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Há guerra na Ucrania

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Ataque russo mata um bebé em Zolochiv, no nordeste ucraniano


Um bebé de dois meses morreu e três mulheres ficaram feridas hoje num ataque russo no nordeste da Ucrânia, anunciou o governador da região de Kharkiv, Oleg Synegubov.


Ataque russo mata um bebé em Zolochiv, no nordeste ucraniano



"Por volta das 02h30, no horário local (00h30 em Lisboa), um hotel de três andares foi destruído em Zolochiv (...), após dois ataques com mísseis S-300 dos "ocupantes russos", disse o governador na rede social Telegram.



"Uma criança de dois meses morreu. Três mulheres ficaram feridas e foram hospitalizadas", lamentou.



Segundo o responsável, o bebé "nasceu em 04 de dezembro de 2023" e as três mulheres feridas "por estilhaços" têm 21, 28 e 39 anos.
A mãe da criança está entre as pessoas hospitalizadas, afirmou Synegoubov.



No total, segundo o governador ucraniano, "sete casas, nove infraestruturas civis [lojas, cafés, quiosques] e dois edifícios administrativos locais" ficaram danificados no ataque noturno russo.



Zolochiv é uma pequena cidade localizada ao norte de Kharkiv, a menos de 25 quilómetros da fronteira com a Rússia, e tinha quase oito mil habitantes antes da invasão russa em 2022.



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Escritor russo Boris Akunin condenado à revelia na Rússia


Um tribunal de Moscovo condenou hoje à revelia Boris Akunin, um dos escritores russos mais populares, que já foi detido anteriormente sob a acusação de apelar a ações terroristas e de divulgar informações falsas sobre as Forças Armadas.



Escritor russo Boris Akunin condenado à revelia na Rússia



A pena de prisão entra em vigor assim que Akunin, que reside no estrangeiro, for "capturado ou extraditado", informou o gabinete de imprensa do tribunal distrital de Basmanni, Moscovo sem fornecer mais detalhes.



Em dezembro do ano passado, Boris Akunin (pseudónimo Grigori Chjartishvili), que em 2000 foi declarado como 'Escritor Russo do Ano' e distinguido com prémios internacionais, foi colocado na lista de "extremistas e terroristas".



Em janeiro o escritor foi declarado "agente estrangeiro".


O escritor de 67 anos, nascido na Geórgia, alcançou a fama com uma série de romances passados na segunda metade do século XIX e no início do século XX, em que o detetive Erast Fandorin é o protagonista.



A saga de Fandorin e outras obras foram traduzidas em várias línguas, incluindo português ("A Rainha do Inverno", 2006)
O primeiro romance, "Azazel", foi publicado em 1998 e três outros livros com as aventuras de Fandorin foram lançados no mesmo ano.



Na véspera do início da guerra na Ucrânia (24 de fevereiro de 2022), Akunin em entrevista à agência de notícias espanhola EFE acusou o Presidente russo Vladimir Putin de ser um "ditador" com ambições pós-imperialistas e de ter levado o país a um estado de "semi desintegração".



"Moscovo considera que a Ucrânia e as outras antigas repúblicas soviéticas fazem parte de uma 'zona de influência'. Toda a crise ucraniana, desde a tomada da Crimeia até ao financiamento da revolta no Donbass, é um castigo contra a Ucrânia porque, em 2014, o novo governo decidiu virar-se do Leste para o Oeste", afirmou na altura.



Em dezembro do ano passado, a Amnistia Internacional, através de Marie Struthers, responsável editorial do escritor para a Europa de Leste e Ásia Central, reagiu à abertura de um processo criminal contra o escritor, que qualificou de "infundado".



"É um gesto revanchista da Rússia contra qualquer pessoa que se atreva a expressar dissidência", acrescentou Stuthers.




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Ucrânia. Situação "crítica" em Avdiivka, epicentro de combates no leste


O presidente da câmara de Avdiivka, cidade no leste da Ucrânia desde há meses alvo de ofensiva russa, indicou hoje que a situação é "crítica em alguns locais", com os primeiros "combates de rua" com soldados russos.


Ucrânia. Situação crítica em Avdiivka, epicentro de combates no leste



"A situação na cidade é muito complicada, muito tensa. Se há várias semanas que dizemos que a situação está muito difícil, mas sob controlo, agora a situação está muito difícil e, em alguns locais, crítica", afirmou Vitali Barabach na televisão.



Segundo o autarca, grupos de sabotadores e batedores russos "estão a invadir a cidade", provocando confrontos isolados com o Exército ucraniano nas ruas.



"Isso não quer dizer que tudo esteja perdido", acrescentou Barabach, embora referindo que o Exército russo "está a dirigir muitas forças para a cidade".



Só hoje, disse já ter contado "50 disparos maciços de morteiros" sobre Avdiivka.



De acordo com o presidente da câmara, restam ainda 945 civis na cidade industrial, apesar dos combates e da destruição.



O canal DeepState, na plataforma digital Telegram, próximo do Exército ucraniano e seguido por mais de 600.000 pessoas, relatou um dia "extremamente difícil" no norte de Avdiivka, onde "a situação continua a deteriorar-se".



"Os combates prosseguem na maioria das posições. Em alguns locais, o inimigo conseguiu avançar, e noutros, as forças de defesa conseguiram repelir os ataques", relatou.



O jornalista ucraniano Yuri Butusov, que regularmente publica notícias da frente de batalha, afirmou hoje no Telegram que os defensores de Avdiivka "estão a bater-se desesperadamente" e "têm literalmente falta de tudo".



As forças russas tentam há meses cercar Avdiivka, onde os soldados ucranianos estão entrincheirados em posições fortificadas.



Trata-se de um dos pontos nevrálgicos da frente de batalha desde o fracasso da contraofensiva ucraniana no verão passado.



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Nadezhdin, o político veterano agregador da oposição a Putin e à guerra


O político russo Boris Nadezhdin, cuja candidatura às eleições presidenciais de março no país vinha reunindo apoios e gerando entusiasmo popular até ser rejeitada pela Comissão Eleitoral, é o único na 'corrida' assumidamente opositor do Kremlin e da guerra na Ucrânia.


