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Empresas portuguesas procuram refúgio comercial no Canadá face a tarifas dos EUA
Canadá torna-se uma alternativa segura para a internacionalização.
A instabilidade global e as tarifas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos estão a levar as empresas portuguesas a olhar para o Canadá como alternativa segura para a internacionalização.
Esta é uma das razões centrais da 10.ª missão empresarial da AEP -- Associação Empresarial de Portugal, que leva dez empresas nacionais a explorar oportunidades comerciais entre Vancouver e Toronto até sábado.
"A guerra económica que estamos a viver e as tarifas anunciadas pela administração Trump estão a desviar o foco de muitas empresas portuguesas. O Canadá, pela sua estabilidade e abertura, tornou-se ainda mais atrativo", afirmou à Lusa Sandra Silva, gestora de mercado da AEP.
A missão, desenvolvida no âmbito do projeto BOW -- Portugal Business On the Way, junta empresas dos setores dos têxteis-lar, vinhos, construção e produtos alimentares.
O programa inclui reuniões com importadores, distribuidores e operadores locais, previamente agendadas consoante os perfis e objetivos de cada empresa.
De acordo com Sandra Silva, setores como o têxtil, alimentar e materiais de construção têm sido particularmente bem-sucedidos no Canadá, um dos mercados mais abertos do mundo.
"É um país que valoriza a qualidade e reconhece os produtos portugueses. Fazemos, no mínimo, uma ação por ano neste mercado", acrescentou.
Para Miguel Espírito Santo, diretor comercial da Lacto Serra, "o Canadá pode ser uma porta de entrada para a América do Norte num momento de incerteza internacional".
A empresa portuguesa, que já tem representação no país, vê nesta missão uma oportunidade de reforçar relações comerciais.
"As certificações são exigentes, mas essenciais. Trazer a bandeira de Portugal às costas neste mercado é um desafio que vale a pena", disse.
Ricardo Lavrador, responsável comercial para a América do Norte da Catari Indústria, partilha da mesma visão: "Depois da visita do ano passado, conseguimos clientes na costa oeste. Agora queremos consolidar e expandir. O Canadá é um mercado imenso, com oportunidades na construção, minas, energia e estaleiros navais."
Apesar do interesse crescente, as empresas enfrentam desafios como a adaptação a exigências técnicas, processos de certificação e a dimensão dos investimentos.
"Sendo uma média empresa, não temos capacidade para grandes apostas imediatas. Mas a resposta às nossas reuniões tem sido muito positiva, e o interesse no nosso produto é claro", garantiu Lavrador.
A Têxteis DA - Domingos Almeida também está presente na missão.
A diretora comercial, Rosa Maria Martins, realçou a importância do contacto direto com os clientes.
"Já temos algum negócio no Canadá, mas queremos crescer. Estas missões são importantes porque nos permitem conhecer o terreno, os clientes e a concorrência", sublinhou.
Após passagem por Vancouver, no oeste do Canadá, a missão empresarial marcou presença, na quinta-feira, no lançamento da renovada Câmara de Comércio Portugal--Canadá, em Toronto, cerimónia que teve lugar no Consulado-Geral de Portugal.
O Canadá é atualmente a décima maior economia do mundo, com uma economia aberta, elevada capacidade de consumo e forte estabilidade institucional. Integra o G7, destaca-se nos 'rankings' internacionais de competitividade e atratividade para negócios, e tem vindo a reforçar laços comerciais com a União Europeia através do acordo CETA.
Segundo dados da AEP, em 2024 o projeto BOW apoiou a participação de 180 empresas portuguesas em 27 ações externas, distribuídas por 20 mercados, incluindo destinos emergentes como Geórgia, Azerbaijão, Letónia e Nova Zelândia.
Desde 1990, a associação tem promovido centenas de iniciativas de internacionalização com o objetivo de diversificar mercados e mitigar riscos associados à dependência de geografias tradicionais.
