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Irão a ferro e fogo

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Protesto cresce em Teerão e Internet é cortada em todo o país




No 12.º dia de um movimento de protesto contra o regime iraniano, uma grande multidão de manifestantes concentrou-se hoje em Teerão e o país registou um corte geral da Internet, segundo uma organização não-governamental (ONG).


Protesto cresce em Teerão e Internet é cortada em todo o país







Muitos manifestantes, a pé ou a buzinar nos carros, concentraram-se numa importante avenida de Teerão, de acordo com vídeos publicados nas redes sociais e autenticados pela agência France-Presse (AFP).



Os canais de televisão persas sediados fora do Irão e outros meios de comunicação também transmitiram imagens de grandes manifestações noutras cidades, como Tabriz, no norte, e a cidade sagrada de Mashhad, no leste.




Entretanto, a ONG de monitorização de cibersegurança Netblocks, com base em "dados em tempo real", reportou "um apagão nacional da internet".



"Este incidente surge na sequência de uma série de medidas de censura digital cada vez mais rigorosas contra manifestações em todo o país e prejudica o direito do público à comunicação num momento crítico", sublinhou a Netblocks na rede social X.




Desde o início do movimento, que começou em 28 de dezembro em Teerão, têm ocorrido protestos em pelo menos 50 cidades, afetando 25 das 31 províncias do Irão, segundo uma contagem da AFP baseada em anúncios oficiais e notícias da imprensa.




Estes protestos, inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida, são os mais elevados no Irão desde os que eclodiram após a morte de Mahsa Amini em 2022, que foi presa por alegadamente usar um véu islâmico mal ajustado.




Pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito menores, foram mortos no total, segundo um novo balanço divulgado hoje pela ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega.




"A repressão está a espalhar-se e a tornar-se mais violenta a cada dia", realçou o diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, acrescentando que centenas de pessoas também ficaram feridas e mais de 2.000 foram detidas.



Os meios de comunicação social e as autoridades iranianas, por sua vez, reportaram pelo menos 21 mortes desde o início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança, segundo uma contagem da AFP.




Neste contexto cada vez mais tenso, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, voltou a pedir "máxima moderação" perante os manifestantes, bem como diálogo e "escuta das reivindicações do povo".



As ONG relataram o uso de gás lacrimogéneo em vários locais para reprimir as manifestações, bem como munições reais.




Em Abadan (oeste do Irão), segundo a IHR, uma mulher foi baleada diretamente no olho durante uma manifestação na noite de quarta-feira.



Um polícia iraniano foi também esfaqueado enquanto "participava nas ações para controlar distúrbios" perto de Teerão e morreu algumas horas depois, adiantou hoje a agência de notícias iraniana Fars.



Desde Washington, Donald Trump voltou a ameaçar "atacar o Irão com demasiada força" caso as autoridades "comecem a matar" manifestantes.




De acordo com a Amnistia Internacional, "as forças de segurança iranianas feriram e mataram" manifestantes e civis.



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Líder supremo do Irão acusa manifestantes de querer agradar a Trump




O líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, criticou hoje os manifestantes em protesto contra regime, afirmando que estão a "destruir as próprias ruas para agradar ao presidente de outro país", numa referência a Presidente norte-americano, Donald Trump.


Líder supremo do Irão acusa manifestantes de querer agradar a Trump





Num discurso transmitido hoje pela televisão estatal, o governante supremo do Irão, de 86 anos, garantiu que as autoridades vão reprimir os manifestantes.



A intervenção pública inesperada de Khamenei demonstra a seriedade com que as autoridades estão a encarar os protestos, que levaram o Governo iraniano a cortar a internet e as linhas telefónicas com o exterior.



Manifestantes iranianos gritaram e marcharam pelas ruas desde a noite de quinta-feira até à manhã de hoje, após um apelo do príncipe herdeiro exilado do país para que as pessoas saíssem à rua em protesto contra a República Islâmica.



Segundo avançou a televisão estatal iraniana, "agentes terroristas" dos Estados Unidos e de Israel atearam fogo e provocaram violência, tendo garantido que houve vítimas, mas sem avançar pormenores.



Vídeos curtos divulgados na Internet por ativistas mostram alegadamente manifestantes a cantar contra o Governo do Irão à volta de fogueiras, enquanto destroços cobrem as ruas da capital, Teerão, e de outras áreas.



A dimensão total das manifestações não pôde ser ainda determinada devido ao bloqueio das comunicações, mas os protestos desta madrugada representam uma nova escalada da contestação iniciada a 28 de dezembro contra o custo de vida numa economia debilitada e sujeita a sanções económicas.


Os protestos iniciais contra as condições de vida evoluirão entretanto para uma contestação ao regime, transformando-se no desafio mais significativo ao Governo dos últimos anos.



As manifestações desta madrugada representaram também o primeiro teste para saber se a população iraniana seria influenciada pelo ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, cujo pai fugiu do Irão pouco antes da Revolução Islâmica de 1979.



Pahlavi que convocou protestos para as noites de quinta-feira e de hoje, pedindo aos iranianos que fossem para as ruas gritar contra a república, conseguindo uma adesão inesperada.



As manifestações incluíram gritos de apoio ao Xá, algo que, até há pouco tempo, poderia resultar em pena de morte, mas que agora sublinha a raiva dos contestatários.


Quando o relógio marcou as 20:00 de quinta-feira, os bairros de Teerão explodiram em cânticos, disseram testemunhas citadas ela agência de notícias norte-americana AP.



Os cânticos incluíam frases como "Morte ao ditador!" e "Morte à República Islâmica!", além de elogios ao Xá como "Esta é a última batalha! Pahlavi voltará!".



Milhares de pessoas podiam ser vistas nas ruas antes de todas as comunicações com o Irão serem cortadas.




"Os iranianos exigiram a sua liberdade esta noite. Em resposta, o regime no Irão cortou todas as linhas de comunicação", disse Pahlavi.



"Desligou a internet. Cortou as linhas telefónicas fixas. Pode até tentar interferir com os sinais de satélite", reiterou.



Até ao momento, a violência em torno das manifestações fez pelo menos 42 mortos e mais de 2.270 detidos, segundo a agência de notícias Human Rights Activists News Agency, sediada nos EUA.



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Duas organizações pedem à ONU e UE medidas contra autoridades iranianas




Duas organizações não-governamentais (ONG) pediram hoje à ONU e à UE que condenem e ajam contra as autoridades iranianas pela violência da repressão aos manifestantes que protestam há vários dias contra o regime.


