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Há guerra na Ucrania

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Rússia atingiu com drones a rede ferroviária do centro da Ucrânia




As forças russas atingiram com drones várias carruagens de comboio na região de Kirovohrad, centro da Ucrânia, informou hoje o ministro do Desenvolvimento ucraniano, Oleksiy Kuleba.


Rússia atingiu com drones a rede ferroviária do centro da Ucrânia




Através das redes sociais, o ministro publicou fotografias da oficina ferroviária onde várias locomotivas danificadas estavam a ser reparadas.



O local foi atingido por aparelhos aéreos não tripulados (drones) durante a última madrugada.




Kuleba confirmou também danos nas infraestruturas portuárias no sul da Ucrânia, que já tinham sido anteriormente reportados pela Administração Militar da Região de Odessa.



A Rússia ataca regularmente a rede ferroviária ucraniana, incluindo comboios de passageiros em movimento, visando prejudicar um dos principais meios de transporte da Ucrânia.




A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.



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Ataques de drones ucranianos atrasam mais de 50 voos na Rússia




Ataques de drones lançados pela Ucrânia contra território russo obrigaram as autoridades de aviação russas a atrasar hoje mais de 50 voos, principalmente nos aeroportos de São Petersburgo e Kaliningrado.


Ataques de drones ucranianos atrasam mais de 50 voos na Rússia




De acordo com um comunicado do Aeroporto de Pulkovo, na antiga capital imperial, 43 voos sofreram atrasos superiores a duas horas e 23 foram cancelados.



Outros 23 voos foram desviados para aeroportos alternativos, informou o aeroporto.



Entretanto, 11 voos foram atrasados no Aeroporto de Kaliningrado, segundo o 'site' oficial do terminal.



No total, segundo o Ministério da Defesa russo, 85 drones de asa fixa foram "intercetados e destruídos" sobre nove regiões russas e o Mar Negro.


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Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones




A Rússia atacou esta noite a Ucrânia com um míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones, tendo as forças de defesa de Kiev conseguido abater ou neutralizar 380, informou hoje a Força Aérea ucraniana.


Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones




Em comunicado, a Força Aérea refere ainda terem-se registado impactos de 16 drones em sete locais e a queda de fragmentos em 14.



Segundo detalha, as forças russas lançaram o míssil Kinzhal a partir do espaço aéreo da região russa de Riazán e 442 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e de outros tipos a partir das origens russas de Briansk, Kursk, Oriol, Mílerovo e Primorsko-Ajtarsk, e ainda de Gvardíiske e Chauda, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.



Cerca de 300 dos drones lançados a partir das 18h00 de sábado (17h00 em Lisboa) e durante a noite eram Shahed, acrescenta o relatório, publicado no Telegram.



Até às 09h00 (08h00 em Lisboa) de hoje, a defesa antiaérea abateu ou neutralizou 380 desses aparelhos não tripulados inimigos, indicou a Força Aérea, que alertou que o ataque continua e que ainda existem vários drones no espaço aéreo.


Na comunidade de Voskresenska, na região de Mikoláyiv, 10 pessoas ficaram feridas no ataque noturno com drones, entre elas oito menores com idades entre os 10 e os 16 anos e duas mulheres de 40 e 18 anos, informou, por sua vez, o chefe da administração regional, Vitali Kim, no Telegram.



Todos os feridos foram hospitalizados e, na madrugada de hoje, a mulher de 40 anos e duas meninas de 13 e 15 anos encontravam-se em estado grave, enquanto o prognóstico para os outros seis menores é de gravidade moderada, acrescentou.



Na noite de sexta-feira para sábado, as forças russas atacaram uma maternidade na cidade de Odessa, onde se encontravam 22 recém-nascidos.



Por seu lado, as Forças de Sistemas Não Tripulados informaram da destruição, no sábado, de 1.305 alvos inimigos, 55 pontos de descolagem de drones, um sistema de defesa antiaérea, quatro tanques, 21 sistemas de artilharia, 42 veículos, 26 motociclos e 279 aeronaves não tripuladas inimigas.



"No total, ao longo do mês de março (de 01 a 28 de março), foram destruídos ou neutralizados 34.022 alvos, dos quais 9.590 eram combatentes inimigos", acrescenta o comunicado, divulgado hoje no Telegram.



