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Uma mulher de 45 anos, que ficou sem conseguir andar após sofrer um acidente num aparelho de pilates, processou o espaço onde tudo aconteceu e acabou de ser indemnizada pelo momento que mudou a sua vida para sempre. Para isso, porém, teve de fazer justiça pelos seus próprios meios.
Maya Meron era violinista e percorria o mundo com orquestras de topo, até que um acidente num ginásio a afastou da sua vida profissional.
A mulher, mãe de três filhos, estava a executar a posição do cão a olhar para baixo, quando o aparelho de Pilates que usava cedeu e puxou-a com força. O acidente aconteceu em março de 2019 e a mulher sofreu uma fratura no cotovelo esquerdo e lesões abdominais graves, bem como danos progressivos nos ligamentos.
Maya deixou de poder tocar devido à lesão no ombro e foi de forma gradual perdendo o equilíbrio, ao ponto de hoje ter de usar uma cadeira de rodas.
Acidente aconteceu na sua 44.ª aula
Maya inscreveu-se nas aulas de pilates após ser mãe e estava na sua 44.ª aula quando tudo aconteceu. Segundo conta, a barra de apoio da máquina que estava a usar cedeu repentinamente.
"A máquina deveria estar travada no lugar e, quando cedeu, fui catapultada para a frente", diz, acrescentando que "nunca vou esquecer" o som que se seguiu.
"Eu sabia que a minha carreira como violinista tinha acabado", refere ainda.
Processo contra o estúdio
Na sequência do sucedido, Maya acusou o estúdio de más práticas e negligência, tendo a dona do espaço alegado que era a primeira vez que tal tinha corrido e negado qualquer responsabilidade no acidente.
A sua posição levou a que Maya procurasse justiça e acabou por inscrever-se, com um nome falso, noutras dependências da mesma marca, em Londres. Note-se que as lesões de Maya são progressivas, o que significa que na altura ela ainda conseguia mover-se sem uma cadeira de rodas.
Assim, Maya voltou a praticar a modalidade, alertando porém que tinha uma pequena lesão num dedo, que a impedia de usar os aparelhos. Assim, fazia as aulas com alguns condicionamentos, mas sem usar máquinas.
Assim, e alegando estar a tirar selfies para as suas redes sociais, Maya conseguiu tirar fotos aos equipamentos. Com isso, conseguiu provar que havia pelo menos 50 máquinas com problemas nos vários estúdios da marca liderada por Jess Schuring.
Com essas provas, avançou com um processo contra a marca, tendo conseguido que lhe fosse dada razão e decretado de que deveria ser indemnizada.
Mudou de vida
Maya não ficou imediatamente paraplégica, explica o Daily Mail, contudo, os danos no seu sistema nervoso central afetaram o seu equilíbrio, obrigando-a ter de recorrer a uma cadeira de rodas nos últimos quatro anos.
"O mundo da música perdeu uma violinista de carreira internacional, ela perdeu parte do controlo do seu corpo e da sua brilhante carreira, mas acredito que a sua coragem extraordinária e resiliência vão ajudá-la a seguir a sua vida", afirma um amigo.
Maya, que se divorciou devido ao stress que o processo judicial lhe causou e impactou a sua vida, está atualmente a estudar música e ciências cognitivas nos Estados Unidos.
Já o estádio de ioga Heartcore afirmou que continua a funcionar e empenhada na segurança e bem-estar de todos os seus membros e continua a "rever o seu equipamento de acordo com as normas da indústria".
IN:NM