Duas organizações pedem à ONU e UE medidas contra autoridades iranianas







"Os Estados-membros da ONU e órgãos regionais, como a União Europeia, devem emitir condenações públicas inequívocas e tomar medidas diplomáticas urgentes para pressionar as autoridades iranianas a parar o derramamento de sangue", afirmaram, num comunicado conjunto as ONG de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) e Human Rights Watch (HRW).



As ONG "apelam às autoridades judiciais de outros países para que iniciem investigações criminais ao abrigo do princípio da jurisdição universal, com vista a emitir mandados de detenção para os suspeitos de responsabilidade", de acordo com a mesma nota.



A AI e a HRW criticaram o "clima prevalecente de impunidade sistémica" que consideram ter permitido às autoridades iranianas "cometer crimes ao abrigo do direito internacional", incluindo "homicídios, tortura, violação e desaparecimentos forçados para eliminar e punir a dissidência".


A repressão dos protestos no Irão causou a morte, indicaram as ONG, de 28 manifestantes, entre os quais várias crianças, entre 31 de dezembro e 03 de janeiro.



"As forças de segurança, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica e a polícia iraniana utilizaram ilegalmente espingardas, caçadeiras carregadas com balas de metal, canhões de água, gás lacrimogéneo e espancamentos para dispersar, intimidar e punir manifestantes maioritariamente pacíficos", apontaram.



Um balanço avançado na quinta-feira pela ONG Iran Human Rights indicou que pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito menores, foram já mortos, sendo que centenas de pessoas ficaram feridas e mais de duas mil foram detidas.


Os meios de comunicação social e as autoridades iranianas, por sua vez, registaram pelo menos 21 mortos desde o início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança.



"As pessoas no Irão que ousam expressar raiva por décadas de repressão e exigir mudanças fundamentais estão, mais uma vez, a ser confrontadas com um padrão mortal de forças de segurança que disparam ilegalmente, perseguem, prendem e espancam manifestantes", criticaram a AI e a HRW.



Face à situação, "o órgão máximo de segurança do Irão - o Conselho Supremo de Segurança Nacional -- deve emitir imediatamente ordens para que as forças de segurança cessem o uso ilegal da força e de armas de fogo", defendeu a diretora-adjunta da AI para o Médio Oriente e Norte de África, Diana Eltahawy.


"A frequência e persistência com que as forças de segurança iranianas têm usado ilegalmente a força, incluindo força letal, contra manifestantes, combinada com a impunidade sistemática de membros das forças de segurança que cometem violações graves, indicam que o uso dessas armas para reprimir protestos continua enraizado como política de Estado", sublinhou, por seu lado, o diretor-adjunto para a região da HRW, Michael Page.


Os protestos no Irão começaram a 28 de dezembro, inicialmente devido ao custo de vida decorrente de uma forte desvalorização da moeda e inflação galopante, mas espalharam-se rapidamente por todo o país, passando a exigir a queda do sistema da República Islâmica.


"As autoridades responderam com dispersões violentas e detenções em massa, com centenas de pessoas já detidas arbitrariamente e em risco de tortura e outros maus tratos", referiram as ONG, explicando que estas denúncias têm por base entrevistas a 26 pessoas, incluindo manifestantes, testemunhas oculares, defensores dos direitos humanos, jornalistas e um profissional médico, além de declarações oficiais e dezenas de vídeos 'online' verificados.



Essas "28 vítimas foram todas baleadas pelas forças de segurança, inclusive com balas de metal disparadas de espingardas", avançaram a AI e a HRW, adiantando que as autoridades negaram qualquer responsabilidade.



De acordo com as ONG, as autoridades forçaram algumas famílias das vítimas a aparecer na comunicação social estatal para dizer que as mortes tinham decorrido de acidentes ou foram responsabilidade de manifestantes e enviaram agentes para hospitais, impedindo manifestantes feridos de procurar cuidados.



"As autoridades iranianas devem libertar imediata e incondicionalmente qualquer pessoa detida apenas por participar pacificamente ou expressar apoio a manifestações", exigiram as ONG de defesa dos direitos humanos.


"Todos os detidos devem ser protegidos contra tortura e outros maus-tratos e ter acesso imediato às famílias, advogados e qualquer assistência médica de que necessitem", concluíram.




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Iranianos continuam em protesto e voltam a encher ruas de Teerão




O Irão registou hoje à noite novas manifestações contra o regime, principalmente em Teerão, onde os iranianos marcharam pelas principais vias, segundo vídeos e imagens divulgadas nas redes sociais, apesar do bloqueio nacional da Internet.


Iranianos continuam em protesto e voltam a encher ruas de Teerão






Ao décimo terceiro dia de um movimento de protesto que ganha força apesar da repressão, os habitantes da capital batiam com panelas e entoavam palavras de ordem hostis ao Governo, incluindo "Morte a Khamenei", em referência ao Líder Supremo do Irão.



Neste bairro de Sadatabad, no noroeste de Teerão, foram acompanhados pelas buzinas de automóveis, de acordo com o vídeo autenticado pela agência France-Presse (AFP).



Outras imagens publicadas nas redes sociais mostraram manifestações semelhantes noutros locais de Teerão.







"Há indícios credíveis de que a República Islâmica pode tentar transformar esta noite num massacre, sob o pretexto de um bloqueio total das comunicações", alertou Shirin Ebadi, advogada iraniana exilada e Prémio Nobel da Paz de 2003.



A conectividade está "reduzida a 1% do seu nível normal", frisou a organização não-governamental (ONG) de monitorização de cibersegurança Netblocks.


O bloqueio da Internet "não é um problema técnico no Irão, é uma tática", afirmou Ebadi, dizendo ter sido informada de que centenas de pessoas foram levadas para um hospital de Teerão na quinta-feira com "graves ferimentos oculares" causados por tiros de balas de borracha.


Pelo menos 51 manifestantes, incluindo nove crianças, foram mortos e centenas ficaram feridos em todo o Irão desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, segundo o mais recente balanço da ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, hoje divulgados.



Na noite de quinta-feira, imagens verificadas pela AFP mostraram multidões de pessoas a pé em Teerão.



Na sexta-feira, a televisão iraniana mostrou a extensão dos danos, citando o presidente da Câmara de Teerão, que afirmou que mais de 42 autocarros, veículos públicos e ambulâncias foram incendiados, além de 10 edifícios governamentais.



Um procurador distrital na cidade de Esfarayen, no leste do Irão, juntamente com vários membros das forças de segurança, foram mortos na noite de quinta-feira durante os protestos, segundo fonte judicial.



O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, avisou hoje que o regime não vai recuar perante a onda de protestos que desafiam a República Islâmica, no poder desde 1979.



