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Se para algumas pessoas acordar cedo não é um problema, para outras, o ato de sair da cama bem disposto e com energia é uma tarefa bem mais complicada.
Um novo estudo feito no Japão descobriu que para o segundo grupo há um hábito muito simples, mas que faz toda a diferença: a exposição à luz natural.
Embora o tema já tenha sido alvo de estudos médicos, esta pesquisa, noticia o Real Simple, revelou de que forma é que se poderá aproveitar ao máximo a luz natural, mas em casa.
Como usar a luz natural para diminuir a fadiga pela manhã
O estudo, publicado na revista Building and Environment, testou três cenários diferentes:
1. Exposição à luz natural desde o amanhecer até ao despertar;
2. Exposição à luz natural 20 minutos antes acordar;
3. Nenhuma exposição à luz natural ao acordar.
Os investigadores descobriram que o grupo que não foi exposto à luz natural antes de acordar sentiu uma maior fadiga matinal. Em relação aos restantes grupos, o que recebeu 20 minutos de exposição à luz natural foi o que apresentou uma menor fadiga ao acordar.
Por que razão mais tempo de exposição à luz natural não equivale a um menor nível de cansaço?
Isto acontece porque o horário do amanhecer para a luz natural varia segundo a estação do ano, realça um dos investigadores, Daisuke Matsushita.
O clima, assim como a orientação das janelas, também afetam o tempo em que um quarto recebe luz natural. "O horário do nascer do sol no Japão varia entre as 5h no verão e as 7h no inverno", refere Matsushita.
"A vida atual está ligada a horários fixos de deslocação para o trabalho, independentemente do horário do nascer do sol. A luz da manhã pode levar a um sono leve, mas 5h da manhã é muito cedo. Cerca de 20 minutos é o ideal", completa.
Porque é a luz natural nos ajuda a acordar?
Em causa está o nosso ritmo circadiano, ou seja, o relógio biológico do corpo que informa os órgãos que horas são, afirma o médico especializado em sono David Benavides.
"Se a exposição à luz for feita no momento errado, o relógio [circadiano] fica desregulado", sublinha a neurocientista Major Allison Brager. "A luz natural dá o sinal mais forte e robusto para o relógio circadiano, permitindo ritmos ideais de hormonas, humor e comportamento", evidencia.
Embora grande parte do ritmo circadiano seja geneticamente determinado, há alguns aspetos que o poderão influenciar, sendo a luz um deles.
"Quando a luz entra pelos nossos olhos, ajuda a regular o relógio biológico principal do corpo, também conhecido como 'núcleo supraquiasmático' — localizado no cérebro", diz ainda Brager.
"Isto, por sua vez, sinaliza se o horário/ritmo deve ser ajustado para mais cedo ou mais tarde. Dominar este conceito pode melhorar o ciclo sono-vigília, o humor, a energia e a saúde em geral", esclarece.
E quanto à luz artificial?
Embora os resultados do estudo indiquem que a exposição de 20 minutos à luz natural logo pela manhã ajuda a reduzir o cansaço, nem sempre é possível concretizar isto.
É aqui que entram os despertadores com simulação do nascer do sol. Estes, em vez de o acordarem com um som estridente, iluminam gradualmente o quarto, imitando o amanhecer e ficando mais brilhantes à medida que se aproxima a hora de acordar.
Para Matsushita, embora tenham um efeito semelhante, o melhor é sempre optar pela luz natural. "Há muito tempo que nos adaptamos às transições cíclicas da luz natural", afirma. "Mesmo que igualemos a iluminação e a temperatura da cor, existem diferenças na distribuição espectral e na frequência, pelo menos entre a luz natural e a artificial, e essas diferenças podem afetar a qualidade do sono", alerta.
Ainda assim, nos meses em que não é possível acordar com a luz do sol, esta poderá ser uma alternativa viável.
Os especialistas aconselham ainda a que as pessoas saiam de casa 30 a 60 minutos após acordarem para ficarem expostos à luz do sol pelo menos durante 15 minutos.
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