral envolve longas filas de espera e um tratamento degradante por parte dos agentes, incluindo insultos baseados no género e repreensões sobre a aparência de mulheres e raparigas de apenas nove anos, bem como instruções humilhantes para cobrirem o cabelo, ameaças de flagelação, prisão e proibição de viajar.



Em muitos casos, os funcionários superiores da Polícia de Segurança Moral ordenam a libertação da viatura ao fim de 15 a 30 dias, depois de liquidadas as taxas arbitrárias de pagamento do estacionamento e das transferências de gruas e depois de terem sido obtidos compromissos escritos de cumprimento do véu obrigatório por parte das mulheres e raparigas e/ou dos seus familiares masculinos.




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Irão. AI denuncia campanha de repressão contra mulheres que não usam véu


A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje que as autoridades iranianas estão a levar a cabo uma campanha massiva de repressão contra as mulheres que não usam o véu islâmico obrigatório.


Irão. AI denuncia campanha de repressão contra mulheres que não usam véu





Muitas mulheres iranianas deixaram de usar o véu islâmico obrigatório como forma de protesto e desobediência civil desde a morte de Mahsa Amini, em setembro de 2022, após terem sido presas justamente por usarem o hijab incorretamente, o que gerou fortes protestos no país.


Após vários protestos com uma repressão policial que causou centenas de mortos, as autoridades tentam reimpor o uso do véu, algo que consideram inegociável.




"Numa tentativa sinistra de minar a resistência ao uso obrigatório do véu na sequência da revolta da 'Liberdade para a Vida da Mulher', as autoridades iranianas estão a aterrorizar mulheres e raparigas, submetendo-as continuamente à vigilância e ao controlo policial", disse a diretora regional adjunta da AI para o Médio Oriente e Norte de África, Diana Eltahawy, em comunicado.




De acordo com a AI, as táticas de repressão vão desde parar as condutoras na estrada e confiscar os veículos, até à imposição de punições desumanas, como flagelações ou penas de prisão.




A AI recolheu testemunhos de 46 pessoas, incluindo 41 mulheres -- uma delas transexual -, uma menina e quatro homens.



Como resultado desta vigilância, centenas de milhares de veículos conduzidos por mulheres ou com passageiros do sexo feminino, mesmo com apenas nove anos, que não usavam o hijab ou o usavam "inadequadamente" foram confiscados desde abril de 2023, documenta a investigações da AI.



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Duas jovens detidas em Teerão por dançarem em público


Duas jovens foram detidas no Irão na sequência da difusão de um vídeo em que dançavam para celebrar a chegada do Ano Novo persa, noticiaram hoje os meios de comunicação social iranianos.


Duas jovens detidas em Teerão por dançarem em público





O vídeo das duas jovens a dançar perto da Praça Tajrish, um local popular no norte de Teerão, tornou-se viral nas redes sociais nos últimos dias.


"O procurador de Teerão ordenou a detenção de duas mulheres que violaram as normas sociais ao dançarem na Praça Tajrish", informou a agência noticiosa Tasnim, citada pela francesa AFP.



As duas jovens estavam vestidas de Hadji Firouz, uma personagem folclórica cujas danças e canções anunciam a chegada do Norouz, o Ano Novo iraniano que começa este ano em 20 de março.



A lei islâmica em vigor no Irão proíbe as danças mistas e as danças de mulheres sozinhas em público.



Vídeos de mulheres a dançar em locais públicos, nomeadamente no metro, tornaram-se virais no Irão na sequência do movimento de protesto que abalou o país no final de 2022, após a morte de Mahsa Amini.



A jovem de 22 anos morreu depois de ter sido detida pela polícia da moralidade por violar o código de vestuário da República Islâmica, que obriga as mulheres a usar o véu em público.



O movimento de protesto foi reprimido pelas forças de segurança, que mataram mais de 550 manifestantes e "utilizaram uma força desnecessária e desproporcionada", segundo um relatório divulgado pela ONU na sexta-feira.



O Irão condenou hoje o relatório, considerando que se baseia em "informações falsas e tendenciosas sem base legal", e reflete a "iranofobia" de Israel, dos Estados Unidos e de outros países ocidentais.