Dirigindo-se aos seus apoiantes que gritavam "Morte à América", Ali Khamenei adotou um tom agressivo num discurso transmitido pela televisão estatal.



"A República Islâmica não recuará perante os sabotadores", declarou, denunciando a destruição, no dia anterior, de um edifício em Teerão por "um bando de vândalos".



A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do Irão, considerou a situação inaceitável, prometendo proteger a 'revolução islâmica'.


Também o poder judicial alertou hoje que a punição para os "manifestantes violentos" será máxima.



Estes protestos são os maiores no Irão desde os que se seguiram à morte de Mahsa Amini, em 2022, presa por violar o rígido código de vestuário feminino.



As manifestações eclodem num momento de fragilidade do país após a guerra com Israel e os ataques a vários dos seus aliados regionais, enquanto a ONU restabeleceu, em setembro, as sanções relacionadas com o programa nuclear iraniano.



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Irão avisa que protestos passam a ser puníveis com pena de morte




O procurador-geral do Irão avisou hoje que qualquer pessoa que participe em protestos, como os que há vários dias contestam o regime do país, será considerada "inimiga de Deus", acusação punível com pena de morte.


Irão avisa que protestos passam a ser puníveis com pena de morte







A declaração do procurador-geral do Irão, Mohammad Movahedi Azad, foi divulgada pela televisão estatal iraniana, concretizando a ameaça avançada na sexta-feira pelo líder supremo, 'ayatollah' Ali Khamenei, de que o país "ia iniciar" uma repressão.



Os protestos em quase todo o Irão começaram no dia 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm-se vindo a intensificar e transformaram-se numa contestação política contra o regime.




Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.




Com a internet em baixo e as linhas telefónicas cortadas, acompanhar as manifestações a partir do estrangeiro tornou-se difícil, mas, de acordo com a organização não-governamental Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, o número de mortos nos protestos subiu para pelo menos 65 pessoas, registando-se também cerca de 2.300 detidos.




Alguns órgãos de comunicação social estatais e semioficiais continuam, no entanto, a publicar 'online' e a estação de notícias do Qatar, Al-Jazeera, transmitiu em direto do Irão, mas parece ser o único grande meio de comunicação social estrangeiro capaz de operar.




Hoje, a televisão estatal avançou que não houve protestos significativos durante a noite, referindo que "a paz prevaleceu na maioria das cidades", apesar de "vários terroristas armados terem atacado locais públicos e incendiado propriedades privadas na noite passada".




As informações foram contrariadas por um vídeo 'online' verificado pela agência de notícias Associated Press, que mostrou manifestações na zona de Saadat Abad, a norte de Teerão, nas quais pareciam estar milhares de pessoas nas ruas e onde se ouvia gritos de "Morte a Khamenei".




Numa declaração inesperada feita na sexta-feira, o líder supremo criticou os manifestantes por estarem alegadamente a destruir as ruas em nome de um Presidente do estrangeiro, numa referência ao chefe de Estado norte-americano, depois de Donald Trump ter ameaçado "bater muito forte" no Irão, se as autoridades "começassem a matar os manifestantes".



Entretanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio voltou a apoiar os manifestantes, escrevendo, nas redes sociais: "os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irão".



Numa outra mensagem, o Departamento de Estado norte-americano sublinhou que as afirmações de Trump devem ser levadas a sério.




"Não brinquem com o Presidente Trump. Quando ele diz que vai fazer alguma coisa, cumpre", referiu.



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Repressão a manifestantes do Irão já fez pelo menos 538 mortos




Ativistas dos direitos humanos anunciaram hoje que a repressão dos protestos no Irão fez pelo menos 538 mortos, avisando que o número deve ser maior já que o corte da Internet desde quinta-feira está a dificultar a contagem.


Repressão a manifestantes do Irão já fez pelo menos 538 mortos





O número foi avançado pela agência de notícias Human Rights Activists News Agency, uma associação não-governamental com sede nos Estados Unidos.



A agência depende da verificação de informações por parte de apoiantes no Irão, mas mostrou-se precisa nas vagas de agitação no Irão dos últimos anos.



De acordo com a Human Rights Activists News Agency, do total dos mortos, 490 pessoas eram manifestantes e 48 eram membros das forças de segurança.



Além disso, adiantou a mesma fonte, mais de 10.600 pessoas foram detidas durante as duas semanas de contestação ao regime da república islâmica.



O Governo iraniano não divulgou números totais de vítimas das manifestações.



Os protestos em quase todo o Irão começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm-se vindo a intensificar e transformaram-se numa contestação política contra o regime, classificada agora pelos manifestantes como uma revolução.


Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.



Aqueles que estão no estrangeiro temem que o bloqueio de informações esteja a encorajar os membros da linha dura dentro dos serviços de segurança do Irão a lançar uma repressão ainda mais sangrenta.


Hoje de manhã, os manifestantes voltaram a ocupar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país, enquanto o Presidente do país defendia, na sua primeira declaração desde a intensificação dos protestos, nos quatro últimos dias, que "os desordeiros" não devem ser autorizados a semear a confusão na sociedade iraniana.



"O povo não deve permitir que os manifestantes desestabilizem a sociedade. O povo deve confiar na nossa vontade de instaurar a justiça", afirmou Massoud Pezeshkian, numa entrevista transmitida pela televisão estatal Irib.


O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo Xá do Irão, tem convocado alguns dos grandes protestos em Teerão e pediu no sábado aos manifestantes para que "se preparassem para tomar" os centros das cidades.



Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi exortou os iranianos a "saírem todos às ruas (...) com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".


O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e instou os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.



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Filho do xá deposto do Irão faz apelo a forças de segurança




O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.


Filho do xá deposto do Irão faz apelo a forças de segurança






"Os funcionários das instituições públicas, bem como os membros das forças armadas e de segurança, têm uma escolha a fazer: ficar ao lado do povo e tornarem-se aliados da nação, ou tornarem-se cúmplices dos assassinos do povo - e carregarem a vergonha e a condenação eternas da nação", escreveu Pahlavi na rede social X.



Dirigindo-se aos cidadãos iranianos "fora do Irão", enfatizou que "todas as embaixadas e consulados iranianos pertencem ao povo iraniano" e pediu que "os adornem com a bandeira nacional do Irão", referindo-se à bandeira utilizada pela antiga monarquia iraniana, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, em vez da atual bandeira da República Islâmica.



No sábado, em Londres, centenas de pessoas protestaram em frente à embaixada iraniana, e um homem conseguiu subir à varanda do edifício para substituir brevemente a bandeira da República Islâmica pela bandeira da monarquia.