Nadezhdin, o político veterano agregador da oposição a Putin e à guerra





Com o mais destacado oposicionista russo, Alexei Navalny, detido numa prisão de alta segurança, e o mais jovem Vladimir Kara-Murza condenado no ano passado a 25 anos de cadeia, a oposição a de Vladimir Putin debate-se com dificuldades para encontrar uma figura de referência, papel que cabe cada vez mais a Nadezhdin.



Nadezhdin anunciou no final de janeiro ter recolhido mais de 100 mil assinaturas, número necessário para se registar oficialmente como candidato às eleições, e o site informativo russo Bloknot considerou-o o primeiro teste verdadeiramente sério de força da oposição russa a Putin, dentro do país e também a exilada.



"Quase todos se uniram num apelo para assinar por Nadezhdin, mesmo que para isso tivessem de 'tapar o nariz'. Ele é o único que defende abertamente o fim da guerra, o que já é bom", refere o site. "Dizem que ele é o primeiro candidato que irá realmente recolher assinaturas em seu apoio usando dinheiro não de algumas grandes fundações e corporações, mas de 'dezenas de milhares' de russos que lhe enviam dinheiro ganho com o suor do rosto para custear a sua campanha", adianta a mesma fonte acerca do candidato da Plataforma Cívica.




Nadezhdin possui destacada formação académica, em áreas tão distintas como Direito, Física e Matemática. Hoje com 60 anos, era já visto como um veterano, tendo integrado o governo russo em 1997-1998: primeiro, como assistente do então vice-primeiro-ministro, Boris Nemtsov; depois, como secretário do primeiro-ministro, Serguei Kirienko, que agora é o responsável por toda a política interna do país, incluindo as eleições presidenciais de março.




Em dezembro de 1999, Nadezhdin foi eleito para a Duma Estatal pela União das Forças de Direita, uma formação em que militavam Nemtsov, a actual mulher de negócios Irina Khakamada, bem como personalidades hoje leais ao Kremlin, casos de Anatoli Chubais e Serguei Kirienko.



Em 2003, não conseguiu ser reeleito para a Duma Estatal e, como ele mesmo diz, assumiu a oposição a Putin, após a prisão do oligarca Mikhail Khodorkovsky, recorda o Bloknot.



Nemtsov foi assassinado em 2015, nas imediações do Kremlin, juntando-se o seu nome ao de dezenas de oposicionistas que ao longo dos mandatos de Putin como Presidente ou primeiro-ministro (desde 1999 até hoje) foram desaparecendo em circustâncias misteriosas - baleados, envenenados ou em quedas de grandes alturas qualificadas pelas autoridades como "suicídios".



Depois de deixar a Duma Estatal, era popular sobretudo na localidade de Dolgoprudni, perto de Moscovo, onde foi deputado municipal durante muitos anos. E também em debates televisivos, aparecendo regularmente como representante da ala liberal, até ao ano passado.



De acordo com o Bloknot, Nadezhdin tentou retornar à política de diferentes maneiras - desde tentativas fracassadas de reviver a União das Forças de Direita, até à participação nas primárias da Rússia Unida e à cooperação com os Socialistas Revolucionários.



Hoje, destaca-se dos demais candidatos por considerar necessária a saída de Putin da Presidência russa e por se opor à guerra na Ucrânia, que afirma estar a conduzir o país ao "isolamento, autoritarismo e militarização".



"A minha tarefa é travar o deslize da Rússia nessa direção", afirmou.



Nas cidades russas e também nas do estrangeiro onde há grandes comunidades russas, houve filas de pessoas que querem deixar assinaturas em seu apoio. "E, pela primeira vez desde o início da 'operação militar especial' [designação usada pelo Kremlin para a invasão da Ucrânia], os 'bloggers' da oposição uniram-se para garantir que Nadezhdin angarie as assinaturas necessárias para ser registado pela Comissão Eleitoral Central", adiantava o Bloknot no final de janeiro.




Os que quiseram subscrever a sua candidatura formaram longas filas, não apenas nas grandes cidades, como Moscovo, São Petersburgo ou Novossibirsk, mas também nos principais 'ninhos' da nova emigração russa, como as cidades bálticas, Tbilissi, capital da Geórgia, ou Ierevan, capital da Arménia, segundo a imprensa independente russa.



Isto é possível, já que, de acordo com a lei, a Comissão Central Eleitoral não verifica onde se localizam os autores das assinaturas.



Mas, dado o controlo do aparelho eleitoral pelo Kremlin e a grande disponibilidade de meios -- que contrasta com a escassez dos da oposição - prevalece nos media russos a opinião de que Nadezhdin não irá longe.




Para ser registado, o candidato do partido Iniciativa Cívica deve apresentar 100.000 assinaturas às autoridades eleitorais. Segundo o portal da Iniciativa Cívica, foram recolhidas assinaturas em 75 regiões da Rússia.



Mikhail Khodorkovsky, magnata da oposição russo exilado, apelou a todos os opositores do Kremlin para que apoiem a candidatura de Nadezhdin antes das eleições de março.




Segundo Khodorkovsky, outrora o homem mais rico da Rússia até ser detido e posteriormente condenado a 10 anos de prisão em 2003, esta é uma forma de os russos expressarem a sua posição anti-guerra, mesmo que não gostem de Nadezhdin como político.




As eleições presidenciais na Rússia realizam-se de 15 a 17 de março.



Nadezhdin foi apoiado por vários opositores russos e também pela jornalista Yekaterina Duntsova, a quem a Comissão Eleitoral Central da Rússia negou a pré-seleção como candidato presidencial.




A Comissão Eleitoral russa rejeitou a candidatura de Nadezhdin às eleições presidenciais da Rússia, disse hoje o candidato, que tenciona recorrer.



"Participar nas eleições presidenciais de 2024 é a decisão política mais importante da minha vida. Não vou voltar atrás nas minhas intenções. Vou recorrer da decisão da Comissão Eleitoral para o Supremo Tribunal", afirmou Nadezhdin através das redes sociais.





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Rússia diz ter neutralizado ataque de 19 drones ucranianos


A Rússia disse hoje ter neutralizado 19 drones ucranianos em quatro regiões diferentes e sobre o mar Negro, num ataque que visava infraestruturas energéticas.



Rússia diz ter neutralizado ataque de 19 drones ucranianos




"Foi impedida uma tentativa do regime de Kyiv de cometer um ataque terrorista com 19 drones aéreos contra locais em território russo", de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa russo.



