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É importante incluir fibras na alimentação, pois estas são essenciais para uma boa digestão e saúde do organismo.
Mas afinal, o que acontece ao corpo quando não ingerimos fibras suficientes?
Especialistas em nutrição responderam a esta questão através de um artigo de Martha Stewart.
Qual a quantidade de fibra necessária?
Segundo a nutricionista Roxana Ehsani, um adulto (em média) "precisa de 25 a 38 gramas de fibras por dia". Contudo, realça a própria, apenas 7% da população consegue consumir a quantidade diária recomendada.
Há vários motivos que explicam isto. O primeiro é que a maioria das pessoas não consome alimentos ricos em fibra numa quantidade adequada, como frutas ou verduras. Por outro lado, as pessoas tendem também a optar por grãos refinados em vez de grãos integrais. Assim, lanches muito comuns, como batatas fritas ou refrigerantes, são pobres em fibras, o que intensifica ainda mais esta deficiência nutricional.
O que acontece se não comer fibras suficientes
1. Obstipação e problemas digestivos
Existem dois tipos de fibras: as solúveis e insolúveis. Ambas desempenham papéis importantes na regulação do intestino, destaca a nutricionista Laurie Allen.
"A fibra solúvel encontrada em alimentos como aveia, feijão e maçãs dissolve-se na água formando um gel que amolece as fezes e facilita a evacuação", explica. "A fibra insolúvel, encontrada em grãos integrais, nozes e vegetais, aumenta o volume das fezes e acelera o trânsito intestinal".
Assim, sem fibras suficientes na sua dieta, terá problemas gastrointestinais, como obstipação. "Quando a ingestão de fibras diminui, as fezes ficam menores em volume e movem-se mais lentamente pelo cólon", diz ainda a especialista.
2. Saciedade reduzida
"Alimentos ricos em fibras aumentam o volume das refeições, atrasam o esvaziamento gástrico e estimulam hormonas que sinalizam a saciedade ao cérebro", destaca Allen.
Além disso, muitos alimentos ricos em fibra exigem mais mastigação, o que naturalmente torna a alimentação mais lenta e permite que os sinais de saciedade sejam registados. Ou seja, quando come uma refeição pobre em fibras, vai acabar por sentir fome mais cedo. Isto pode afetar a regulação do peso e a saúde em geral.
3. Colesterol desregulado
Ehsani afirma que uma dieta rica em fibras pode contribuir para níveis mais saudáveis de colesterol. A fibra solúvel ajuda a reduzir o colesterol LDL, conhecido como "colesterol mau". Em contrapartida, uma dieta pobre em fibras pode levar a níveis elevados de colesterol.
4. Níveis instáveis de açúcar no sangue
Como a fibra retarda a digestão e a absorção de carboidratos, os níveis de açúcar no sangue acabam por ficar mais estáveis. Ou seja, sem fibra suficiente, o açúcar pode subir e descer mais rapidamente entre as refeições. A longo prazo isto poderá levar a problemas como resistência à insulina ou diabetes.
5. Risco elevados de alguns tipos de cancro
"A ingestão cronicamente baixa de fibras tem sido associada a um risco aumentado de certos tipos de cancro, particularmente o colorretal", alertou Allen.
"A fibra insolúvel ajuda a movimentar os resíduos pelo trato digestivo mais rapidamente, reduzindo o tempo em que substâncias potencialmente nocivas permanecem em contacto com o revestimento do cólon", sublinha.
Para além disso, a fibra solúvel atua como um prebiótico, alimentando bactérias intestinais benéficas que produzem compostos protetores que ajudam a reduzir a inflamação e a manter as células do cólon saudáveis.
Como saber se está a consumir fibra suficiente
Sinais de que está a consumir as quantidades de fibras recomendadas:
- Digestão previsível e confortável;
- Evacuações regulares e fáceis, sem esforço;
- Fezes macias e bem formadas;
- Digestão previsível e confortável com mínimo inchaço;
- Sensação de satisfação após as refeições;
- Menos desejos entre as refeições;
- Níveis de energia mais estáveis ao longo do dia.
Sinais de que não está a consumir as quantidades de fibras recomendadas:
- Menos de três evacuações por semana;
- Fezes duras, secas ou difíceis de evacuar;
- Inchaço ou desconforto;
- Esforço excessivo ou sensação persistente de não ter terminado completamente após evacuar;
- Fome frequente logo após as refeições;
- Quedas de energia ou desejos entre as refeições.