No sábado, Pahlavi já tinha pedido aos manifestantes para "saírem todos às ruas", "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".


"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", referiu.


Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.


O Irão está a completar duas semanas de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo organizações não-governamentais, pelo menos 544 mortos devido à repressão das forças de segurança.


O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os aliados de provocarem este recrudescimento da violência.


Entretanto, o grupo de monitorização da cibersegurança Netblocks confirmou que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.



"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.



Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.



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Reino Unido deseja transição pacífica do poder no Irão




O Reino Unido deseja ver "uma transição pacífica do poder" no Irão, afirmou este domingo a ministra britânica Heidi Alexander, defendendo que a prioridade agora é "pôr fim à violência" contra os manifestantes naquele país.


Reino Unido deseja transição pacífica do poder no Irão







"O Governo britânico sempre considerou o Irão um Estado hostil", disse a ministra dos Transportes, Heidi Alexander, em declarações à Sky News.



A governante britânica acrescentou que a República Islâmica do Irão "representa uma ameaça à segurança no Médio Oriente e noutras regiões e que tem sido um regime repressivo contra o seu próprio povo".




"É uma situação preocupante e gostaríamos que qualquer processo futuro envolvesse uma transição pacífica, onde as pessoas possam desfrutar das liberdades fundamentais e vejamos os valores democráticos regressarem ao coração do Irão", declarou.




No sábado, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, elogiou a coragem dos manifestantes no Irão e reiterou que o exercício de direitos como a liberdade de expressão e de reunião pacífica "nunca deve envolver a ameaça de violência ou represálias".




Pelo menos 538 pessoas morreram, segundo dados da ONG norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), nas manifestações no Irão, que começaram a 28 de dezembro, em protesto contra a crise económica, e que se espalharam por todo país do Médio Oriente, bem como manifestações em países estrangeiros.



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Irão decreta luto por membros das forças de segurança mortos em protestos




O governo iraniano decretou hoje três dias de luto nacional pelos "mártires da resistência", referindo-se aos membros das forças de segurança mortos durante os protestos, e convocou manifestações pró-regime para segunda-feira, anunciou a televisão estatal.


Irão decreta luto por membros das forças de segurança mortos em protestos







O governo iraniano descreveu a luta contra o que chama de "motins" como uma "batalha de resistência nacional iraniana contra os Estados Unidos e o regime sionista", título sob o qual costuma designar Israel.



O presidente Massoud Pezeshkian exortou a população a participar na segunda-feira numa "marcha de resistência nacional" de apoio à República Islâmica com manifestações em todo o país para denunciar a violência cometida, segundo ele, por "criminosos terroristas urbanos".



Os protestos no Irão começaram em 28 de dezembro, impulsionados pela crise económica resultante da queda do valor da moeda (o rial) e da elevada inflação, entre outros fatores.



Com o passar dos dias, as manifestações também assumiram um caráter político de crítica ao regime dos aiatolas.



Ativistas dos direitos humanos anunciaram hoje que a repressão dos protestos já fez pelo menos 538 mortos, avisando que o número deve ser maior já que o corte da Internet desde quinta-feira no país está a dificultar a contagem.



O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada".




Além das vítimas mortais, os protestos resultaram na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes, de acordo com a Human Rights Activists News Agency.



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Irão sem Internet há 84 horas devido aos protestos




O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor, disse hoje a organização não-governamental (ONG) de monitorização da cibersegurança Netblocks.


Irão sem Internet há 84 horas devido aos protestos






Os dados mostram que o corte da Internet continua há 84 horas no Irão, escreveu a ONG na rede social X.



Na quinta-feira, as autoridades cortaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.






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Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?




Comerciantes e universitários começaram, em dezembro, um protesto contra a situação económica no Irão. A insatisfação alargou-se para um protesto contra o governo do país. Volvidos mais de 15 dias de conflitos, e mais de 538 mortos, eis o que se passa no país.


Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?







A vaga de protestos no Irão já ultrapassou as duas semanas e fez mais de 500 mortos, momento em que importa perceber o que está em causa, o motivo do descontentamento e que consequências daqui podem advir.



Nos últimos dias, os protestos antigovernamentais cresceram em dimensão e em violência. Aquilo que começou como uma demonstração de descontentamento para com a situação económica no país, transformou-se num movimento de massa que pretende desafiar os governantes autoritários do país.




Os manifestantes são agora designados de "vândalos" e as entidades internacionais já estão de olhos postos e atentos aos desenvolvimentos deste conflito interno.




Por que é que os iranianos estão em protesto?




Segundo recorda o The New York Times, a economia do Irão está sob pressão constante há vários anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares.




Os recursos financeiros do país ficaram ainda mais afetadas quando em junho passado o país se envolveu numa guerra de 12 dias com Israel, conflito no qual os EUA acabaram por se envolver e bombardear as suas instalações nucleares.




Contudo, tudo descambou em dezembro, quando no meio de uma inflação persistentemente alta, comerciantes e estudantes universitários decidiram unir-se em protesto.





Como começaram os protestos?





Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda começaram com manifestações em várias universidades, incluindo as mais prestigiadas como as de Teerão, Sharif e Beheshti.




Comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica.




O governo iraniano reconheceu a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos. Porém, quando a manifestação se virou contra si, o cenário alterou-se.



Manifestação contra o governo





À medida que as manifestações aumentavam, começaram a transformar-se numa critica mais ampla que visava o regime teocrático do Irão. Nas redes sociais e na televisão, manifestantes foram vistos entoando slogans como "Morte ao ditador" e "Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos".




No segundo dia consecutivo de protestos, a Guarda Revolucionária alertou os participantes num comunicado que se oporia a "qualquer tentativa de (...), caos ou ameaça à segurança".




Ao mesmo tempo, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que os "meios de comunicação anti-iranianos e organizações de segurança estrangeiras, através de alguns dos seus agentes internos, estiveram presentes em algumas concentrações para transformar os protestos em distúrbios".





As primeiras vitimas mortais e o intensificar do conflito





A primeira vítima mortal das manifestações aconteceu ao 5.º dia de protesto.




Um membro das forças de segurança foi morto no oeste do Irão e tornou-se oficialmente a primeira (de muitas) vítimas, dos confrontos que entretanto colocaram frente a frente manifestantes e forças de segurança. Hoje, o número ascende a, pelo menos, 538 mortos. O número pode ser, no entanto, muito maior, dado que o corte de internet que dura há várias horas no país, não permite fazer um cálculo real.




Recorde-se que, na quinta-feira, o governo iraniano decidiu cortar o acesso à internet e o sinal de telemóveis em todo o país, depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. Esta proibição decorre já há 84 horas.