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Irão denuncia "iranofobia" em relatório da ONU sobre repressão em 2022


O Irão condenou hoje um relatório de peritos nomeados pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre as manifestações de 2022, denunciando a "iranofobia" dos países ocidentais.

Irão denuncia iranofobia em relatório da ONU sobre repressão em 2022





O relatório, divulgado na sexta-feira, baseia-se em "afirmações sem fundamento", reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nasser Kanani, num comunicado citado pela agência francesa AFP.



Os especialistas internacionais afirmaram que a repressão do Irão contra os protestos pacíficos do final de 2022 e a "discriminação institucionalizada" contra as mulheres e as raparigas conduziram a "crimes contra a humanidade".



O Conselho dos Direitos Humanos pediu o inquérito na sequência das manifestações que abalaram o Irão a partir de setembro de 2022 e da morte de Mahsa Amini.



A jovem, de 22 anos, morreu depois de ter sido detida pela polícia da moralidade por violar o código de vestuário da República Islâmica, que obriga as mulheres a usar o véu em público.



As autoridades iranianas recusaram-se a participar no inquérito.



O porta-voz da diplomacia de Teerão disse no comunicado divulgado hoje que o inquérito se baseia em "informações falsas e tendenciosas sem base legal".



Segundo Kanani, "o comité de peritos não só não conseguiu apurar a verdade, como distorceu deliberadamente os factos".



O relatório "foi preparado pelo regime sionista [Israel], pelos Estados Unidos e por alguns países ocidentais", disse Kanani.



O porta-voz considerou que os países em questão "prosseguem um projeto de iranofobia e de difamação do Irão".



Estes países "estão zangados com o fracasso das suas intervenções durante os motins", referiu.



Kanani acrescentou que a comissão especial nomeada pelo chefe de Estado iraniano, Ebrahim Raissi, para investigar os tumultos de 2022, "enviou o relatório final ao Presidente nos últimos dias", sem revelar as conclusões.



As autoridades afirmam que os motins foram fomentados pelos inimigos da República Islâmica, nomeadamente os Estados Unidos.



Segundo os peritos da ONU, as forças de segurança iranianas mataram pelo menos 551 manifestantes e "utilizaram uma força desnecessária e desproporcionada".



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Vídeo de mulher sem véu islâmico provoca nova polémica no Irão


Um vídeo de uma discussão no Irão entre uma mulher sem véu islâmico e um clérigo que a tinha fotografado sem autorização tornou-se viral nas redes sociais e provocou nova polémica sobre a obrigatoriedade do uso do 'hijab'.



Vídeo de mulher sem véu islâmico provoca nova polémica no Irão




Tudo começou no domingo, quando um vídeo de segurança apareceu nas redes sociais e nos meios de comunicação da oposição ao regime iraniano, no qual um clérigo pode ser visto a captar imagens de uma mulher sem véu a segurar uma criança numa clínica em Qom, um centro religioso no país.


Quando a mulher percebeu que o religioso a fotografou sem a sua autorização, pediu-lhe para que apagasse as imagens, numa discussão que se agravou e à qual se juntaram outras pessoas presentes no centro médico.


Várias mulheres apoiaram a mulher sem véu e uma delas chegou a pegar no telemóvel com que as imagens foram captadas, fugindo da clínica, enquanto era perseguida pelo religioso.


O vídeo do acontecimento tornou-se viral nas redes sociais, onde muitos demonstraram rejeição às táticas das autoridades para obrigar as mulheres a usarem o véu islâmico obrigatório, que muitas mulheres deixaram de usar desde a morte da jovem Mahsa Amini, vítima de violência policial por não ter respeitado os critérios de indumentária do Irão, em 2022.


Perante a polémica do vídeo, as autoridades iranianas anunciaram hoje a detenção de quatro pessoas por terem divulgado as imagens captadas aos meios de comunicação da oposição.


"A investigação inicial das agências de aplicação da lei e de segurança revelou que estas pessoas pretendiam aproveitar este incidente para criar divisão e tensão, enviando o vídeo para os meios de comunicação inimigos", denunciou o procurador-geral de Qom, Hasan Gharib, citado pela agência Tasnim.


A polémica aumentou as divisões no país persa, com muita gente a manifestar a sua posição sobre este tema.