"Os sistemas de defesa antiaérea intercetaram e destruíram estes drones nas regiões de Kursk (dois), Briansk (cinco), Orel (quatro), Krasnodar (dois) e sobre o mar Negro (seis)", acrescentou a mesma nota.



Na região de Orel, cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Moscovo, o ataque visou locais de infraestruturas energéticas, sem causar vítimas, escreveu na plataforma Telegram o governador regional, Andrei Klytchkov.



Desde o início da ofensiva contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, o território russo é regularmente visado por bombardeamentos e ataques de veículos aéreos não tripulados, atribuídos a Kyiv.



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Derrota na Ucrânia? "Impossível". Putin exclui invadir Polónia ou Letónia


O presidente russo, Vladimir Putin, afastou a possibilidade de invadir a Polónia ou a Letónia, durante uma entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson, divulgada na quinta-feira, uma vez que a Federação Russa "não tem interesses" nesses Estados.



Derrota na Ucrânia? Impossível. Putin exclui invadir Polónia ou Letónia





"Não temos interesses na Polónia, na Letónia ou algures. Porque é que faríamos isso? Simplesmente não temos qualquer interesse [nisso]. (...) Está fora de questão", respondeu Putin à questão "Imagina um cenário em que o senhor envia tropas russas para a Polónia?".


Sobre a Ucrânia, Putin afastou totalmente a possibilidade de derrota russa no Estado vizinho que invadiu, considerando-a "impossível, por definição".



Como disse: "Há vociferações para infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha. Na minha opinião, é impossível, por definição. Isso nunca acontecerá".



A propósito de esta guerra, assegurou que existe um número indeterminado de "mercenários dos EUA", que disse constituirem o segundo grupo mais numeroso destes combatentes, depois dos polacos e à frente dos georgianos.



Putin disse também que o envio de soldados regulares dos EUA para combaterem na Ucrânia "colocaria a Humanidade à beira de um conflito global muito sério", em resposta ao apelo do líder dos democratas no Senado norte-americano, Chuck Schumer, para reforçar a ajuda ao país invadido.



"Vocês têm problemas nas fronteiras com a imigração, problemas com a dívida de mais de 33 mil milhões de dólares... Não têm nada melhor para fazer? (...) Não seria melhor negociar com a Rússia para chegar a um acordo?", prosseguiu.



Ainda sobre a Ucrânia, Putin disse que está pronto para negociar, mas que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, "assinou um decreto que proíbe a negociação com a Rússia [porque] obedece a instruções dos países ocidentais".



Por outro lado, sobre os EUA, Putin afastou a ideia de que a relação bilateral dependa de uma mudança na Presidência norte-americana, contrapondo que tem mais a ver com "a ideia de dominação" que os EUA têm do mundo.



Como disse: "Não se trata de quem é o líder ou da personalidade de uma pessoa em concreto, mas das elites. É a ideia de dominação a todo o custo baseada nas forças dominantes da sociedade norte-americana".



Reconheceu que teve uma boa relação com George Bush Jr, "e também [teve] essa relação pessoal com [Donald] Trump".



Ao refletir a seguir sobre os EUA, apontou: "É um país complexo. Conservador, por um lado, mas em rápida mudança, por outro... Não é fácil compreendê-lo".



Em particular, sobre o sistema eleitoral, questionou: "Quem toma as decisões nas eleições? Pode entender-se que cada Estado tenha as suas leis? Que se regule por sua conta?"



Putin pronunciou-se ainda sobre Elon Musk, que considerou uma pessoa e um empresário "imparável" e advogou um "acordo internacional" para regular a inteligência artificial (IA).



Sobre este assunto, Putin opinou que a investigação genética é uma ameaça para a Humanidade, até ao ponto em que "agora é possível criar um super-humano", e depois comentou que Musk "já implantou um 'chip' no cérebro humano nos EUA".



A propósito, comentou: "Creio que Elon Musk é imparável. Fará o que considere necessário. Não obstante, têm de encontrar uma base comum com ele. Encontrar formas de o persuadir. Creio que é uma pessoa inteligente. A sério. Mas precisam de chegar a um acordo com ele, porque esse processo precisa de ser formalizado e sujeito a certas regras".



Putin disse ainda que se pode fazer "uma previsão aproximada do que se vai passar" com o desenvolvimento da genética e da IA, recordando o caso das armas nucleares, que progrediram até que os Estados entenderam que o seu uso negligente poderia levar +a extinção e acordaram travá-las.



"É impossível parar a investigação na genética, tal como era impossível parar o uso da pólvora no passado, mas quanto antes nos dermos conta de que a ameaça vem do desenvolvimento incontrolado da IA, da genética ou de qualquer outro campo, será a altura de alcançar um acordo internacional sobre a regulação dessas coisas", acrescentou.




Tucker Carlson é um polémico conservador e ex-apresentador da Fox News, próximo do ex-presidente Donald Trump, a quem apoia nas próximas eleições presidenciais norte-americanas. A entrevista foi transmitida no espaço próprio que Carlson tem agora na internet.




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Boas, lamentávelmente e felizmente para alguns, acabou a minha participação neste tópico.
 

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Ex-líder das Forças Armadas ucranianas declarado Herói Nacional


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condecorou hoje o antigo chefe do exército Valery Zaluzhny como Herói da Ucrânia, numa cerimónia solene que contou com a presença do sucessor do general como comandante-chefe das Forças Armadas, o coronel-general Oleksandr Syrsky.



Ex-líder das Forças Armadas ucranianas declarado Herói Nacional





"Pelos seus méritos pessoais excecionais na defesa da soberania do Estado e da integridade territorial da Ucrânia, pelo seu serviço altruísta ao povo da Ucrânia, decreto que o título de Herói da Ucrânia com a condecoração da Ordem da Estrela de Ouro seja conferido ao General Valery Fedorovich Zaluzhny", lê-se no decreto emitido por Zelensky para o efeito.


Ao receber a condecoração, na presença de outros agraciados, Zaluzhny abraçou Zelensky de forma emocionada, gesto que repetiu depois de lhe apertar a mão antes de regressar ao seu lugar.



