Portal Chamar Táxi

Ficheiros Epstein

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,400
Gostos Recebidos
453

De 2005 até hoje: A cronologia da investigação ao caso Jeffrey Epstein




As investigações policiais e judiciais sobre as alegações de abusos sexuais de menores cometidos pelo milionário norte-americano Jeffrey Epstein decorreram ao longo de quase duas décadas.


De 2005 até hoje: A cronologia da investigação ao caso  Jeffrey Epstein




Agora, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou 3,5 milhões de documentos, que compõem a visão mais detalhada, embora incompleta, do funcionamento interno da rede criada por Epstein e a confidente e cúmplice Ghislaine Maxwell.




Esses documentos incluem alguns dos primeiros relatórios da polícia de Palm Beach (Florida), gravações de algumas das vítimas de Epstein e e-mails internos do Departamento de Justiça de há apenas alguns meses.



Segue uma cronologia desde o início das investigações sobre Epstein e dos esforços para abrir os arquivos do governo norte-americano:




Março de 2005 - A polícia de Palm Beach começou a investigar Epstein, na sequência de uma denúncia de agressão sexual apresentada pela família de uma adolescente de 14 anos.



Várias menores de idade, muitas estudantes do ensino médio, disseram mais tarde à polícia terem sido contratadas por Epstein para fazer massagens sexuais.



Maio de 2006 - Autoridades policiais apresentaram documentos para acusar Epstein de várias acusações de sexo ilegal com menores, mas o procurador estadual Barry Krischer enviou o caso para um grande júri.




Julho de 2006 - Epstein foi preso depois de indiciado por solicitação de prostituição. A acusação relativamente menor irritou os responsáveis da polícia de Palm Beach, que acusaram publicamente Krischer de dar tratamento especial a Epstein. A polícia federal (FBI) iniciou uma investigação.


2007 - Os procuradores federais prepararam uma acusação, mas durante um ano os advogados de Epstein mantiveram conversações com o procurador federal em Miami, Alexander Acosta, sobre um acordo para evitar um processo federal.



Junho de 2008
- Epstein declarou-se culpado das acusações estaduais, a saber, uma acusação de solicitação de prostituição e uma acusação de solicitação de prostituição de menores de 18 anos. Foi condenado a 18 meses de prisão. Sob um acordo secreto, o Ministério Público Federal concordou em não processar Epstein por crimes federais. Epstein cumpriu a maior parte de pena no âmbito de um programa de trabalho externo que permite saídas diurnas da prisão.



Maio de 2009 - Uma das acusadoras de Epstein, Virginia Roberts Giuffre, entrou com uma ação judicial, alegando que Epstein e Maxwell a forçaram a manter relações sexuais com "membros da realeza, políticos, académicos, empresários" e outros. A ação judicial não citou os nomes dos homens.



Julho de 2009 - Epstein foi libertado da prisão. Durante a década seguinte, as acusadoras de Epstein travaram uma batalha judicial para anular o acordo federal de não acusação.


Março de 2011 - O jornal Daily Mail publicou uma entrevista com Giuffre na qual descreveu ter viajado com Epstein para Londres aos 17 anos e passado uma noite a dançar com o antigo príncipe André. A história e uma foto do então príncipe com o braço em volta de Giuffre criaram uma crise para a família real. Posteriormente, agentes do FBI entrevistam Giuffre.



Dezembro de 2014 - Os advogados de Giuffre entraram com uma ação judicial, alegando que a então adolescente manteve relações sexuais com André Mountbatten-Windsor e outros homens, incluindo "presidentes estrangeiros, um primeiro-ministro conhecido e outros líderes mundiais". Todos esses homens negaram as acusações.



Novembro de 2018 -- O jornal Miami Herald publicou uma série de reportagens sobre o tratamento do caso Epstein e o papel de Acosta, aqui já secretário do Trabalho no primeiro mandato (2017-21) de Donald Trump. Esta cobertura veio intensificar o interesse público em Epstein.


Dezembro de 2018 - Agentes do FBI e o Ministério Público Federal em Manhattan iniciaram uma nova investigação sobre Epstein.