"Se um clérigo quiser orientar-me, deve guiar-me de tal maneira que eu possa aceitar, não de modo a que eu o fique a odiar e às suas crenças", disse o deputado oposicionista Masoud Pezeshkian, segundo o diário reformista Shargh.


Muitas mulheres iranianas deixaram de usar o véu islâmico obrigatório como forma de protesto e desobediência civil desde a morte de Mahsa Amini, em setembro de 2022.


Em resposta, as autoridades iranianas estão a levar a cabo uma campanha de repressão em larga escala contra as mulheres que não usam o véu islâmico obrigatório, que ficam sujeitas a penas de prisão e até a chicotadas, de acordo com denúncias recentes da organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional.



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Sobe para 20 o número de mortos em dois ataques no sul do Irão


O número de mortos em dois ataques que aconteceram na província do Sistão-Baluchistão, no sul do Irão, subiu para 20, incluindo cinco membros das forças de segurança, noticiou hoje a imprensa local.



Sobe para 20 o número de mortos em dois ataques no sul do Irão






O balanço anterior realizado pelas autoridades iranianas indicava que 13 pessoas haviam morrido nos dois atentados.



Os confrontos começaram ainda na noite de quarta-feira, quando homens armados atacaram instalações da Guarda Revolucionária iraniana nas cidades de Rask e Chabahar, informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.


Os confrontos causaram cinco mortos -- três polícias e dois membros da Guarda Revolucionária - e dez feridos entre as forças de segurança, assim como 15 mortos entre os agressores.



O grupo Jaish al-Adl, formado por separatistas da etnia baluch, uma minoria de cerca de 10 milhões de pessoas espalhadas pelo Irão, Paquistão e Afeganistão, assumiu a responsabilidade pelos ataques através da plataforma de mensagens Telegram.



Procura a independência da província de Sistão, que tem uma população maioritariamente sunita e onde operam grupos fundamentalistas que se opõem ao Governo xiita de Teerão.



A região, uma das menos desenvolvidas do Irão, serve também de base a grupos de contrabandistas e traficantes de droga, que aproveitam a porosa fronteira entre o Irão e o Paquistão.


O Jaish al-Adl, que Teerão considera uma organização terrorista, reivindicou a responsabilidade pelo ataque em que morreram 11 agentes da polícia, também na cidade de Rask, em dezembro, entre outros ataques nos últimos anos.


Em janeiro, o Irão lançou ataques aéreos contra o Baluchistão, uma província no sudoeste do vizinho Paquistão, visando o que Teerão disse serem esconderijos do grupo Jaish al-Adl, causando a morte de duas crianças.


Em resposta, o Paquistão chamou o embaixador em Teerão e lançou ataques aéreos contra os alegados refúgios de grupos separatistas do Baluchistão no interior do Irão, na província de Sistão, matando pelo menos nove pessoas.


A tensão entre o Paquistão e o Irão acabou por ser atenuada depois de os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países se terem encontrado e prometido trabalhar em conjunto para melhorar a cooperação em matéria de segurança.



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Exército do Irão confirma ataque de 'drones', mas sem mais detalhes


O Exército iraniano não esclarece se Teerão vai responder ao alegado ataque de Israel contra Isfahan, centro do Irão indicando apenas que os sistemas de defesa neutralizaram "micro 'drones'".


Exército do Irão confirma ataque de 'drones', mas sem mais detalhes





"Graças à nossa vigilância, os objetos voadores foram atingidos", disse o comandante-chefe do exército iraniano, major-general Abdul Rahim Mousavi, à agência de notícias de defesa iraniana Defa Press.


Questionado sobre se o Irão vai responder a esta agressão, Mousavi afirmou que a resposta de Teerão "já foi vista", numa aparente referência ao ataque de sábado passado contra Israel.




As autoridades militares iranianas confirmaram que o ataque com 'drones' ocorreu hoje contra a província de Isfahan, centro do Irão, onde se encontram centros de produção de mísseis e instalações nucleares.



"O som [das explosões] está relacionado com disparos de sistemas de defesa em Isfahan", disse o comandante do exército iraniano na província de Isfahan, Siavosh Mihan-Dust, depois de a televisão estatal iraniana ter noticiado que tinham sido ouvidas "fortes explosões" na província.



"Não registámos quaisquer danos ou acidentes", acrescentou.