O vídeo da cerimónia, publicado no canal de Zelensky na rede social Telegram, mostra igualmente o novo comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas, Oleksandr Syrsky, sentado na primeira fila do evento.



O general Zaluzhny é uma figura popular e respeitada na Ucrânia, tendo a sua destituição -- que foi objeto de rumores ao longo da última semana e que seria confirmada na quinta-feira -- provocado receios de possíveis reações negativas no seio do exército e da sociedade ucranianos.




Zaluzhny e Zelensky mostraram posições contraditórias em público em várias ocasiões nos meses que antecederam a demissão do general.



A atitude conciliadora de Zaluzhny após o anúncio da sua saída na quinta-feira dissipa os receios



Os principais partidos da oposição ucraniana criticaram Zelensky por ter demitido o chefe do Exército, com Oleksy Goncharenko, um dos membros mais ativos do partido de centro-direita Solidariedade Europeia, do antigo Presidente Petro Poroshenko, a considerar a decisão um "enorme erro".




"[A demissão] pode representar riscos para o país. Todos pagaremos por este erro", escreveu o deputado da região de Odessa, que elogiou o trabalho do ex-chefe das Forças Armadas e que referiu que o afastamento de Zaluzhny não será compreendido nem pela sociedade ucraniana nem pelos parceiros internacionais de Kyiv.




"Milhões de pessoas falam de honra e dignidade. Obrigado, Sr. General [Zaluzhny]!", escreveu, por sua vez, nas plataformas digitais a antiga primeira-ministra e líder do partido Pátria, Yulia Timoshenko.




Inna Sovsun, membro do partido europeísta ucraniano de centro liberal Golos (Voz), afirmou hoje que o Presidente ucraniano tem o direito de decidir sobre o comando do Exército, mas criticou a forma como a substituição foi comunicada e explicada.




"O Presidente deve explicar direta e abertamente porque o fez", escreveu Sovsun nas redes sociais, alertando para o risco de os rumores e especulações "alegadamente alimentados" pelo gabinete do chefe de Estado antes da oficialização da demissão poderem vir a afetar a unidade do país em plena guerra.



"A comunicação oficial é vaga e incoerente. Os canais anónimos da [rede de mensagens digital] Telegram não a vão substituir, mesmo que alguns deles sejam controlados pelas autoridades ucranianas", acrescentou Sovsun, referindo-se a alguns dos canais que há dias fazem insinuações sobre a mudança no Exército.



O presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klichko, adotou uma posição semelhante.




"Espero que as autoridades justifiquem estas mudanças perante a sociedade", escreveu o autarca, que nos últimos meses criticou as posições de Zelensky face ao Exército, considerando o chefe de Estado "individualista e autoritário".




Klichko alertou ainda para as possíveis consequências que a substituição de Zaluzhny pode vir a ter nas relações da Ucrânia com os parceiros estrangeiros e perante a própria sociedade ucraniana.



"A unidade da sociedade exige autoridades em quem confiar", observou.



De acordo com uma sondagem publicada em dezembro, 88% dos ucranianos mantinham confiança no general Zaluzhny.



O influente jornalista ucraniano Vitaly Portnikov também criticou na quinta-feira a demissão de Zaluzhny, afirmando que Zelensky "deitou fora", de forma irresponsável, o capital de confiança do general no Exército e perante a sociedade ucraniana.



A Ucrânia é alvo de uma ofensiva militar russa desde 24 de fevereiro de 2022.



O conflito de quase dois anos provocou a destruição de importantes infraestruturas em várias áreas na Ucrânia, bem como um número por determinar de vítimas civis e militares.



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Ataque russo em Sumy faz 3 mortos




Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas num ataque russo na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, revelou hoje o ministro do Interior ucraniano, Igor Klymenko.


Ataque russo em Sumy faz 3 mortos




De acordo com o ministro, as vítimas do ataque estavam na altura no escritório de uma empresa agrícola que foi atingida pelo bombardeamento, numa pequena aldeia de Sumy.



Klymenko informou que a Rússia lançou sete bombas guiadas no distrito de Sumy, numa mensagem nas redes sociais onde divulgou uma foto das equipas de resgate nos escombros de um pequeno prédio.




Esta região, na fronteira com a Rússia, tem sido alvo regular das forças russas, desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, mas está longe das zonas de combate mais intenso, localizadas mais a sul.




As forças russas já conseguiram introduzir-se na região de Sumy, mas foram rechaçadas logo no início da operação militar, na primavera de 2022.



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Kyiv. Chefe da Defesa diz que experiência de Zaluzhny será considerada




O chefe do Serviço de Segurança e Defesa da Ucrânia assegurou hoje que a experiência do ex-comandante das Forças Armadas Valery Zaluzhny será tida em conta e ajudará a "conseguir uma maior vitória" na guerra contra a Rússia.



Kyiv. Chefe da Defesa diz que experiência de Zaluzhny será considerada






"Consideramos que devemos estar unidos na luta contra o agressor, que atualmente se encontra temporalmente no nosso território. Devemos envolver neste combate todos os que têm experiência, desejo de lutar e garantir a nossa vitória", disse Oleksiy Danilov.



O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou na quinta-feira a destituição de Zaluzhny do posto de comandante-chefe das Forças Armadas, tendo sido substituído pelo até agora comandante do Exército (Forças terrestres) Oleksandr Syrsky.



No comunicado em que anunciou a sua decisão, Zelensky agradeceu a Zaluzhny pelos serviços prestados e convidou-o a manter-se vinculado à equipa militar responsável pelas operações contra a Rússia, mas sem o estatuto de comandante dos três ramos das Forças Armadas.



Hoje, o chefe de Estado ucraniano condecorou Zaluzhny e ainda Kirril Budanov, chefe da Direção principal dos serviços de informações do Ministério da Defesa, com os títulos de Herói da Ucrânia.




A cerimónia contou com a presença do sucessor do general como comandante-chefe das Forças Armadas, o coronel-general Oleksandr Syrsky.



A ofensiva militar russa no território ucraniano, desencadeada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).




Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.





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Sete mortos em ataque de drones em Kharkiv. Há crianças entre as vítimas


Sete pessoas morreram, incluindo três crianças, num ataque de drones russos a uma estação de serviço em Kharkiv, no leste da Ucrânia, de acordo com o governador da região.



