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Informação Estudo. Doença oculta no cérebro pode quadruplicar risco de demência

Lordelo

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Uma doença muito pouco conhecida dos vasos sanguíneos cerebrais pode quadruplicar o risco de demência em adultos mais velhos, conforme apurou um estudo preliminar da Associação Americana do Coração.


A angiopatia amilóide cerebral (AAC), noticia a Fox News, é uma condição na qual a proteína acumula-se no cérebro, enfraquecendo os vasos sanguíneos.


Assim, à medida que as pessoas envelhecem, esta proteína vai se acumulando, sem que haja sintomas que indiquem isto.


Quando o acúmulo começa a afetar a função cerebral, os médicos são capazes de diagnosticar a condição, normalmente através de uma ressonância magnética (ou outros exames específicos). Em casos mais graves, a angiopatia amilóide cerebral (AAC) pode culminar num Acidente Vascular Cerebral (AVC).


Segundo a Cleveland Clinic, aproximadamente 23% a 29% das pessoas com mais de 50 anos apresentam CAA moderada a grave.


Num novo estudo, os investigadores analisaram dados de saúde de quase 2 milhões de adultos com e sem CAA, acompanhando também novos diagnósticos de demência de 2016 a 2022. Todos os participantes tinham pelo menos 65 anos..


Aproximadamente 42% das pessoas com CAA receberam um diagnóstico de demência em cinco anos. Os números descem para 10% no grupo de pessoas sem esta doença - uma diferença de, aproximadamente, quatro vezes.


O risco, note-se, permanecia elevado, mesmo que a pessoa não tivesse histórico de AVC.


"O que chamou a atenção foi que o risco de desenvolver demência entre aqueles com CAA sem AVC foi semelhante ao daqueles com CAA com AVC, e ambas as condições apresentaram um aumento maior na incidência de demência quando comparadas aos participantes com apenas AVC", realçou Samuel S. Bruce, autor do estudo.


"Estes resultados destacam a necessidade de rastrear proativamente as alterações cognitivas após um diagnóstico de CAA e abordar os fatores de risco para prevenir um maior declínio cognitivo", acrescentou.


Embora o estudo tenha encontrado esta ligação, uma das suas limitações é o facto de não explicar como esses depósitos de proteína prejudicam a função cerebral de outras maneiras, para além do AVC.

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