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Rússia confirma ataque ucraniano a fábrica de fertilizantes




As autoridades russas reconheceram hoje o ataque lançado pela Ucrânia contra uma fábrica de fertilizantes na região de Samara, que tinha sido noticiado por órgãos de comunicação ucranianos.


Rússia confirma ataque ucraniano a fábrica de fertilizantes




"Na madrugada de hoje, drones inimigos atacaram uma empresa industrial na cidade de Togliatti", escreveu o governador local, Vyacheslav Fedoryshev, no MAX, o serviço russo de Telegram.



O responsável acrescentou que o ataque não causou vítimas nem danos a residências.



"As equipes de emergência estão a atuar" no local, disse Vyacheslav Fedoryshev.



Antes, a agência de notícias ucraniana Ukrinform tinha noticiado um ataque ucraniano contra a fábrica de fertilizantes Kuibishev Azot, localizada na cidade de Togliatti.



O Ministério da Defesa russo informou que 102 drones ucranianos de asa fixa foram abatidos durante a noite em 10 regiões da Rússia e no Mar de Azov.



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Ucrânia. Alta funcionária do governo detida por elogiar Putin




O Serviço de Segurança da Ucrânia deteve a chefe de um departamento do Ministério da Cultura por ser suspeita de promover propaganda a favor da Rússia, elogiando Putin e justificando a agressão contra a Ucrânia.


Ucrânia. Alta funcionária do governo detida por elogiar Putin






O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) deteve uma alta funcionária do Ministério da Cultura por suspeitas de promover propaganda pró-Rússia.



A informação foi adiantada pelo próprio SBU, no Telegram, esta segunda-feira, detalhando que a mulher era chefe de um dos departamentos do ministério e que "elogiava Putin e justificava a agressão armada da Rússia contra a Ucrânia".


"Segundo os especialistas cibernéticos da SBU, a funcionária divulgava propaganda hostil entre os seus colegas e conhecidos" e "citava com aprovação os discursos públicos do líder do Kremlin, justificava os bombardeamentos russos contra infraestruturas críticas da Ucrânia, nomeadamente instalações energéticas na capital, divulgava notícias falsas sobre as Forças de Defesa e espalhava desinformação sobre a situação operacional na frente de batalha".



Durante a detenção, e as buscas que se sucederam, as autoridades ucranianas apreenderam quatro smartphones, dois computadores portáteis, um disco rígido e "outros materiais com provas dos crimes".



Em comunicado, o Ministério da Cultura condenou as ações da sua funcionária, afirmando que estava a cooperar com as autoridades.



"Estamos gratos à SBU pela sua cooperação e pela sua postura firme face a ameaças à segurança nacional", começou por dizer na nota, citada pelo The New Voice of Ukraine. "A informação divulgada diz respeito a um funcionário a título individual e não reflete a posição do ministério. Estamos a colaborar plenamente com as autoridades policiais e a fornecer todas as informações necessárias. Qualquer justificação ou apoio à agressão da Rússia é inaceitável e terá consequências."



Segundo o SBU em causa está um crime de "justificação, reconhecimento da legitimidade, negação da agressão armada da Rússia contra a Ucrânia e glorificação dos seus participantes", de acordo com a alínea 3 do artigo 436-2 do Código Penal da Ucrânia. Ao todo, a mulher pode ser sentenciada até 8 anos de prisão podendo até ter os seus bens confiscados.



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Queda de avião militar russo na Crimeia causa morte dos 29 ocupantes




Um avião de transporte militar russo que sobrevoava a península da Crimeia caiu num penhasco, matando todos os 23 passageiros e seis tripulantes, informou hoje a agência de notícias oficial russa TASS.


Queda de avião militar russo na Crimeia causa morte dos 29 ocupantes




A agência, citando o Ministério da Defesa russo e fontes no local, disse que o contacto com a aeronave An-26 foi perdido às 18h00 de terça-feira (15h00 em Lisboa), durante um voo programado sobre a Crimeia.



De acordo com fontes no local do acidente, todos os 23 passageiros e seis tripulantes morreram.