Sete mortos em ataque de drones em Kharkiv. Há crianças entre as vítimas




"Infelizmente, o número de mortos nos ataques dos ocupantes em Kharkiv subiu para sete", afirmou Oleg Sinegoubov na plataforma de mensagens Telegram.


"Entre eles estão três crianças, uma de 7 anos, uma de 4 e um bebé de cerca de seis meses", acrescentou.



O incêndio causado pelo ataque alastrou-se a 14 casas e levou à retirada de cerca de 50 pessoas, disse o presidente da Câmara da cidade, Igor Terekhov.



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Em Kupyansk os habitantes "já perderam o seu instinto de proteção"


Desde o início da guerra, Kupyansk já foi russa e voltou a ser ucraniana, mas sempre acossada pelas tropas de Moscovo, que persistentemente desafiam os habitantes restantes e o seu "instinto de proteção", mas não a crença na vitória.


Em Kupyansk os habitantes já perderam o seu instinto de proteção





Paira uma sensação de desolação em Kupyansk, desde logo porque em todo o município faltam 50 mil residentes aos 57 mil existentes antes do início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, nas ruas enlameadas sem o movimento habitual em qualquer cidade, por onde vagueiam raros moradores e cães abandonados.


Nesta cidade emblemática da região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, a maioria das lojas foi encerrada, diversas casas e prédios ficaram destruídos e os que restam de pé estão quase desabitados, com todas as suas janelas protegidas das ondas das explosões.



Em seu lugar, as artérias da cidade de Kupyansk, que empresta o nome a todo município, foram tomadas pela atividade militar constante, visível na azáfama de homens fardados e postos de controlo, a par da circulação de camiões do Exército, viaturas logísticas, blindados e tanques.



As linhas russas estão a apenas sete quilómetros, atrás de pequenas colinas cobertas de mato rasteiro. É para lá que se dirigem tiros de artilharia que se escutam ao longe. São ucranianos.



Kupyansk esteve ocupada nos primeiros seis meses de guerra e, desde então, é acossada pelas forças russas, numa ameaça permanente que já levou a vida de civis e conduziu a diversas ordens de retirada da população face à intensidade dos bombardeamentos.



As últimas notícias dão conta de uma colossal mobilização de 40 mil soldados russos e centenas de carros de combate para fazer um assalto decisivo a esta cidade, supostamente como 'prenda' para o líder do Kremlin, Vladimir Putin, na sua esperada reeleição no próximo mês de março e na entrada para o terceiro ano da invasão.




"A situação é muito difícil, mas não há qualquer razão para alarme", assegura Andrii Besedin, chefe da administração militar da região de Kupyansk-Hromada, falando à Lusa no seu 'bunker' instalado na cave de um prédio, sem janelas, e paredes forradas de bandeiras de unidades ucranianas que protegem este setor de elevada atividade de guerra e que já produziu vários "Heróis da Ucrânia", a mais alta condecoração do país, alguns a título póstumo.



Segundo Besedin, as forças russas "atacam com tudo o que têm", sobretudo as infraestruturas mais críticas, "mas é assim desde o início" da invasão, altura em que tropas de Moscovo ocuparam a região, tendo sido repelidas seis meses mais tarde. Mas não desistiram.



Desde partir da libertação de Kupyansk, prossegue o administrador militar, o exército russo mantém a cidade sob mira e, mesmo quando teve superioridade em homens e munições, "a situação não se alterou", com a linha da frente a mover-se apenas "cem metros mais para a frente ou mais para trás".




Isso explica, de acordo com o responsável, a forma como a cidade é fustigada em bombardeamentos aéreos e de artilharia e o comportamento de "um inimigo que só destrói".



"Antes da guerra, as pessoas viviam as suas vidas normais com as suas esperanças", recorda. Depois, a grande maioria partiu, metade para a parte oeste da Ucrânia, outra metade para a Rússia.



Para os que ficaram, e ao fim de quase dois anos de conflito, uma coisa Besedin está certo de que mudou: "O pior disto tudo é que as pessoas perderam o seu instinto de proteção mais básico. Não morrer. Isso desapareceu".



Como exemplo, conta que mandou instalar abrigos em betão junto às paragens de transportes públicos, como proteção para os bombardeamentos, mas para nada: "Nunca lá vi uma única pessoa. Todos se habituaram em demasia a esta rotina de guerra".



Ao longo da manhã, os alarmes de ataque aéreo soaram várias vezes. As escassas pessoas apanhadas na rua pelo toque repetitivo não aceleram passo e seguem o seu caminho com o mesmo vagar.



O administrador militar não era assim quando se mudou de Borawa, noutra parte da região de Kharkiv, para assumir as atuais funções, logo após a libertação de Kupyansk. Olhava em redor, sobressaltado, e imitava o que os outros faziam: "Agora sou como eles".



No dia-a-dia, cabe-lhe lutar contra a indiferença e fazer a vida do município prosseguir. As estradas que ficam em mau estado no inverno são reparadas de pronto, o que é demonstrado, a poucos passos do seu 'bunker' pela polícia a encher uma rua esburacada com brita, entre uma moldura de montes de neve suja.



Três hospitais e várias pequenas unidades locais de saúde estão a funcionar nas três cidades que integram o município, mais três escolas e instituições de justiça, as companhias de gás eletricidade, água, gás e comunicações reparam rapidamente o que os bombardeamentos danificaram e o lixo é sempre recolhido, descreve o administrador.



"Os soldados estão a dar as suas vidas na linha da frente e cabe-nos a nós garantir que tudo funciona para que a vitória seja aclamada", justifica Andrii Besedin, referindo que muita coisa pode ter desaparecido em Kupyansk, mas não a crença de que esse dia chegará: "Se a perdermos, também perdemos a guerra". Mais do que isso, porque "o que acontecer aqui será uma lição para todo o mundo civilizado de modo a que nunca mais se repita".



"Kupyansk -- Inconquistável, Inquebrável, Ucraniana!", este é o título de um livro mandado fazer pelas autoridades locais sobre a cidade, após a invasão russa. Nas suas páginas, veem-se os principais cartões de visita "antes e depois dos mísseis", na documentação das feridas de guerra abertas pelos raides aéreos, que atingiram hospitais, escolas, habitações, a sede do município, mercados, fábricas e instalações desportivas -- "30% da comunidade foi destruída", na estimativa oficial ucraniana.