Pedido de apoio e contenção




Entretanto, têm sido várias vozes a apelar á contenção. O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.




Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada". "Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos", declarou.





Iranianos querem a intervenção dos EUA?





O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, disse esta segunda-feira que os protestos em todo o país "tornaram-se violentos e sangrentos para dar uma desculpa" para uma intervenção militar dos Estados Unidos.




Araghchi não apresentou provas para suportar esta alegação, mas garantiu que "a situação está sob controlo total" em todo o país.




Apesar disso, Donald Trump anunciou, também hoje, que os líderes do Irão o contactaram para negociar após este ter ameaçado com uma ação militar. Apesar de afirmar que estes "querem negociar", Trump diz estar a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e que a administração que lidera "tomará uma decisão".




"Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião" disse.




Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que, "no dia em que o Irão seja libertado do jugo da tirania", os dois países voltarão a ser "parceiros fiéis" para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos.




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Irão mobiliza dezenas de milhares de manifestantes pró-governo após protestos




O Irão mobilizou hoje dezenas de milhares de manifestantes pró-governo numa demonstração de força após os protestos nacionais que desafiaram o regime da República Islâmica, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal iraniana.


Irão mobiliza dezenas de milhares de manifestantes pró-governo após protestos







A emissora mostrou imagens de multidões a dirigir-se para a praça Enghelab, ou praça da Revolução Islâmica, no centro de Teerão, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).



A televisão estatal descreveu a manifestação como um "levantamento iraniano contra o terrorismo sionista-norte-americano", sem abordar a indignação no país devido à economia debilitada, que desencadeou os protestos há mais de duas semanas.




As imagens televisivas de concentrações em Teerão e noutras cidades do país tentaram sinalizar que o regime superou os protestos, conforme afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, no início do dia.





Os protestos contra o regime que tem como líder supremo o 'ayatollah' Ali Khamenei causaram mais de 540 mortos, segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), uma organização não-governamental com sede nos Estados Unidos.





O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse no domingo que o Irão pretendia negociar com Washington após ter ameaçado atacar a República Islâmica devido à repressão contra os manifestantes.




O Irão não reagiu de imediato aos comentários de Trump, que surgiram depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã ter viajado para o Irão no fim de semana.




É incerto o que o Irão poderá oferecer em eventuais negociações, particularmente porque Trump estabeleceu exigências rigorosas sobre o programa nuclear e o arsenal de mísseis balísticos de Teerão.




Numa conversa com diplomatas estrangeiros em Teerão, Araghchi insistiu hoje que a situação estava "sob controlo total" e culpou Israel e os Estados Unidos pela violência, sem apresentar provas.




O ministro iraniano afirmou, no entanto, que o Irão estava "aberto à diplomacia", desde que as conversações não fossem "unilaterais e baseadas em imposições".



Segundo a HRANA, mais de 10.600 pessoas foram detidas durante as duas semanas de protestos.




Dos 544 mortos registados, 496 eram manifestantes e 48 pertenciam às forças de segurança, de acordo com a mesma fonte, citada pela AP.




A economia iraniana, asfixiada por sanções internacionais, viu a moeda colapsar, com um dólar a atingir mais de 1,4 milhões de riais iranianos.




Testemunhas relataram que o medo imperava em Teerão, com as ruas a ficarem desertas após o pôr-do-sol devido à repressão, segundo a AP.




A polícia e a Guarda Revolucionária enviaram mensagens de texto à população a alertar para a "decisão firme de não tolerar qualquer apaziguamento" e de lidar "decisivamente com os desordeiros".





As forças da ordem apelaram também aos pais para que mantenham os jovens em casa.




O atual regime na antiga Pérsia foi instaurado em 1979, com a revolução que depôs o xá Reza Pahlavi (1941-1979) e o regresso ao país do 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, o líder xiita que estava exilado em França.



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Irão. Telefonemas já são permitidos, mas internet continua bloqueada




Vários cidadãos iranianos conseguiram hoje telefonar para o estrangeiro através dos respetivos telemóveis, mas as mensagens de várias plataformas e a Internet continuam bloqueadas há quatro dias por decisão das autoridades locais devido à contestação ao regime.


Irão. Telefonemas já são permitidos, mas internet continua bloqueada







O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou que o Irão quer negociar com Washington após a sua ameaça de atacar aquela república islâmica devido à repressão sobre os manifestantes, que, segundo ativistas, provocou pelo menos 646 mortos.



O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à televisão Al Jazeera, disse que continuava em contacto com o enviado dos EUA, Steve Witkoff.




O diálogo "continuou antes e depois dos protestos e ainda está em andamento", disse Araghchi, embora ressalvando que "as ideias e ameaças propostas por Washington contra o País são incompatíveis".




A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a retórica pública do Irão diverge das mensagens privadas que o governo norte-americano recebeu de Teerão nos últimos dias.




"Acho que o presidente tem interesse em explorar essas mensagens", disse Leavitt, acrescentando que Trump "mostrou que não tem medo de recorrer a opções militares se e quando julgar necessário, e ninguém sabe disso melhor do que o Irão."




Entretanto, manifestantes pró-governo tomaram as ruas na segunda-feira em apoio àquela teocracia, numa demonstração de força após dias de protestos que desafiaram diretamente o governo do líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos.



A televisão estatal iraniana transmitiu cânticos da multidão, com dezenas de milhares de pessoas, que gritavam "Morte à América!" e "Morte a Israel!".




O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada na capital por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a dezenas de cidades do país.




A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.




Após as concentrações pró-governamentais de segunda-feira, o líder supremo do Irão considerou que se tratou de "um aviso aos políticos norte-americanos para que parem com as manobras enganadoras".



Ali Khamenei acrescentou que estas "manifestações maciças e determinadas frustraram o plano de inimigos estrangeiros", que seria executado por "mercenários iranianos".



Em junho passado, Israel e Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra instalações ligadas ao programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão.



A repressão das novas manifestações tem sido severa, e as autoridades restringiram o acesso à Internet em todo o país.



Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, pretende o envio de satélites da empresa Starlink, do multimilionário Elon Musk, de forma a garantir que a população se mantenha 'online'.



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Irão: Khamenei vê protestos pró-Governo como recado a Washington




O líder supremo do Irão considerou que a mobilização de apoiantes do Governo, que saíram hoje às ruas em resposta à vaga de protestos no país há duas semanas, é um aviso aos Estados Unidos.