As equipas de resgate, que localizaram o local do acidente, foram mobilizadas após a perda de contacto com a aeronave.



O avião não apresentava danos antes da queda, pelo que, "a causa preliminar do acidente é uma falha técnica", afirmou o Ministério da Defesa russo.




Num comunicado divulgado pela agência de notícias russa Interfax, o ministério acrescentou que uma comissão já está a trabalhar no local para investigar os motivos do acidente.




A península da Crimeia, uma região estratégica por ter acesso ao mar Negro, está sob controlo russo desde 2014, após um referendo controverso não reconhecido pela comunidade internacional, e é uma fonte de disputa de longa data entre a Rússia e a Ucrânia.



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Ataque russo com drones sobre Odessa e Ucrânia atinge refinaria em Ufa




As forças armadas russas e ucranianas atacaram-se com drones na noite de quarta-feira, respetivamente a infraestrutura portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, e uma refinaria em Ufa, no sudeste da Rússia, mas sem vítimas mortais.


Ataque russo com drones sobre Odessa e Ucrânia atinge refinaria em Ufa







Segundo o ministério do Desenvolvimento da Ucrânia, "na sequência dos ataques de drones inimigos ao porto, vários armazéns e hangares foram danificados", assim como edifícios de escritórios e empresas, contentores e veículos".



Um outro drone russo atingiu um prédio residencial na cidade de Kharkiv, nordeste da Ucrânia e duas pessoas ficaram feridas nesse ataque, segundo os serviços de socorro ucranianos.



No total, segundo Kiev, um total de 172 drones de longo alcance foram lançados nesta ofensiva, dos quais 147 foram neutralizados pelas defesas ucranianas. Outros 22 drones não foram intercetados e caíram em 12 locais na Ucrânia não especificados pela força aérea ucraniana.



Por seu lado, as forças armadas ucranianas visaram uma refinaria em Ufa, capital da região da Bascortosão, mais de 1.300 quilómetros a leste de Moscovo, segundo o governador local, Radiy Khabirov.



O ministério da Defesa russo anunciou o abate de 147 drones ucranianos sobre onze regiões russas e os mares Negro e de Azov.



"Ataque terrorista com drones contra Ufa. Vários drones foram abatidos perto de refinarias. Fragmentos de um deles caíram na zona industrial. Não há vítimas. Os bombeiros estão a trabalhar para extinguir as chamas na propriedade da empresa", escreveu Khabirov, acrescentando que "outro drone atingiu um prédio de apartamentos na Rua Gafuri".



Devido aos ataques, o aeroporto local suspendeu temporariamente as operações de voo, de acordo com a autoridade de aviação civil russa Rosaviatsia.



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Rússia lançou em março recorde de drones desde o início da guerra




A Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada hoje pela agência AFP.


Rússia lançou em março recorde de drones desde o início da guerra





As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.



Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.


Os ataques causaram numerosas vítimas civis, inclusive longe da linha da frente onde as tropas de Kiev e Moscovo se defrontam desde a invasão russa em fevereiro de 2022.



As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.


No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.



Alguns dos aparelhos não-tripulados atingiram o centro histórico de Lviv (oeste), classificado como património mundial da UNESCO, em plena tarde.



Moscovo afirma que nunca visa alvos civis, mas apenas infraestruturas de cariz militar e industrial.



Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.



A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.



"Os ataques visam puramente instalações civis", denunciou hoje Zelensky nas redes sociais, considerando que as ações do exército russo ilustram "a resposta da Rússia aos esforços diplomáticos" de Kiev.



O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso devido ao eclodir da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.



A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.


Zelensky afirmou, contudo, ter tido na quarta-feira uma chamada positiva, por videoconferência, com os emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o senador Lindsey Graham e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.


"Concordámos em reforçar as garantias de segurança" para o pós-guerra, afirmou Zelensky.



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Moscovo não avançou terreno pela 1.ª vez desde 2023, segundo ISW




O exército russo não registou quaisquer ganhos territoriais na Ucrânia em março, uma situação inédita desde setembro de 2023, segundo dados recolhidos pela organização não-governamental (ONG) Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).


Moscovo não avançou terreno pela 1.ª vez desde 2023, segundo ISW




De acordo com os dados da ONG sediada em Washington e analisados pela agência de notícias France-Presse (AFP), em alguns pontos as Forças Armadas russas recuaram perante as forças de Kiev.