As forças russas tomaram a cidade em 27 de fevereiro de 2022, três dias apenas depois do início da invasão e manifestações contra os ocupantes foram reprimidas com gás lacrimogéneo e o seu principal organizador foi levado para parte incerta até hoje, bem como outras pessoas que desapareceram nos seis meses seguintes.



Durante este período, a cidade ficou sem comunicações, o que deixou a população "cara a cara com os ocupantes sob total influência da propaganda russa" e os suspeitos de ativismo ucraniano terminaram nas "caves", ou câmaras de tortura, mas o seu número permanece desconhecido porque a documentação foi destruída no fim da ocupação. As lojas e farmácias ficaram sem produtos ucranianos, que acabaram por ser substituídos por bens de origem desconhecida e bastante caros.



Svetlana, 43 anos, lembra-se bem desses dias. É habitante de Kivsharivka, uma das três cidades que compõem o triângulo de Kupyansk, e uma vez por semana ajuda a organizar a distribuição de ajuda alimentar fornecida pela organização não-governamental Global Empowerment Mission (GEM)



Durante a ocupação, recorda, os russos davam senhas de acesso a bens, mas isso implicava uma viagem de 15 quilómetros até à cidade de Kupyansk que muitos não podiam pagar, permanecer 24 horas nas filas e "talvez em quatro ou cinco dias obter alguma coisa". A comida não prestava. Muitos sobreviveram porque conseguiram armazenar bens quando a guerra parecia iminente, outros subsistiram com vegetais das suas hortas e que se tornariam na "moeda de troca" local.



"Não havia água, eletricidade nem gás. Agora, se alguma coisa falha, o Governo resolve. Acho que antes da guerra até vivíamos pior", ironiza a atual voluntária da GEM na pequena cidade que se sustentava no setor florestal, metalomecânica e produtos das quintas e de onde a maioria da população partiu.



Svetlana foi uma das 2.200 que ficou. Tem familiares idosos e um cão grande e, tal como a maior parte dos atuais residentes, que são pensionistas, eles precisam de ajuda do exterior porque a economia da cidade foi substituída pela guerra.



À chegada da carrinha da GEM a Kivsharivka, assinalada por um monumento de um velho jato militar soviético, o silêncio nas artérias cinzentas numa manhã gelada é interrompido pela saída apressada de moradores dos seus blocos de apartamentos, que formam uma geometria perfeita e que se mantêm intactos: "Aqui os mísseis passam por cima de nós. Vão para Kupyansk", satiriza de novo Svetlana.



Os moradores vão receber farinha, açúcar massas, óleo, leite, vegetais, biscoitos, atum e frascos de carne, acondicionados em caixas individuais e que garantem a subsistência a cada família durante cerca de um mês.



"Estamos na zona vermelha, esta ajuda é muito importante porque não queremos morrer de fome", resume Luba, 62 anos, que recebeu uma das 195 caixas entregues em Kivsharivka, ao som dos tiros da artilharia, que volta a fazer-se ouvir.



Luba tem saudades da União Soviética, diz que naquele período não lhe faltava nada e "nada melhorou nos últimos 30 anos" de independência da Ucrânia. Mas, como o tempo não anda para trás, entre ser russa e ucraniana, abre um sorriso com três dentes de ouro e escolhe: "Esta é a nossa casa e os russos não foram convidados. Ucraniana!"




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Exército Russo repeliu ataques da Ucrânia em vários setores da frente




O exército russo repeliu 19 ataques das Forças Armadas Ucranianas em vários setores da frente, informou hoje o Ministério da Defesa russo no seu relatório diário de guerra.



Exército Russo repeliu ataques da Ucrânia em vários setores da frente






"No setor de Kupiansk, unidades do grupo Západ (oeste) repeliram cinco ataques de grupos de assalto ucranianos (...) nas proximidades das cidades de Tabaivka, Ivanivka e Sinkivka, na região de Kharkiv", afirmou o comando na rede social Telegram.



Além disso, as forças russas do grupo militar Tsentr repeliram dois ataques nas localidades de Yampolivka, na região de Donetsk, e Dibrova, na região de Lugansk, indicou a mesma fonte.



"No setor de Donetsk, as unidades do grupo sul causaram baixas às forças ativas e ao equipamento militar do Exército Ucraniano (...) e repeliram 11 ataques" de quatro brigadas inimigas, referiu.



Ainda segundo a mesma fonte oficial, na região de Zaporijia, as forças russas repeliram outro ataque ucraniano nas proximidades da cidade de Novopokrovka, e assediaram as forças inimigas nas proximidades de Verbove e Robotine, libertadas pela Ucrânia durante a contra-ofensiva no verão passado.




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Ucrânia repele ataque russo com pelo menos 45 drones suicidas contra Kyiv




A Ucrânia repeliu hoje um ataque russo com drones suicidas contra a capital, abatendo 40 dos 45 engenhos aéreos não tripulados iranianos, lançados pelas forças russas, informaram as autoridades militares locais.



Ucrânia repele ataque russo com pelo menos 45 drones suicidas contra Kyiv






O chefe da Administração Militar Regional de Kyiv, Serguí Popko, referiu, através da sua conta no canal Telegram, que "todos os 'Shahed' iranianos lançados pela Rússia sobre Kyiv, desde a anexação da península ucraniana da Crimeia, foram abatidos nos arredores da cidade".



O mesmo responsável adiantou também que a informação já disponível indica que não há vítimas nem danos a registar em Kyiv, tendo o alerta antiaéreo na capital ucraniana se prolongado por quase duas horas.



A Força Aérea ucraniana referiu que a Rússia lançou 45 drones Shahed 136/131 e que o sistema antiaéreo intercetou 40 nas regiões de Kyiv, Vínitsia, Zhytomyr, Kirovohrad, Mykolayiv, Cherksay, Odessa, Dnipropetrovsk e Kherson.



Em Mykolayiv um drone atingiu uma infraestrutura costeira e causou um incêndio que provocou danos em edifícios residenciais próximos, carros e um gasoduto, de acordo as Forças de Defesa do Sul, havendo ainda registo de uma pessoa ferida.




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Ucrânia precisa de "armas, armas, armas". Momento "muito difícil"




O secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, afirma que as forças ucranianas enfrentam um momento "muito difícil" e precisam de "armas, armas, armas", alertando que "a espera influencia a situação" do conflito.