Uma fonte oficial israelita disse ao jornal norte-americano Washington Post que o ataque aéreo que o Exército levou a cabo no interior do Irão em represália pelo bombardeamento iraniano contra Israel no passado sábado.



Na sequência das explosões, as autoridades aeronáuticas suspenderam os voos em Teerão, Shiraz e Isfahan, mas as viagens foram retomadas horas mais tarde.



Entretanto, a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) indicou que não houve danos nas instalações nucleares iranianas na sequência do ataque.



O Irão lançou um ataque com mísseis e drones contra Israel no sábado, em retaliação ao bombardeamento contra o consulado iraniano em Damasco, a 01 de abril, que matou sete membros da Guarda Revolucionária.



Israel prometeu retaliar este ataque sem precedentes.




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Irão condena à morte 'rapper' que apoiou protestos por Mahsa Amini


Um tribunal revolucionário iraniano condenou hoje à morte o conhecido 'rapper' Toomaj Salehi por sedição, propaganda contra o sistema e incitação a tumultos durante os protestos que se seguiram à morte da jovem curda Mahsa Amini, em 2022.



Irão condena à morte 'rapper' que apoiou protestos por Mahsa Amini





A condenação foi divulgada por Amir Raesian, advogado de defesa do 'rapper', que se encontra detido há mais de ano e meio pelo apoio ao movimento de contestação.



Centenas de pessoas morreram durante os protestos que se seguiram à morte, a 16 de setembro de 2022, da jovem curda iraniana Mahsa Amini, de 22 anos, três dias depois de detida pela polícia da moralidade por alegadamente não ter respeitado o código de vestuário muito rigoroso imposto às mulheres no Irão.




"O tribunal revolucionário de Isfahan [...] condenou Toomaj Salehi à pena de morte por corrupção na Terra", uma das acusações mais graves no Irão, disse o advogado do cantor, Amir Raisian, citado pelo diário Shargh, acreentando que vai recorrer da decisão.




O advogado explicou que o tribunal considerou as acusações de sedição, conluio e propaganda contra o sistema e incitação a motins contra Salehi como exemplos de "corrupção na terra" e por isso proferiu a sentença de morte contra o músico.



A acusação de corrupção na Terra abrange uma série de crimes contra a segurança pública e a moralidade islâmica.




Raeisian considerou que a sentença "não tem precedentes" e anunciou que recorrerá da decisão.




Salehi foi preso no final de outubro de 2022 e acusado de "corrupção na terra" por apoiar os protestos desencadeados pela morte de Amini.




Em julho de 2023, um outro tribunal revolucionário condenou Salehi a seis anos e três meses de prisão, sentença que foi rejeitada em recurso pelo Supremo Tribunal, que devolveu o caso a um tribunal de primeira instância para o estudar novamente.



Em novembro de 2023, Salehi foi libertado sob fiança, mas acabaria novamente preso apenas onze dias depois.



O 'rapper' e dissidente, conhecido pelo seu nome próprio - Toomaj -, já entrou em confronto com as autoridades no passado e foi condenado a seis meses de prisão e multa em janeiro de 2022 por "provocar violência e insurreição", embora a pena de prisão tenha sido suspenso.



O cantor Shervin Hajipour também foi condenado a três anos e oito meses de prisão por "propaganda contra o sistema e incitação a motins" pela sua canção "Baraye" (Stop), que se tornou o hino dos protestos.



A morte de Amini gerou fortes protestos que durante meses pediram o fim da República Islâmica e só desapareceram após uma repressão que causou 500 mortes e a prisão de pelo menos 22 mil pessoas e na qual foram executados oito manifestantes, um deles em público.




Muitas mulheres deixaram de usar o véu após os protestos como um gesto de desobediência civil e agora as autoridades levaram a chamada Polícia da Moralidade de volta às ruas para reimpor o uso do traje islâmico.




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Irão condena à morte manifestante por difundir informação sobre armas


Um tribunal iraniano condenou um homem à morte por ter publicado nas redes sociais informações sobre fabrico de armas artesanais durante os protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, em 2022.


Irão condena à morte manifestante por difundir informação sobre armas





Mahmoud Mehrabi foi condenado por publicar informações sobre o "fabrico de armas artesanais", "incitar à guerra e ao assassinato e insultar entidades sagradas", informou hoje a agência iraniana Mizan.