Julho de 2019 - Epstein foi preso sob novas acusações de tráfico sexual apresentadas pelos promotores de Nova Iorque, que concluíram não estarem vinculados ao acordo anterior de não acusação, estabelecido entre o arguido e as autoridades da Florida. Dias depois, Acosta renunciou ao cargo de secretário do Trabalho.



10 de agosto de 2019 - Epstein apareceu morto na cela da prisão em Nova Iorque.



Julho de 2020 - Os procuradores federais em Nova Iorque acusaram Maxwell de crimes sexuais, alegando que ajudou a recrutar e a abusar das vítimas de Epstein.



Dezembro de 2021 - Depois de um mês de julgamento, Maxwell é condenada por tráfico sexual e outros crimes.



Junho de 2022 - Maxwell é sentenciada a 20 anos de prisão.



Janeiro de 2024 - O interesse público pelo caso Epstein ressurgiu depois de um juiz tornar públicos mais registos judiciais num processo relacionado.



20 de janeiro de 2025 - Amigo e vizinho de Epstein durante anos, Trump regressou à Presidência norte-americana. Durante a campanha eleitoral de 2024, Trump sugeriu abrir mais arquivos governamentais sobre Epstein.



Fevereiro de 2025 - A procuradora-geral Pam Bondi sugeriu, numa entrevista ao canal Fox News, ter uma "lista de clientes" de Epstein na sua mesa. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos distribui pastas marcadas como "desclassificadas" a influenciadores de extrema-direita, mas grande parte das informações era já pública há muito tempo.




25 de abril de 2025 - Suicídio de Virginia Roberts Giuffre.



Julho de 2025 - O Departamento de Justiça afirmou que Epstein não mantinha uma "lista de clientes", não prevendo divulgar mais arquivos relacionados com a investigação sobre tráfico sexual.



Os congressistas Ro Khanna, democrata da Califórnia, e Thomas Massie, republicano do Kentucky, apresentaram a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, que obriga o Departamento de Justiça a divulgar arquivos da investigação a Epstein.



O Wall Street Journal noticiou que o nome de Trump é referido numa carta sexualmente sugestiva, incluída num álbum de 2003 para o 50.º aniversário de Epstein. Trump negou ter escrito a carta e processou o jornal.



24 e 25 de julho de 2025 - Num esforço para acabar com a crise política, o vice-procurador-geral Todd Blanche entrevistou Maxwell, que negou qualquer irregularidade e afirmou nunca ter visto Trump envolvido em qualquer atividade sexualmente inadequada. Depois disso, foi transferida de uma prisão de segurança mínima na Florida para um campo de presos de segurança mínima no Texas.



Outubro de 2025 - As memórias póstumas de Giuffre são publicadas. Nelas, reiterou as alegações de que Epstein e Maxwell a traficaram sexualmente para homens poderosos, incluindo André Mountbatten-Windsor.



30 de outubro de 2025 -- O Rei Carlos III retirou a André o título de "príncipe" e determinou que saia da residência real.



Novembro de 2025 - Uma comissão da Congresso divulgou uma série de e-mails trocados entre Epstein e outras pessoas, incluindo Mountbatten-Windsor, o aliado de Trump Steve Bannon, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers e o fundador do LinkedIn Reid Hoffman. Num e-mail de 2019, enviado a um jornalista, Epstein escreveu que Trump "sabia sobre as raparigas", sem explicar o que isso significava.



A pedido de Trump, Bondi anunciou que o procurador federal de Manhattan vai investigar as ligações de Epstein com alguns dos adversários políticos do republicano, incluindo o antigo presidente Bill Clinton (democrata), Summers e Hoffman, um proeminente doador democrata. Nenhum desses homens foi acusado de má conduta pelos acusadores de Epstein.



O Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein. Trump assinou a lei no dia seguinte.