Irão: Khamenei vê protestos pró-Governo como recado a Washington





"Este foi um aviso aos políticos norte-americanos para que parem com as manobras enganadoras", declarou Ali Khamenei, de acordo com a televisão estatal, após repetidas ameaças do líder da Casa Branca, Donald Trump, de uma intervenção militar em apoio dos manifestantes antigovernamentais.



O líder supremo iraniano acrescentou que estas "manifestações maciças e determinadas frustraram o plano de inimigos estrangeiros", que seria executado por "mercenários iranianos".





Imagens divulgadas pelos meios de comunicação social estatais mostraram expressivas manifestações em Teerão e em várias partes do país de apoio às autoridades iranianas, que enfrentam há duas semanas uma nova vaga de protestos contra o elevado custo de vida.




A pedido do Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, milhares de pessoas, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal, encheram a Praça da Revolução, no coração de Teerão.




Entre bandeiras da República Islâmica e gritos de "Morte aos Estados Unidos", a multidão na capital recitava orações pelos membros das forças de segurança mortos durante os protestos antigovernamentais.





O Irão está a travar uma guerra contra os "terroristas", declarou no local o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, ameaçando dar uma "lição inesquecível" a Donald Trump em caso de ataque norte-americano.





Outras manifestações semelhantes ocorreram em várias cidades do país, de acordo com os meios de comunicação estatais, após o Governo ter decretado três dias de luto nacional.





O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou que Teerão "não procurava a guerra", mas está "totalmente preparado" para ela, embora tenha deixado a porta aberta para negociações.





Segundo a organização não-governamental Iran Human Rights (IHRNGO), sediada na Noruega, pelo menos 648 manifestantes foram mortos desde 28 de dezembro em 14 províncias no Irão na nova vaga de protestos contra as autoridades de Teerão.





Entre os mortos, estão nove menores, indicou a organização não-governamental (ONG), que registou ainda milhares de feridos e estima que o número de detidos ultrapasse os dez mil.





Algumas estimativas, que a ONG não conseguiu verificar, sugerem um número de mortos bastante superior, atingindo mais de 6.000, acrescentou em comunicado no seu 'site'.





Motivados pelos comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, milhares de iranianos aderiram a esta nova vaga de protestos que se espalhou por mais de 100 cidades.



O Irão tem uma taxa de inflação anual superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear.





O líder da Casa Branca indicou em várias ocasiões que apoiaria os manifestantes caso as autoridades iranianas disparassem contra eles e, já hoje, afirmou que dirigentes iranianos o contactaram para negociar no seguimento de ameaças de intervenção militar.





Em junho passado, Israel e Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra instalações ligadas aos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão, num conflito aberto que durou 12 dias.





A repressão das novas manifestações tem sido severa, e as autoridades restringiram o acesso à Internet em todo o país.





Em resposta, Trump pretende o envio de satélites da empresa Starlink, do bilionário Elon Musk, de forma a garantir que a população se mantenha 'online'.



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Pelo menos 2 mil pessoas foram mortas no Irão durante manifestações




O número de mortos nos protestos que contestam há 16 dias o regime do Irão terá subido para pelo menos 2.000 pessoas, denunciou hoje a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights.


Pelo menos 2 mil pessoas foram mortas no Irão durante manifestações







O balanço anterior referia que tinham sido mortos 648 manifestantes em 14 províncias no Irão desde 28 de dezembro, quando começaram os protestos.



A contestação visava inicialmente o custo de vida, num país sujeito a sanções económicas, mas depois tornou-se num protesto político contra as autoridades de Teerão.





A Organização dos Mujahedin do Povo do Irão (OMPI), um grupo de oposição ao regime, que baseia os cálculos em fontes locais, hospitais e familiares das vítimas, orseu lado, estima que o número de mortos atinge os 3.000.



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Número de mortos em protestos no Irão pode atingir vários milhares




A organização não-governamental Human Rights Iran (HRINGO) aumentou hoje para 734 mortes verificadas nos protestos antigovernamentais no Irão, mas admite que o número real pode atingir milhares, como já indicam outras estimativas entretanto divulgadas.


Número de mortos em protestos no Irão pode atingir vários milhares





Entre as mortes ocorridas em 15 províncias e atribuídas às forças estatais, que a organização não-governamental (ONG) verifica com base em confirmações diretas e relatórios médicos e de morgues, encontram-se 12 crianças e seis mulheres, tendo sido ainda registados milhares de feridos.



O anterior balanço da ONG com sede na Noruega, divulgado na segunda-feira, dava conta de 648 manifestantes mortos em 14 províncias no Irão desde 28 de dezembro, data do início da nova vaga de protestos contra as autoridades de Teerão.



"A HRINGO continua a receber relatos de milhares de mortos em diferentes cidades e províncias do Irão", segundo um comunicado divulgado no seu 'site', apesar de não conseguir confirmar ainda a escala destes números, que a emissora Iran International coloca por sua vez em mais de 12 mil.


"Com base nos dados disponíveis e na verificação de informações obtidas de fontes fidedignas, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional e o gabinete presidencial, a estimativa inicial das instituições de segurança da República Islâmica é de que pelo menos 12.000 pessoas foram mortas neste massacre em todo o país", indicou a emissora multilingue por satélite, com sede em Londres, na sua página 'online'.


A HRINGO observou, no entanto, que, devido ao bloqueio total da Internet no país desde a noite de quinta-feira e às "severas restrições no acesso à informação", a verificação independente destes números "é extremamente difícil".



O diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, ressalvou que os seus números dizem respeito a informações recebidas a partir de metade das províncias do país e de menos de 10% dos hospitais.



"O número real de mortos chega provavelmente aos milhares. Como o Governo não pode ocultar um número tão elevado de mortes, é forçado a atribuir este massacre a agentes estrangeiros", condenou o responsável citado no comunicado.



A HRINGO também estima que o número de detidos ultrapassou os 10.000 e disse ter recebido relatos de que "muitos dos mortos, alguns dos quais inicialmente feridos por balas de borracha, acabaram por falecer depois de terem sido atingidos na cabeça ou no pescoço".



Os números de mortos variam conforme as estimativas de cada organização, com a Human Rights Activists Newes Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, a indicar, por seu lado, 2.003 vítimas, das quais 1.850 eram manifestantes, 135 elementos ligados às autoridades, nove menores e outros nove sem envolvimento nos protestos.


Skylar Thompson, da Human Rights Activists News Agency, comentou à agência Associated Press (AP) que este balanço é chocante, sobretudo porque atingiu em apenas duas semanas quatro vezes o número de vítimas dos protestos após a morte de Mahsa Amini em 2022, quando estava sob custódia da "polícia da moralidade".