A acusação engloba também uma série de infrações contra a segurança pública e a "moral islâmica".



Segundo a agência Mizan, 52 pessoas apresentaram queixa contra Mehrabi por "publicar mentiras" nas redes sociais.




O meio de comunicação social judicial iraniano afirmou que dois dos advogados do condenado estiveram presentes durante o julgamento.




O advogado do condenado, Babak Farsani, comunicou através das redes sociais que vai recorrer da sentença junto do Supremo Tribunal.




Há duas semanas, um outro tribunal condenou à morte o músico "rapper" Tomaj Salehi por sedição, propaganda contra o sistema e incitamento a motim durante os protestos desencadeados pela morte da jovem iraniana de origem curda Mahsa Amini.




Salehi foi detido no final de outubro de 2022 e acusado de apoiar os protestos desencadeados pela morte de Amini em 16 de setembro de 2022.




A jovem tinha sido detida por não usar corretamente a indumentária islâmica.




A morte de Amini desencadeou fortes protestos em que os manifestantes apelaram durante meses ao fim da República Islâmica tendo sido reprimidos pelas forças de segurança.




Cerca de 500 pessoas foram mortas, pelo menos 22 mil manifestantes foram detidos e oito foram executados, um dos quais em público.



Muitas mulheres deixaram de usar o véu após os protestos, num gesto de desobediência civil.



Atualmente, as autoridades trouxeram de novo para as ruas a denominada Polícia de Costumes Morais para impor o uso do traje islâmico.




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Mais de 2 mil pessoas participaram nas buscas pelo helicóptero iraniano


O helicóptero terá caído devido ao mau tempo e à pouca visibilidade, tenho vitimado as nove pessoas que seguiam a bordo, no domingo.

Mais de 2 mil pessoas participaram nas buscas pelo helicóptero iraniano





Mais de dois mil socorristas e trabalhadores humanitários participaram na operação de busca e resgate do helicóptero acidentado em que seguia a comitiva do presidente iraniano, Ebrahim Raisi, entre eles o ministro do Negócios Estrangeiros, Hossein Amir Abdollahian.


Segundo o presidente do Crescente Vermelho Iraniano, Pir-Hossein Kolivand, nenhum equipamento ou assistência fornecida por países estrangeiros foi utilizado durante as buscas.



"Toda a operação foi conduzida utilizando as competências e conhecimentos do Crescente Vermelho Iraniano", disse, citado pela Sky News.
Acredita-se que o helicóptero tenha caído devido ao mau tempo e à pouca visibilidade, tenho vitimado as nove pessoas que seguiam a bordo, no domingo.



Entretanto, as equipas de socorro recuperaram os restos mortais do presidente iraniano e dos restantes oito passageiros da aeronave, anunciou o Crescente Vermelho.



Poucas horas antes, o governo iraniano confirmou a morte do chefe de Estado, tendo acrescentado que o desastre não causará "qualquer perturbação na administração" do Irão.



Saliente-se que a Turquia enviou 32 equipas de salvamento e seis veículos, dos centros de Van e Erzurum, no leste do país, para o Irão para ajudar nas operações de busca, segundo anunciou a Agência de Emergência e Salvamento na rede social X (Twitter).



Além disso, Teerão tinha também solicitado o apoio de um helicóptero equipado para buscas noturnas.



A Arábia Saudita, o Iraque e o Azerbaijão ofereceram ajuda a Teerão, enquanto o presidente norte-americano, Joe Biden, foi informado sobre o incidente, segundo a Casa Branca, que não adiantou mais detalhes.



Por seu turno, a União Europeia ativou o sistema de mapeamento de resposta a emergências Copernicus, a pedido do Irão, para ajudar a localizar o helicóptero.



A aeronave despenhou-se na zona de Kalibar, quando a comitiva regressava da zona de fronteira com o Azerbaijão, onde Raisi inaugurou uma barragem na presença do homólogo azeri, Ilham Aliyev.



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Equipas de socorro recuperam corpos de vítimas no Irão.


Imagens disseminadas pelas agências de notícias internacionais dão um vislumbre dos esforços realizados pelas autoridades.