Correio da Manhã

Canadá torna-se uma alternativa segura para a internacionalização.
A instabilidade global e as tarifas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos estão a levar as empresas portuguesas a olhar para o Canadá como alternativa segura para a internacionalização.
Esta é uma das razões centrais da 10.ª missão empresarial da AEP -- Associação Empresarial de Portugal, que leva dez empresas nacionais a explorar oportunidades comerciais entre Vancouver e Toronto até sábado.
"A guerra económica que estamos a viver e as tarifas anunciadas pela administração Trump estão a desviar o foco de muitas empresas portuguesas. O Canadá, pela sua estabilidade e abertura, tornou-se ainda mais atrativo", afirmou à Lusa Sandra Silva, gestora de mercado da AEP.
A missão, desenvolvida no âmbito do projeto BOW -- Portugal Business On the Way, junta empresas dos setores dos têxteis-lar, vinhos, construção e produtos alimentares.
O programa inclui reuniões com importadores, distribuidores e operadores locais, previamente agendadas consoante os perfis e objetivos de cada empresa.
De acordo com Sandra Silva, setores como o têxtil, alimentar e materiais de construção têm sido particularmente bem-sucedidos no Canadá, um dos mercados mais abertos do mundo.
"É um país que valoriza a qualidade e reconhece os produtos portugueses. Fazemos, no mínimo, uma ação por ano neste mercado", acrescentou.
Para Miguel Espírito Santo, diretor comercial da Lacto Serra, "o Canadá pode ser uma porta de entrada para a América do Norte num momento de incerteza internacional".
A empresa portuguesa, que já tem representação no país, vê nesta missão uma oportunidade de reforçar relações comerciais.
"As certificações são exigentes, mas essenciais. Trazer a bandeira de Portugal às costas neste mercado é um desafio que vale a pena", disse.
Ricardo Lavrador, responsável comercial para a América do Norte da Catari Indústria, partilha da mesma visão: "Depois da visita do ano passado, conseguimos clientes na costa oeste. Agora queremos consolidar e expandir. O Canadá é um mercado imenso, com oportunidades na construção, minas, energia e estaleiros navais."
Apesar do interesse crescente, as empresas enfrentam desafios como a adaptação a exigências técnicas, processos de certificação e a dimensão dos investimentos.
"Sendo uma média empresa, não temos capacidade para grandes apostas imediatas. Mas a resposta às nossas reuniões tem sido muito positiva, e o interesse no nosso produto é claro", garantiu Lavrador.
A Têxteis DA - Domingos Almeida também está presente na missão.
A diretora comercial, Rosa Maria Martins, realçou a importância do contacto direto com os clientes.
"Já temos algum negócio no Canadá, mas queremos crescer. Estas missões são importantes porque nos permitem conhecer o terreno, os clientes e a concorrência", sublinhou.
Após passagem por Vancouver, no oeste do Canadá, a missão empresarial marcou presença, na quinta-feira, no lançamento da renovada Câmara de Comércio Portugal--Canadá, em Toronto, cerimónia que teve lugar no Consulado-Geral de Portugal.
O Canadá é atualmente a décima maior economia do mundo, com uma economia aberta, elevada capacidade de consumo e forte estabilidade institucional. Integra o G7, destaca-se nos 'rankings' internacionais de competitividade e atratividade para negócios, e tem vindo a reforçar laços comerciais com a União Europeia através do acordo CETA.
Segundo dados da AEP, em 2024 o projeto BOW apoiou a participação de 180 empresas portuguesas em 27 ações externas, distribuídas por 20 mercados, incluindo destinos emergentes como Geórgia, Azerbaijão, Letónia e Nova Zelândia.
Desde 1990, a associação tem promovido centenas de iniciativas de internacionalização com o objetivo de diversificar mercados e mitigar riscos associados à dependência de geografias tradicionais.
Correio da Manhã