Ucrânia precisa de armas, armas, armas. Momento muito difícil






"A situação na linha da frente é muito difícil. Nunca foi fácil desde 24 de fevereiro de 2022 [data da invasão russa] e, se alguém pensar que a linha da frente é fácil, são pessoas que não entendem a guerra", disse o alto responsável ucraniano em entrevista à agência Lusa, destacando que "a Rússia está a receber ajuda da Coreia do Norte e do Irão e isso levou a algumas alterações na situação".




O secretário da instituição ucraniana advertiu que, neste cenário, se o mundo ocidental não aumentar significativamente as suas remessas de armas e munições, "a situação ficará realmente complicada", deixando um apelo quando questionado sobre as necessidades imediatas das forças de Kiev: "Precisamos de armas, armas, armas".




Oleksiy Danilov considera que este é um tema difícil, na medida em que a Ucrânia está a receber apoio dos seus aliados, como aconteceu recentemente com o pacote de 50 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia, enquanto outros 60 mil milhões de dólares (56,6 mil milhões de euros) se encontram pendentes para aprovação no Congresso dos Estados Unidos, até agora bloqueados pela ala republicana radical na Câmara dos Representantes.




"É uma questão de tempo e quantidade", afirma, advertindo que "qualquer espera, obviamente, influencia a situação" ao cabo de quase dois anos de guerra, num fase em que a Rússia parece ter tomado a iniciativa na frente oriental da Ucrânia, embora sem ganhos assinaláveis, e fustiga as cidades ucranianas com bombardeamentos.




"Se nos perguntarem: vamos parar? Não o faremos, defenderemos o nosso país. Não temos outra alternativa, não temos outra opção. E esperamos realmente que os parceiros compreendam que a nossa independência está sob ameaça e também a imagem, autoridade e unidade de todo o Ocidente", declarou.




A propósito da ajuda europeia, Oleksiy Danilov reconheceu que "qualquer apoio melhora a situação na linha da frente, no país, e aumenta a capacidade de continuar" a guerra contra a agressão russa, mostrando a convicção de que o mesmo acontecerá em Washington: "Estou mais do que certo de que o apoio dos Estados Unidos será votado nos próximos tempos", afirmou.




"Os Estados Unidos são realmente vitais para nós. E, depois da nossa vitória, estaremos gratos a toda a gente, a todos os que nos estão a ajudar a alcançá-la", disse o secretário ucraniano, insistindo na necessidade de rápido abastecimento de armamento às forças de Kiev.




A propósito, Danilov, que foi antes governador da província de Lugansk, no leste do país e que se encontra parcialmente sob ocupação russa, referiu-se ao fornecimento de caças norte-americanos F-16, ressalvando que se trata de "uma questão muito sensível" para as forças ucranianas no esforço de guerra.




"Queremos realmente ser mais poderosos do que o inimigo, que tem neste momento vantagem nos céus da Ucrânia, na medida em que tem uma grande quantidade de aviões. Enquanto não tivermos a mesma quantidade, será muito difícil para nós continuar a lutar", comentou.




Até agora, apenas Países Baixos, Dinamarca, Bélgica e Noruega prometeram caças F-16 à Ucrânia dentro da coligação internacional que foi criada e que integra Portugal, que, por sua vez, só se comprometeu com a formação de pilotos, mecânicos e técnicos.



Este assunto foi levantado durante visita de dois dias que o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, realizou à Ucrânia nas passadas segunda e terça-feira, tendo então reafirmado o compromisso de Portugal em relação à coligação internacional.



Logo depois, Igor Zhovkva, chefe de gabinete adjunto do Presidente ucraniano, disse, em entrevista à Lusa, que a Ucrânia espera que Portugal ceda alguns dos seus aparelhos, à semelhança do que fizera com os tanques modernos alemães Leopard, de modo a aumentar um contributo que considerou "ainda modesto", tendo Danilov reforçado: "Esperamos por todos os países membros da NATO".



A respeito de prazos, o secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional limitou-se a mencionar que "se está a cumprir o calendário" para as entregas, que foram apontadas para o primeiro semestre deste ano, mas escusou-se a indicar datas mais precisas: "Não se trata de uma informação que possa comentar", justificou.



Passados quase dois anos sobre a invasão russa da Ucrânia, o secretário da entidade ucraniana desafiou os aliados a "não mostrar medo" da Rússia, avisando que, se isso suceder, "a guerra será perdida".



"Nunca se deve ter medo e muitos países têm medo da guerra e medo da Rússia", observou, num momento em que a entrevista à Lusa foi interrompida por uma chamada inadiável. Era do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.



Danilov abordou também o estado de espírito das Forças Armadas e da população ucraniana, assumindo que "é muito difícil lutar contra o agressor durante dois anos", mas a Ucrânia "não tem o direito à derrota", frisou, apesar da situação atual, da fadiga acumulada e das lições que é urgente aprender.




"Se eu disser que toda a gente está altamente motivada, trata-se de uma afirmação falsa. Cada um tem a sua própria condição, a sua própria situação moral e a sua própria motivação. Mas, se falarmos em geral no futuro, todos terão uma compreensão positiva da situação", afirmou, usando uma imagem: "Após cada noite escura, a manhã chega e a luz do sol aparece. E espero que nos próximos tempos vejamos o sol nascer".



O Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia é um órgão de coordenação que funciona sob o comando do Presidente Zelensky.



A instituição coordena e supervisiona as atividades dos órgãos do poder executivo na esfera da segurança e defesa nacional.




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Rússia. Boris Nadezhdin contesta rejeição de candidatura presidencial


O ex-deputado russo Boris Nadezhdin, crítico do Kremlin e da invasão da Ucrânia, interpôs hoje dois processos no Supremo Tribunal contra a Comissão Eleitoral Central (CEC), que rejeitou a sua candidatura às presidenciais de março.


Rússia. Boris Nadezhdin contesta rejeição de candidatura presidencial



A comissão eleitoral alegou que milhares de assinaturas necessárias para o registo da candidatura eram inválidas.



O candidato da Iniciativa Cívica às eleições presidenciais russas, previstas para março, questionou as regras de validação da CEC das assinaturas obtidas pelos pré-candidatos - que devem recolher, cada um, entre 100.000 e 300.000 assinaturas, consoante o caso.