Equipas de socorro recuperam corpos de vítimas no Irão. Eis o resgate





As equipas de socorro iranianas recuperaram, esta segunda-feira, os corpos do presidente daquele país, Ebrahim Raissi, e dos restantes oito passageiros que seguiam no helicóptero que se despenhou no domingo, no noroeste do Irão, dando por terminadas as operações de busca.


Imagens disseminadas pelas agências de notícias internacionais dão um vislumbre dos esforços realizados pelas autoridades, que transportaram “os corpos dos mártires para Tabriz", a principal cidade do noroeste do país, segundo adiantou o chefe do Crescente Vermelho, Pirhossein Koulivand, à televisão estatal.


Poucas horas antes, o governo iraniano confirmou a morte do chefe de Estado, tendo acrescentado que o desastre não causará "qualquer perturbação na administração" do Irão.



O helicóptero que transportava Raisi e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, despenhou-se na zona de Kalibar.



O acidente ocorreu domingo, quando a comitiva regressava da zona de fronteira com o Azerbaijão, onde Raisi inaugurou uma barragem na presença do homólogo azeri, Ilham Aliyev.




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Irão. Corpos de vítimas de acidente seguirão para Mashhad na 3.ª-feira


Uma procissão acompanhará os corpos das vítimas desde a Praça dos Mártires de Tabriz até ao aeroporto da cidade, antes de seguirem para Mashhad.

Irão. Corpos de vítimas de acidente seguirão para Mashhad na 3.ª-feira





Os corpos das vítimas do helicóptero iraniano que caiu no domingo serão levados de Tabriz para a cidade de Mashhad, no nordeste do Irão, na terça-feira. O acidente vitimou o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Hossein Amir-Abdollahian, além de outras sete pessoas.


Está programada uma grande cerimónia pública às 16h00 (hora local, 13h30 em Lisboa) desta segunda-feira, em Tabriz, de acordo com a CNN, que cita meios iranianos.



Já pelas 9h00 de terça-feira (06h30 em Lisboa), uma procissão acompanhará os corpos das vítimas desde a Praça dos Mártires de Tabriz até ao aeroporto da cidade, antes de seguirem para Mashhad, onde Raisi nasceu.



Após a notícia da morte do presidente iraniano, o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, nomeou o vice-presidente Mohammad Mokhber como chefe de Estado interino e decretou cinco dias de luto.



Antes, o governo iraniano confirmou a morte de Raisi, tendo ressalvado que o desastre não causará "qualquer perturbação na administração" do Irão.



Mais de dois mil socorristas e trabalhadores humanitários participaram na operação de busca e resgate do helicóptero acidentado, tendo recuperado os restos mortais das nove vítimas esta manhã de segunda-feira, de acordo com o Crescente Vermelho.



A aeronave despenhou-se na zona de Kalibar, quando a comitiva regressava da zona de fronteira com o Azerbaijão, onde Raisi inaugurou uma barragem na presença do homólogo azeri, Ilham Aliyev.



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Cerca de 80 candidatos apresentam-se às presidenciais do Irão


Cerca de 80 iranianos registaram a sua candidatura para as eleições presidenciais que decorrem em 28 de junho após a morte acidental do Presidente Ebrahim Raisi, mas muitos arriscam-se a ser desclassificados até ao início da campanha.


Cerca de 80 candidatos apresentam-se às presidenciais do Irão





Personalidades conversadoras, algumas da corrente ultraconservadora, moderados, diversos religiosos de segunda linha e quatro mulheres entraram na corrida, indicaram os 'media' oficiais na segunda-feira, último dia para a apresentação das candidaturas.



Mahmoud Ahmadinejad é o candidato mais conhecido e aos 67 anos procura regressar ao cargo de Presidente, que ocupou entre 2005 e 2013.


Os seus dois mandatos consecutivos estão associados a declarações implacáveis sobre Israel e fortes tensões com o ocidente, sobretudo em torno do programa nuclear iraniano.



Dois outros veteranos da República islâmica estão na competição: Ali Larijani, antigo presidente do parlamento e considerado moderado, e Said Jalili, antigo negociador ultraconservador do 'dossier' nuclear.



O presidente do município de Teerão, Alireza Zakani, o antigo governador do Banco central, Abdolnasser Hemmati, e Eshaq Jahangiri, antigo primeiro-vice-presidente de Hassan Rouhani (na presidência entre 2013 e 2021) também apresentaram a sua candidatura.



