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Irmãos iraquianos condenados por adesão ao Daesh dizem-se "bodes expiatórios do terrorismo internacional"
Advogado de defesa diz que "o terrorismo interno, aquele que verdadeiramente flagelou Portugal até ao presente (FP-25 de Abril) foi, em certa medida, tolerado".
A defesa dos irmãos iraquianos Ammar e Yasser Ameen, condenados ontem no Campus de Justiça a 16 e 10 anos de prisão, respetivamente, por crimes de adesão a organização terrorista (Daesh), e ainda um crime de guerra e outro de ameaça, reagiu ao CM à intenção do Ministério Público de recorrer das penas aplicadas.
Em declaração escrita, o advogado Lopes Guerreiro considera que os clientes que defende "acabaram por servir de bodes expiatórios do terrorismo internacional (DAESH) e as suas acusações/pronuncias/condenações de um exemplo (objectivo e preocupante) de vassalagem das entidades judiciárias portuguesas (PJ/MP/Tribunal) às congéneres europeias, americanas e ONU".
No mesmo texto, os irmãos iraquianos, que permanecem em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa, onde aguardam o trânsito em julgado das penas a que foram condenados, declaram através do advogado "ter sido usados, à revelia da verdade, da prova e das suas existências, usados de forma que as entidades judiciárias portuguesas (Polícia Judiciária, Ministério Público e Tribunal), possam também elas dizer às congéneres internacionais que de facto sofreram e sofrem com essa problemática, que reprimem de modo sério e pesado o terrorismo internacional (que nunca vivenciaram)".
Lopes Guerreiro acrescenta mesmo que "a história recente de Portugal nos ensina e relembra que o terrorismo interno, aquele que verdadeiramente flagelou Portugal até ao presente, (FP-25 de Abril) foi, em certa medida, tolerado, abafado, levemente sancionado e até amnistiado sem que essas mesmas entidades houvessem refutado o quer que fosse".
Os dois irmãos terminam o texto enviado ao CM, afirmando que "o Ministério Público português preocupa-se mais com o ‘quintal do vizinho’ do que com o seu", frisando que este é "um processo de íntimas convicções em que a condenação dos arguidos Ammar e Yasser Ameen serviu, exclusivamente, os propósitos persecutórios do Ministério Público".
"Até que a lei o permita e o Direito consinta, haverá recurso destas injustas condenações", prometem.
Correio da Manhã

Advogado de defesa diz que "o terrorismo interno, aquele que verdadeiramente flagelou Portugal até ao presente (FP-25 de Abril) foi, em certa medida, tolerado".
A defesa dos irmãos iraquianos Ammar e Yasser Ameen, condenados ontem no Campus de Justiça a 16 e 10 anos de prisão, respetivamente, por crimes de adesão a organização terrorista (Daesh), e ainda um crime de guerra e outro de ameaça, reagiu ao CM à intenção do Ministério Público de recorrer das penas aplicadas.
Em declaração escrita, o advogado Lopes Guerreiro considera que os clientes que defende "acabaram por servir de bodes expiatórios do terrorismo internacional (DAESH) e as suas acusações/pronuncias/condenações de um exemplo (objectivo e preocupante) de vassalagem das entidades judiciárias portuguesas (PJ/MP/Tribunal) às congéneres europeias, americanas e ONU".
No mesmo texto, os irmãos iraquianos, que permanecem em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa, onde aguardam o trânsito em julgado das penas a que foram condenados, declaram através do advogado "ter sido usados, à revelia da verdade, da prova e das suas existências, usados de forma que as entidades judiciárias portuguesas (Polícia Judiciária, Ministério Público e Tribunal), possam também elas dizer às congéneres internacionais que de facto sofreram e sofrem com essa problemática, que reprimem de modo sério e pesado o terrorismo internacional (que nunca vivenciaram)".
Lopes Guerreiro acrescenta mesmo que "a história recente de Portugal nos ensina e relembra que o terrorismo interno, aquele que verdadeiramente flagelou Portugal até ao presente, (FP-25 de Abril) foi, em certa medida, tolerado, abafado, levemente sancionado e até amnistiado sem que essas mesmas entidades houvessem refutado o quer que fosse".
Os dois irmãos terminam o texto enviado ao CM, afirmando que "o Ministério Público português preocupa-se mais com o ‘quintal do vizinho’ do que com o seu", frisando que este é "um processo de íntimas convicções em que a condenação dos arguidos Ammar e Yasser Ameen serviu, exclusivamente, os propósitos persecutórios do Ministério Público".
"Até que a lei o permita e o Direito consinta, haverá recurso destas injustas condenações", prometem.
Correio da Manhã