"Estamos horrorizados, mas ainda achamos que o número é conservador", declarou.


A televisão estatal iraniana reconheceu hoje pela primeira vez um elevado número de mortes, afirmando que foram registados "muitos mártires".


Um apresentador leu uma declaração que dizia que "grupos armados e terroristas" levaram o país "a entregar muitos mártires a Deus", embora sem detalhar qualquer número.


Os meios de comunicação social estatais noticiaram que pelo menos 121 membros das forças militares, policiais, de segurança e judiciais da República Islâmica morreram durante os protestos, segundo a HRINGO.



"Mais uma vez (...) a Human Rights Iran apela para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para a adoção de medidas urgentes para proteger os cidadãos iranianos dos assassínios cometidos pela República Islâmica", destacou a organização.



O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.



A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.



As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à morte de manifestantes detidos.


No seguimento da divulgação de vários balanços com elevados números de mortos nos protestos, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu hoje na sua rede social Truth Social: "Patriotas iranianos, continuem a protestar -- tomem o controlo das vossas instituições".


Ao mesmo tempo, disse ter cancelado os seus contactos com as autoridades iranianas "até que o assassínio sem sentido de manifestantes pare" e referindo, sem precisar, que "a ajuda está a caminho".


O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, em declarações à estação televisiva Al-Jazeera, financiada pelo Qatar, disse na noite de segunda-feira, disse que continuava em contacto com o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff.



No entanto, após a mensagem do Presidente norte-americano de hoje, o principal responsável de segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou: "Declarámos os nomes dos principais assassinos do povo do Irão: 1- Trump, 2- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu".



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SpaceX oferece Internet por satélite Starlink de forma gratuita no Irão




A empresa de Elon Musk responsável pelo serviço e satélite Starlink, a SpaceX, começou a providenciar acesso de forma gratuita no Irão. A notícia foi partilhada por ativistas.


SpaceX oferece Internet por satélite Starlink de forma gratuita no Irão







Mehdi Yahyanejad, um ativista radicado na cidade de Los Angeles, no sudoeste dos Estados Unidos, que ajudou a levar o equipamento para o Irão, disse à agência de notícias Associated Press que o serviço gratuito já estava disponível.



Outros ativistas confirmaram também em mensagens online que o serviço era gratuito.




"Podemos confirmar que a subscrição gratuita para os terminais Starlink está a funcionar em pleno", disse Yahyanejad, numa nota. "Testámos usando um terminal Starlink recém-ativado dentro do Irão", acrescentou.




A Starlink tem sido a única forma de os iranianos comunicarem com o exterior desde que as autoridades cortaram a Internet na noite de quinta-feira, quando os protestos em todo o país aumentaram e iniciaram uma repressão sangrenta contra os manifestantes.




SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink


SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink




A primeira metade deste conjunto de satélites Starlink deve ser lançada até ao dia 1 de dezembro de 2028, com a segunda metade a ter como prazo o mês de dezembro de 2030.




A própria Starlink não se pronunciou de imediato sobre a decisão.



No domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que planeava ligar ao empresário Elon Musk para discutir o posicionamento de satélites Starlink para "manter a internet a funcionar" no Irão.



Com a internet em baixo, avaliar o impacto das manifestações a partir do estrangeiro tornou-se mais difícil, apesar dos iranianos terem na terça-feira conseguido voltar a fazer chamadas internacionais.


O Irão está a ser agitado por uma vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.




A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.




As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à morte de manifestantes detidos.



SpaceX toma medidas para evitar colisões entre satélites


SpaceX toma medidas para evitar colisões entre satélites




Cerca de metade dos satélites Starlink a operar atualmente na órbita da Terra passarão a estar um pouco mais próximos do nosso planeta. O objetivo é evitar colisões com satélites de empresas rivais.


O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 2.571, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos.



De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, 2.403 dos mortos eram manifestantes e 147 estavam ligados ao Governo.




O grupo afirmou na terça-feira que 12 crianças foram mortas, juntamente com nove civis que não participavam nos protestos. O número de detidos também aumentou para mais de 18.100.



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Irão anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos




O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou hoje julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.


Irão anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos






Organizações não governamentais têm relatado mais de 2.500 mortos nas manifestações que começaram em 28 de dezembro por todo o território daquele país do Médio Oriente.



O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.



"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".




Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas "fizerem algo assim", os EUA vão "tomar medidas muito fortes".





Entretanto, ativistas 'anti-ayatollah', o regime teocrático surgido com a revolução de 1979, anunciaram hoje que a empresa de telecomunicações Starlink, do norte-americano Elon Musk, que já fez parte da Administração Trump, estava já a proporcionar serviços gratuito no Irão, onde a Internet tem estado bloqueada desde 08 de janeiro.




As chamadas via telefone para o estrangeiro foram permitidas na terça-feira, mas ainda não são possíveis contactos de países estrangeiros para o Irão.



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EUA juram "firmeza", Irão promete atacar "se for atacado". Que se sabe?




O presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que agirá "com muita firmeza" se as autoridades iranianas executarem as pessoas presas durante os protestos que têm abalado a República Islâmica. Por seu turno, ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, alertou que o seu país atacará as bases norte-americanas na região, caso Washington lance uma ofensiva contra a nação persa. Mas, afinal, que se sabe?


EUA juram firmeza, Irão promete atacar se for atacado. Que se sabe?







O braço de ferro entre os Estados Unidos e o Irão continua a intensificar-se. Se o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que agirá "com muita firmeza" caso as autoridades iranianas comecem a executar as pessoas presas durante os protestos que têm abalado a República Islâmica, o ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, alertou esta quarta-feira que o seu país atacará as bases norte-americanas na região, caso Washington lance uma ofensiva contra a nação persa.



"Agiremos com muita firmeza se o fizerem", frisou o chefe de Estado norte-americano, na terça-feira, quando questionado por um repórter da CBS News sobre a possibilidade de execuções por enforcamento.


Antes, Trump anunciou o cancelamento de todos os encontros com as autoridades iranianas, até que "o assassinato sem sentido de manifestantes cesse". Além disso, incentivou os manifestantes a continuarem a protestar, garantindo, sem adiantar mais pormenores, que "a ajuda está a caminho".


"Patriotas iranianos, CONTINUEM EM PROTESTO - RETOMEM O CONTROLO DAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e dos abusadores, vão pagar um preço elevado", escreveu, na rede social Truth Social.




E rematou: "MIGA [Make Iran Great Again, uma adaptação ao slogan Make America Great Again]."