Na segunda-feira, um dos últimos a depositar a sua participação foi o presidente conservador do parlamento, Mohammad-Baqer Qalibaf. Nas suas declarações, disse estar em condições de resolver "os problemas" que o Irão enfrenta, citando "a pobreza", "as desigualdades", o acesso à "internet" e as "sanções" impostas pelos Estados Unidos.



Pelo contrário, Mohammad Mokhber, presidente interino desde a morte de Raisi, não se declarou candidato.



A aceitação das candidaturas depende de uma autorização final proveniente do Conselho dos guardas da Constituição, um órgão não eleito dominado pelos conservadores.



Os seus 12 membros -- seis religiosos nomeados pelo Guia supremo e seis juristas -- vão decidir até 11 de junho quem está autorizado a entrar em campanha, que se iniciará no dia seguinte.



Nas eleições de 2021, esta instância apenas autorizou sete das 592 candidaturas, eliminando numerosas personalidades reformistas e moderadas e permitindo uma folgada vitória à primeira volta de Ebrahim Raisi, candidato do campo conservador e ultraconservador.



Perante esta situação, muitos eleitores optaram por não comparecer nas assembleias de voto, registando-se a mais baixa taxa de participação em eleições presidenciais (49%) desde a revolução islâmica de 1979.



Entre os candidatos que agora se apresentam, Ahmadinejad foi desclassificado nas eleições de 2017 e 2021, e Larijani em 2021.



Nenhuma mulher estava autorizada a candidatara-se desde o início da República islâmica, mas em 2021 o Conselho dos guardas reverteu essa decisão ao considerar não existir qualquer obstáculo jurídico.



Este ano, a antiga deputada Zohreh Elahian espera obter autorização após ter apresentado a sua candidatura.



Esta física de 56 anos defende o uso obrigatório do véu islâmico para as mulheres e solidarizou-se com a firmeza do Governo face às manifestações durante o vasto movimento de protesto que abalou o país no final de 2022 após a morte de Masha Amini.



Três outras ex-deputadas estão na corrida, incluindo a reformadora Hamideh Zarabadi, que na segunda-feira se apresentou com um véu colorido.



Ao contrário da maioria dos países, o Presidente não é o chefe de Estado, função antes atribuída ao Guia supremo, atualmente o 'ayatollah' Ali Khamenei, 85 anos e no cargo há 35 anos.



No entanto, o Presidente desempenha uma função importante na direção do Governo e da sua política, devido à inexistência do posto de primeiro-ministro.



Cinco dos oito presidentes desde 1979 eram provenientes dos círculos religiosos.



Para ser eleito à presidência é necessário ter uma idade entre os 40 e os 75 anos, titular de pelo menos um mestrado universitário e ser leal à República islâmica.



Na segunda-feira, durante um discurso, o 'ayatollah' Khamenei apelou a uma participação "em grande número" nas presidenciais, por se tratar de um "assunto importante".




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Nobel da Paz Narges Mohammadi condenada pela 6.ª vez no Teerão


Um tribunal de Teerão condenou hoje a prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais um ano de prisão por "propaganda contra o sistema" quando criticou a imposição do véu e apelou ao boicote das eleições legislativas.



Nobel da Paz Narges Mohammadi condenada pela 6.ª vez no Teerão





O advogado da ativista, que está presa desde 2021, anunciou que no "veredicto emitido pela 29.ª câmara do Tribunal Revolucionário de Teerão, Narges Mohammadi foi condenada a um ano de prisão por propaganda contra o sistema".



"Entre os exemplos e as razões que levaram a esta sentença estão as suas palavras sobre a Sra. Dina Qalibaf, a sua carta sobre o boicote às eleições parlamentares e a carta dirigida aos parlamentos sueco e norueguês", acrescentou Mostafa Nili na rede social X.



A ativista, 51 anos, detida na prisão de Evin, em Teerão, foi condenada seis vezes desde 2021 a um total de 13 anos e três meses de prisão e 154 chicotadas, entre outros castigos.



Apesar das condenações e da prisão, a ativista continuou a denunciar as violações dos direitos humanos no Irão, incluindo a aplicação da pena de morte e a violência contra as mulheres que não usam o véu islâmico.