De forma geral, o exército russo tem abrandado desde o final de 2025, devido às contra-ofensivas no sudeste do país, com um avanço de 123 quilómetros quadrados (km²) em fevereiro, o que já constituía o menor avanço desde abril de 2024.



Em toda a frente de batalha, em março, as forças ucranianas chegaram mesmo a recuperar nove km².



Este número exclui as operações de infiltração realizadas pelas forças russas para além da linha da frente, bem como os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos pelo ISW, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.



O ISW atribui este abrandamento do exército russo nos últimos meses às contra-ofensivas ucranianas, mas também à "proibição imposta à Rússia de utilizar os terminais Starlink na Ucrânia" e aos "esforços do Kremlin (presidência russa) para restringir o acesso ao Telegram".



Esta aplicação de mensagens, muito popular na Rússia, inclusive na linha da frente, tem sido praticamente inutilizável nos últimos meses devido a bloqueios por parte das autoridades, enquanto Moscovo incentiva ativamente os seus cidadãos a optar pela plataforma Max, que o Governo russo promove como uma "aplicação de mensagens nacional".



Tal como em fevereiro, a Rússia perdeu terreno na parte sul da linha da frente, entre as regiões de Donetsk e Dnipropetrovsk.



Nesta zona, a Rússia tinha entrado pela primeira vez em junho de 2025 e ocupava mais de 400 km² no final de janeiro.


Este domínio reduziu-se para 200 km² em fevereiro e, posteriormente, para 144 km² em março.


Por outro lado, a situação é desfavorável a Kiev mais a norte, na região de Donetsk, na direção das duas grandes cidades regionais de Kramatorsk e Sloviansk.



A leste de Sloviansk, as tropas russas avançaram cerca de 50 km² num mês.



Ao longo de todo o quarto ano de conflito, em 2025, o exército russo avançou mais do que nos 24 meses anteriores.


No entanto, a dinâmica está a inverter-se: nos primeiros três meses de 2026, os ganhos territoriais russos são duas vezes menores do que em 2025, no mesmo período.



Quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do território, a maior parte conquistada durante as primeiras semanas do conflito.



Cerca de 7%, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass, já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.



Ainda assim, a Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada também hoje pela agência de notícias AFP..



As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.


Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.



As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.


No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.



Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.



A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.



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Pyongyang vai enterrar em meados de abril soldados mortos na guerra na Ucrânia




A Coreia do Norte vai realizar uma cerimónia de enterro, em meados de abril, para os soldados norte-coreanos mortos enquanto lutavam ao lado da Rússia contra a Ucrânia, anunciou hoje a imprensa estatal.


Pyongyang vai enterrar em meados de abril soldados mortos na guerra na Ucrânia





O regime de Pyongyang está a construir um museu em homenagem aos soldados caídos, um projeto que está quase concluído, de acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.



O museu será inaugurado em meados de abril, e será realizada uma cerimónia para o "sepultamento solene dos restos mortais dos mártires", informou a agência.




De acordo com a KCNA, a cerimónia será realizada "no primeiro aniversário do fim das operações de libertação de Kursk" --- uma região russa onde as forças ucranianas lançaram uma operação militar no verão de 2024.




O líder norte-coreano Kim Jong-un visitou o local do futuro museu em fevereiro, elogiou o "grande heroísmo" dos soldados caídos e descreveu o museu como "um lugar para a educação patriótica", segundo a agência.



Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.



O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas.



Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.



De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito.




A Coreia do Norte confirmou em abril de 2025 que tinha enviado tropas para apoiar a invasão russa e admitiu que alguns soldados foram mortos em combate. Desde então, Kim Jong-un tem realizado várias cerimónias em memória dos soldados.



Em 24 de março, o líder norte-coreano demonstrou a "vontade inabalável" de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou hoje a KCNA.




"Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável", declarou Kim, na carta enviada ao chefe de Estado russo, citada pela agência.




"Atualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países", salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país.




Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte.