Nadezhdin indicou que tenciona intentar uma terceira ação judicial contra a recusa de registo da sua candidatura, segundo a agência noticiosa russa TASS.



Na semana passada, a CEC recusou o registo da sua candidatura, apontando uma elevada percentagem de assinaturas inválidas ou falsificadas. A comissão acusou Nadezhdin de utilizar identidades de cidadãos falecidos para fazer parte dos seus alegados apoiantes, acusações que o ex-deputado negou.



De acordo com as conclusões da comissão, mais de 9.000 assinaturas não são válidas, embora a legislação estipule que a proporção de assinaturas rejeitadas não pode exceder 5% do número total de assinaturas apresentadas.



No total, foram apresentadas cerca de 105.000 assinaturas.



Nadezhdin, 60 anos, natural da ex-república soviética do Uzbequistão, formado em Matemática e Física, e antigo membro do parlamento (Duma) entre 1999 e 2003, opõe-se à atual intervenção militar da Rússia contra a Ucrânia.



As eleições presidenciais na Rússia realizam-se de 15 a 17 de março.



Atualmente são quatro as candidaturas registadas na CEC.



A par do atual Presidente russo, Vladimir Putin, que se candidata como independente, são candidatos Leonid Slutski, pelo Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR); Nikolai Jaritonov, pelo Partido Comunista da Rússia (KPRF), e Vladislav Davankov, pelo Novo Povo.



Putin está no poder desde 2000 e pretende garantir um quinto mandato presidencial, depois de também ter ocupado o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2012.



Segundo as sondagens locais, Putin deverá vencer as eleições presidenciais de março com mais votos face a 2018, quando garantiu cerca de 76% dos sufrágios.



Está previsto que a campanha eleitoral arranque no próximo dia 17 de fevereiro e se prolongue até às 00h00 de 15 de março.



A oposição russa, cujo líder Alexei Navalny cumpre 30 anos de prisão num estabelecimento penitenciário no Ártico, acusa o Kremlin (Presidência) de preparar uma fraude eleitoral através do voto eletrónico, ao qual vão ter acesso um terço dos eleitores recenseados durante os três dias da votação.




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Moldova desativa explosivos em destroços de drone caído junto à Ucrânia


As peças do drone Shahed foram encontradas no domingo num local de queda perto da cidade de Etulia, no sul da Moldova, perto da fronteira com a Ucrânia.


Moldova desativa explosivos em destroços de drone caído junto à Ucrânia





A polícia da Moldova destruiu explosivos encontrados numa parte de um drone russo Shahed que se despenhou no seu território devido à guerra na Ucrânia.



Segundo a força policial, esta segunda-feira, citada pela Associated Press, 50 quilos de explosivos foram descobertos durante uma investigação às peças do drone Shahed encontradas no domingo num local de queda perto da cidade de Etulia, no sul da Moldova, perto da fronteira com a Ucrânia.



Todos os componentes do drone foram recolhidos e desativados, informou a polícia.



A autoridade suspeita que os destroços provêm de um dos drones que foi abatido pelo sistema antiaéreo ucraniano durante os ataques noturnos lançados na sexta-feira pelas forças russas na região ucraniana de Izmail. A distância entre Etulia e Izmail é de cerca de 40 quilómetros.




No domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Moldova, Mihai Popsoi, condenou os "constantes ataques bárbaros" da Rússia contra a Ucrânia, que afetam diretamente a Moldova. "Os restos de um drone Shahed, encontrados hoje no sul do país, perto da fronteira, são uma lembrança clara da violência e da destruição semeadas pelo Kremlin", referiu.



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Kremlin e Elon Musk negam uso de satélites Starlink na Rússia​



 

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Onze jornalistas mortos em ataques russos a jornalistas na Ucrânia




Pelo menos, 100 jornalistas foram atacados por militares russos na Ucrânia desde o início da invasão deste país, da qual passam dois anos no próximo dia 24, conflito que já custou a vida a 11 profissionais da informação.


Onze jornalistas mortos em ataques russos a jornalistas na Ucrânia






A informação foi avançada hoje pela organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF).



A ONG denunciou que "jornalistas e meios de comunicação estão na mira das forças armadas russas" e aplaudiu "a coragem" dos "milhares" que continuam a cobrir o conflito, "apesar de um contexto de segurança que só piora".




A RSF tem documentados mais de 50 ataques contra mais de 100 jornalistas, que resultaram em mortes, ferimentos, sequestros, tortura ou traumas causados pelos bombardeamentos.




Para mais, nas zonas ocupadas "as vozes independentes locais foram reduzidas a nada".




A responsável da RSF para a Europa, Jeanne Cavelier, indicou que "os meios são vítimas diretas da invasão russa da Ucrânia. Desgraçadamente, em 2023, como em 2022, jornalistas que trabalhavam no terreno pagaram o seu trabalho com a vida".



No último ano, morreram dois jornalistas na Ucrânia, o franco-bósnio Arman Soldin, da AFP, vítima de uma 'chuva' de morteiros, em 09 de maio, quando cobria o conflito perto de Bakhmout, e o ucraniano Bohdan Bitik, que colaborava com o correspondente do diário italiano La Republica, perto de Kherson, onde foi abatido por um 'sniper' russo.



Antes, durante o primeiro ano de guerra foram mortos nove jornalistas e feridos outros 35.



A RSF denunciou disparos contra torres de televisão, locais de redações ou lugares habitualmente frequentados por jornalistas.



Expôs ainda que pelo menos 12 jornalistas estão detidos nas regiões ocupadas e o desaparecimento de Victoria Roshchyna, colaboradora da Ukrainska Pravda, cujo paradeiro se ignora desde 04 de agosto, e Dmytro Khyliuk, que trabalhava para a agência noticiosa em linha Unian, que se suspeita esteja detido na Federação Russa.



A ocupação russa, o quase desaparecimento do mercado publicitário, a falta de trabalhadores e a destruição de material são algumas das razões que explicam o encerramento de 233 meios ucranianos desde o início da invasão russa, ainda segundo a ONG.



A RSF já apresentou oito queixas por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional e na justiça ucraniana, além de outros dois junto da justiça francesa.



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