Em abril, Mohammadi denunciou a nova campanha para reimpor o uso do 'hijab' e afirmou que as autoridades iranianas transformaram as ruas do país num "campo de batalha contra as mulheres".



Apesar das suas condenações e da sua prisão, a ativista continuou a denunciar as violações dos direitos humanos no Irão, incluindo a aplicação da pena de morte e a violência contra as mulheres que não usam o véu islâmico.



Em abril, Mohammadi denunciou a nova campanha para reimpor o uso do hijab e afirmou que as autoridades iranianas transformaram as ruas do Irão num "campo de batalha contra as mulheres".



A ativista denunciou a agressão à jovem Dina Qalibaf, detida em meados de abril pela chamada polícia da moralidade por não usar o lenço islâmico.



Depois de ter sido libertada, Dina Qalibaf afirmou na sua conta do X que foi agredida com um 'taser' e abusada por um agente durante a sua detenção, tendo sido encarcerada na prisão de Evin, em Teerão, onde permanece.



Mohammadi apelou igualmente ao boicote das eleições legislativas de março de 2024, que registaram a taxa de participação mais baixa (41%) nos 45 anos da Revolução Islâmica.



No final do ano passado, enviou uma carta aos parlamentos norueguês e sueco afirmando que a República Islâmica não representa o povo do Irão, pelo que foi hoje condenada.



A ativista foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz de 2023 "pela sua luta contra a opressão das mulheres no Irão e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade para todos".




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Tribunal iraquiano condena à morte mulher de líder do Estado Islâmico


Um tribunal iraquiano condenou à morte a mulher do líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, acusada de raptar mulheres da etnia religiosa Yezidi, foi hoje anunciado.


Tribunal iraquiano condena à morte mulher de líder do Estado Islâmico




A mulher do polígamo Baghdadi foi trazida de volta ao Iraque depois de ter estado detida na Turquia, disseram à agência noticiosa AFP fontes judiciais, sob anonimato.


"O tribunal penal de Karkh (a oeste de Bagdade) condenou à morte a mulher do terrorista Abu Bakr al-Baghdadi pelo crime de colaboração com o grupo terrorista Daech (acrónimo árabe do EI) e pela detenção de mulheres Yezidi em sua casa", anunciou o Conselho Superior da Magistratura no seu site.


A mulher de Baghdadi deteve as mulheres yezidis que "foram depois raptadas" pelos jihadistas do EI em Sinjar, no norte do Iraque, segundo a mesma fonte.


Uma fonte judicial identificou a condenada como Asma Mohammed.


Washington anunciou em outubro de 2019 que as tropas norte-americanas tinham matado Baghdadi numa operação no noroeste da Síria, cinco anos depois de ter proclamado um "califado" sobre vastas áreas da Síria e do vizinho Iraque.


Durante a sua investida relâmpago no norte do Iraque, em 2014, os jihadistas do EI atacaram a minoria não muçulmana Yezidi, matando sistematicamente milhares de homens e transformando as mulheres em escravas sexuais.


Nos últimos anos, os tribunais iraquianos pronunciaram centenas de sentenças de morte e de prisão perpétua ao abrigo do código penal por pertencerem a um "grupo terrorista".


Entre os condenados contam-se mais de 500 homens e mulheres estrangeiros por pertencerem ao EI.


Em fevereiro, o Iraque tinha anunciado ter obtido "o repatriamento da família de Baghdadi", com uma fonte judicial a dizer à AFP que a mulher de Baghdadi, "detida na Turquia", tinha sido repatriada com os filhos.


Este anúncio coincidiu com a transmissão de uma entrevista com a "mulher de Baghdadi" pelo canal de televisão pan-árabe saudita Al Arabiya. Na altura, foi-lhe dado o nome de Asma Mohammed.


Em novembro de 2019, a Turquia afirmou ter detido a mulher de Baghdadi em junho de 2018, que os meios de comunicação social turcos identificaram como Asma Fawzi Mohammed al-Qubaysi.


As forças apoiadas pelos norte-americanos derrotaram o EI no Iraque em 2017 e na Síria dois anos mais tarde. Mas as células do grupo continuam a atacar civis e forças de segurança em ambos os países.


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