A equipa de segurança nacional da Casa Branca realizou uma reunião para discutir as opções de resposta aos protestos, na qual o presidente não participou. Contudo, segundo uma fonte consultada pelo Axios, as deliberações dentro do governo estão numa fase "relativamente inicial".





Teerão adverte que "a resposta iraniana será dolorosa para os inimigos"




O ministro da Defesa iraniano, por seu turno, assegurou que "o Irão atacará as bases americanas se for atacado", segundo noticiou a agência local Mehr, esta quarta-feira.




Aziz Nafizardeh acrescentou que "todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos", ao mesmo tempo que advertiu que "a resposta iraniana será dolorosa para os inimigos".



No dia anterior, o responsável avisou os Estados Unidos que o Irão responderá "com mais firmeza a qualquer novo ato de agressão" e que o país será defendido "até à última gota de sangue".



Após uma reunião com a Comissão de Segurança Nacional do parlamento, Aziz Nasirzadeh destacou que a República Islâmica está mais preparada do que em junho passado, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel nos bombardeamentos contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.



O brigadeiro-general indicou também que o Irão tem "surpresas reservadas" que se revelarão "muito eficazes" em caso de novos ataques, segundo declarações divulgadas pela estação estatal iraniana.




"Se estas ameaças se concretizarem, defenderemos o país com todas as nossas forças e até à última gota de sangue, e a nossa defesa será terrível para eles", declarou.



Ainda na terça-feira, o Irão acusou os Estados Unidos de procurarem um pretexto para intervir militarmente no país, na sequência das ameaças proferidas por Trump.




"As fantasias e a política dos Estados Unidos em relação ao Irão baseiam-se na mudança de regime, com sanções, ameaças, agitação orquestrada e caos a servirem de modus operandi para fabricar um pretexto para a intervenção militar", destacou a missão iraniana, numa mensagem acompanhada de uma carta de protesto dirigida aos líderes da Organização das Nações Unidas (ONU).




O Ministério Público de Teerão adiantou que um número não especificado de manifestantes será julgado por "moharebeh" (guerra contra Deus, em persa), uma das acusações mais graves no Irão, que prevê a pena de morte, segundo um comunicado divulgado pela televisão estatal.



Mas, afinal, como é que chegámos aqui?




Note-se que o Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.




A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU, devido ao programa nuclear de Teerão.




Inicialmente, as autoridades iranianas receberam os protestos com compreensão. Contudo, endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de milhares de detenções e condenações à pena de morte.



O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 2.571, segundo avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos, na terça-feira.



De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, 2.403 dos mortos eram manifestantes e 147 estavam ligados ao Governo.



O grupo afirmou ainda que 12 crianças foram mortas, assim como nove civis que não participavam nos protestos. O número de detidos também aumentou para mais de 18.100.




Skylar Thompson, da HDRANA, disse à agência de notícias Associated Press que este balanço é chocante, sobretudo porque atingiu em apenas duas semanas quatro vezes o número de vítimas dos protestos após a morte de Mahsa Amini, em 2022, quando estava sob custódia da "polícia da moralidade".




"Estamos horrorizados, mas ainda achamos que o número é conservador", declarou.




A HRINGO admitiu, contudo, que o número real de vítimas causadas pela repressão dos protestos pode atingir 12 mil.




A organização Human Rights Watch (HRW) destacou também que as restrições à Internet dificultaram "a verificação de assassinatos ilegais e outras violações dos direitos humanos cometidas durante a repressão dos protestos".




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Tem 26 anos, é iraniano e pode ser executado hoje. Quem é Erfan Soltani?




Erfan Soltani, de 26 anos, poderá tornar-se o primeiro manifestante a ser executado por enforcamento, esta quarta-feira, depois de ter participado nos protestos contra o regime iraniano. A família já foi informada que a sentença "é definitiva e será cumprida".


Tem 26 anos, é iraniano e pode ser executado hoje. Quem é Erfan Soltani?





Aos 26 anos, Erfan Soltani poderá tornar-se o primeiro manifestante a ser executado por enforcamento, esta quarta-feira, após ter participado nos protestos contra o regime iraniano. Mas, afinal, quem é este jovem?



Erfan Soltani foi detido na noite de quinta-feira, dia 8 de janeiro, na sua residência, no distrito de Fardis, em Karaj. O seu paradeiro era desconhecido até ao dia 11 de janeiro, quando as autoridades iranianas informaram a família de que o jovem tinha sido detido e condenado à morte, de acordo com o IranWire.




O mesmo meio adiantou que, na sequência de vários pedidos, a família pôde despedir-se do jovem, num encontro de dez minutos.





"A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram-lhe: ‘Não há nenhum processo para analisar. Anunciámos que qualquer pessoa presa nos protestos seria executada. A sentença de Erfan é moharebeh [guerra contra Deus, em persa]; é definitiva e será cumprida", disse uma fonte próxima da família ao IranWire.





Sob anonimato, a mesma pessoa complementou: "Erfan tinha recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de ser detido, mas continuou empenhado nos protestos. Disse à família que estava a ser vigiado, mas recusou-se a recuar."




Erfan Soltani não teve acesso a um advogado, as autoridades não apresentaram acusações formais contra o jovem e não ocorreu qualquer tipo de audiência judicial, denunciou aquele meio. Além disso, também a sua família foi ameaçada, tendo as autoridades advertido que outros familiares poderiam ser detidos, caso falassem publicamente ou contactassem os meios de comunicação social para dar conta da situação.





O jovem trabalhava na indústria do vestuário e tinha ingressado recentemente numa empresa privada. Aliás, quem o conhecia assegurou que era apaixonado por moda. Os seus perfis nas redes sociais mostravam ainda que era interessado por desporto, particularmente por musculação, e por levar uma vida modesta.



Saliente-se que a detenção do jovem de 26 anos foi dada a conhecer pelo ativista político exilado Ebrahim Allah-Bakhshi, que avançou que a sua execução estava "marcada para quarta-feira, 14 de janeiro", através da rede social X (Twitter).




Note-se que, esta quarta-feira, o responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou que serão realizado julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.




"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse, justificando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".





Já na terça-feira, o Ministério Público de Teerão deu conta de que um número não especificado de manifestantes será julgado por "moharebeh", uma das acusações mais graves no Irão, que prevê a pena de morte.




O Irão é o segundo país a nível mundial com maior número de execuções, encontrando-se atrás da China. Em 2025, Teerão executou pelo menos 1.500 pessoas, de acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR).




De acordo com organizações não governamentais (ONGs), mais de 2.500 pessoas morreram nas manifestações que brotaram a 28 de dezembro por todo o território da República Islâmica.




nm
 
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