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Ataque de longo alcance russo provoca cortes de energia




Um ataque russo com "quase 500 drones e mísseis de cruzeiro" contra a Ucrânia causou hoje cortes de energia de emergência, denunciaram o operador de eletricidade ucraniano, bem como autoridades de Kyiv.


Ataque de longo alcance russo provoca cortes de energia





Na plataforma X, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiga, classificou o ataque como uma resposta "brutal" de Moscovo à proposta de Kyiv de uma trégua de Páscoa.



Para os governantes ucranianos, este ataque aéreo em larga escala ilustra mais um exemplo de ataques diurnos e já terá levado a empresa de energia elétrica ucraniana Ukrenergo a anunciar cortes de emergência de energia "em diversas regiões" do país, como relata a agência internacional AFP.




As forças armadas russas terão lançado mísseis e drones contra diversas regiões da Ucrânia, principalmente na parte central do país.




A Força Aérea ucraniana forneceu atualizações em tempo real sobre um ataque que a agência espanhola EFE descreve como "incomum e massivo" realizado em plena luz do dia pelas forças do Kremlin.




Já o governador da região de Kyiv descreveu, no Telegram, o ataque russo como "em massa" e informou que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida em decorrência do bombardeio na região.




A Rússia normalmente ataca usando drones e mísseis de longo alcance.




Nas últimas semanas, as forças russas realizaram dois bombardeamentos diurnos, sem contar com o de hoje, visando principalmente regiões no oeste e centro da Ucrânia.



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Ucrânia: Pelo menos dez mortos em novos ataques aéreos da Rússia




Pelo menos dez pessoas morreram hoje na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou uma "escalada" no conflito.


Ucrânia: Pelo menos dez mortos em novos ataques aéreos da Rússia




"Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro" foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, numa publicação nas redes sociais.



Segundo as autoridades regionais, citadas pela Agência France Presse, pelo menos 10 pessoas morreram nos ataques: uma em Bucha, situada perto de Kyiv, outra em Kherson, cidade no sul da Ucrânia, três na região de Soumy, no norte do país, uma em Jytomyr, no centro, duas em Kharkiv, uma das maiores cidades ucranianas, e outras duas em Kramatorsk, na zona leste.



O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por "intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada".


Nas redes sociais, Zelensky referiu que os "múltiplos ataques" da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.



"Eis a resposta da Rússia à nossa proposta de trégua pascal", afirmou ainda.



A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.



O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kyiv e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.



A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.



Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.



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Ataques aéreos causam um morto no sul da Rússia




Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.


Ataques aéreos causam um morto no sul da Rússia




Na cidade de Taganrog, um míssil atingiu uma "instalação comercial", disse Yuri Slyusar, na plataforma de mensagens Telegram.



"Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas", acrescentou, especificando que entre as vítimas estão três residentes locais e um estrangeiro, e que os feridos estavam em estado crítico.




Também hoje, um navio cargueiro foi danificado "por destroços de drones e incendiou-se" no mar de Azov, referiu o governador.




Slyusar disse que se tratava de um "navio de carga de bandeira estrangeira", localizado a alguns quilómetros da costa, mas não especificou a origem dos ataques.




A Ucrânia envia dezenas de drones em direção à Rússia todas as noites em retaliação pelos bombardeamentos diários contra o território ucraniano há mais de quatro anos.




O principal alvo são as infraestruturas relacionadas com a indústria e o comércio de hidrocarbonetos, que, segundo a Ucrânia, permitem a Moscovo continuar a financiar a invasão.




Na sexta-feira, pelo menos 14 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou um agravamento do conflito.




"Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro" foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, nas redes sociais.




O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por "intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada".


Nas redes sociais, Zelensky referiu que os "múltiplos ataques" da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.



A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.



O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.



A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.



Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.



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Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia




Um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou esta manhã cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.


Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia




O responsável militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, e a Procuradoria-Geral da Ucrânia informaram que o bombardeamento ocorreu hoje por volta das 09h50 desta manhã (07h50 em Lisboa).



"Cinco pessoas foram mortas --- três mulheres e dois homens" e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.




Os pavilhões comerciais e uma loja ficaram danificados, segundo informou o Ministério Público também na conta do Telegram, onde anunciou o início de uma investigação por possíveis crimes de guerra.




O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, "bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros" em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.



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