Dezembro de 2025 - O Departamento de Justiça começou a divulgar os registos. O lote incluiu fotografias que Epstein mantinha em casa com vários famosos, que conheceu ao longo dos anos, incluindo Trump e Clinton. Depois de divulgar apenas uma pequena parte dos documentos disponíveis, porém, o Departamento de Justiça suspendeu as divulgações, alegando precisar de mais tempo para analisar os registos.



Janeiro de 2026 - O Departamento de Justiça começou a divulgar o que Blanche disse serem mais de 3 milhões de páginas de documentos, 2.000 vídeos e 180.000 imagens. Os arquivos são publicados no site do departamento.


nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,400
Gostos Recebidos
453

Polícia faz buscas a propriedades ligadas a Peter Mandelson no caso Epstein




A polícia britânica realizou hoje buscas em duas propriedades ligadas ao antigo embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson, no âmbito da investigação a uma alegada má conduta resultante das ligações ao falecido Jeffrey Epstein.


Polícia faz buscas a propriedades ligadas a Peter Mandelson no caso Epstein





A polícia adiantou que as buscas foram feitas em Wiltshire (sudoeste de Inglaterra) e no bairro de Camden, em Londres, em propriedades pertencentes a Mandelson, suspeito de ter transmitido informações financeiras confidenciais ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, encontrado morto na cela duma prisão em Nova Iorque a 10 de agosto de 2019, de acordo com um comunicado.



As buscas estão relacionadas com "a investigação em curso contra um homem de 72 anos, por infrações relacionadas com uma falta no exercício de uma função oficial" e o indivíduo em causa "não foi detido", disse a polícia.



A vice-comissária assistente da Polícia Metropolitana, Hayley Sewart, afirmou que vários agentes da equipa central de crimes especializados "estão a executar mandados de busca" nas duas moradas.



"As buscas estão relacionadas com uma investigação em curso a crimes de má conduta em funções públicas, envolvendo um homem de 72 anos", acrescentou.


Mandelson, de 72 anos, possui residências nas duas moradas em causa.



As autoridades estão a investigar Mandelson na sequência de documentos que sugerem que terá transmitido informações governamentais sensíveis a Epstein há cerca de 15 anos. Mandelson não foi detido nem formalmente acusado.



O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta uma tempestade política devido à decisão tomada em 2024 de nomear Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington.



Na terça-feira, a polícia abriu uma investigação depois de documentos dos dossiês Epstein parecerem indicar que Mandelson terá transmitido ao consultor financeiro norte-americano informações suscetíveis de influenciar os mercados, nomeadamente quando era ministro no Governo trabalhista de Gordon Brown, entre 2008 e 2010.



No mesmo dia, Brown afirmou ter transmitido à polícia "informações relevantes" relativas à divulgação por Mandelson a Epstein de "dados sensíveis para os mercados financeiros" e de "informações governamentais confidenciais".



Um "ato indesculpável e antipatriótico", disse o antigo primeiro-ministro britânico.



O primeiro-ministro trabalhista tem sido alvo de críticas, sendo questionado sobre o que sabia destas ligações quando, em dezembro de 2024, nomeou Mandelson embaixador em Washington. Starmer acabou por o exonerar em setembro de 2025, após revelações anteriores constantes do dossiê Epstein.



Na quinta-feira, Keir Starmer apresentou desculpas às vítimas de Epstein por ter nomeado Mandelson, mas afirmou estar determinado a manter-se em Downing Street.


"Lamento ter acreditado nas mentiras de [Peter] Mandelson e tê-lo nomeado. Sabia-se há algum tempo que Mandelson conhecia Epstein, mas nenhum de nós conhecia a extensão e a obscuridade dessa relação", acrescentou.



A 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou cerca de três milhões de páginas adicionais de documentos relacionados com o criminoso sexual, no âmbito da Lei de Transparência. Neste pacote estão incluídos mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens.



A divulgação dos documentos da investigação a Epstein reacendeu controvérsias que atingem figuras políticas, a realeza britânica e norueguesa e instituições internacionais, com impactos nos Estados Unidos, neste caso envolvendo o Presidente norte-americano, Donald Trump, França, Reino Unido, México, Noruega e Rússia.



nm
 
Topo