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Vítima ‘demonstrou pavor’ ao reconhecer PM que a estuprou e extorquiu, afirma delegado
Lucas de Sousa Mathias e um comparsa cometeram os crimes em meio a uma cobrança de dívida de agiotagem em Maricá
Rio – Horas após a prisão do policial militar Lucas de Sousa Mathias, acusado de estupro, roubo e extorsão, ocorrida nesta quarta-feira (4), a vítima compareceu à 82ª DP (Maricá), na Região Metropolitana, para realizar o reconhecimento do acusado. No entanto, abalada emocionalmente, ela não conseguiu concluir o procedimento. Diante da situação, a mulher retornou à unidade policial nesta quinta-feira (5), quando conseguiu identificar formalmente o policial.
"No reconhecimento, ela realmente chorou muito e ficou nervosa. Mesmo dentro da sala de reconhecimento, demonstrou pavor ao vê-lo”, descreveu, em conversa com o DIA, o delegado Claudio Vieira de Campos, titular da 82ª DP.
De acordo com as investigações, em 4 de janeiro, a fim de cobrar uma dívida de agiotagem - de R$ 800, mas que chegou a R$ 7 mil, arbitrariamente -, Lucas, de 31 anos, e o comparsa Dayvid Novato Santana, de 35, invadiram a casa da vítima armados e roubaram bens eletrônicos. Na sequência, a sequestraram, obrigando-a a ingerir bebidas alcoólicas.
Ainda no dia do crime, o policial, novamente armado, levou a mulher a um local isolado, no bairro Limão, onde a violentou sexualmente, afirmando se tratar de um “castigo”. Um laudo pericial comprovou as lesões corporais posteriormente.
Lucas foi preso nas dependências do 22º BPM (Bonsucesso), onde era lotado, a partir de uma ação conjunta entre agentes da 82ª DP e da Corregedoria Geral da Polícia Militar. Contra ele, as equipes cumpriram um mandado de prisão temporária, válido por 30 dias, pelos crimes de estupro majorado, roubo e extorsão armada.
Em nota, a PM informou que encaminhou o agente para a unidade prisional da corporação e vai instaurar um procedimento administrativo disciplinar para as medidas cabíveis.
Comparsa foragido
A 2ª Vara das Garantias de Niterói expediu contra Dayvid Novato Santana um mandado de prisão por estupro, roubo majorado e extorsão.
Também na quarta, os policiais, cumprindo um mandado de busca e apreensão no endereço de Dayvid, encontraram uma espingarda calibre 12, com munições; uma pistola 9 mm, também municiada; duas televisões de propriedade da vítima; dois cadernos de anotações, com detalhes da prática de agiotagem; um tucano; e itens de equipamento tático, como balaclava, colete e placas balísticos e facas.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem à localização dele. Os canais são os seguintes: central de atendimento, nos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177; WhatsApp Anonimizado, uma técnica que omite a identidade do denunciante, no número (21) 2253-1177; e o aplicativo Disque Denúncia RJ. O anonimato é garantido.
O Dia
Lucas de Sousa Mathias e um comparsa cometeram os crimes em meio a uma cobrança de dívida de agiotagem em Maricá
Rio – Horas após a prisão do policial militar Lucas de Sousa Mathias, acusado de estupro, roubo e extorsão, ocorrida nesta quarta-feira (4), a vítima compareceu à 82ª DP (Maricá), na Região Metropolitana, para realizar o reconhecimento do acusado. No entanto, abalada emocionalmente, ela não conseguiu concluir o procedimento. Diante da situação, a mulher retornou à unidade policial nesta quinta-feira (5), quando conseguiu identificar formalmente o policial.
"No reconhecimento, ela realmente chorou muito e ficou nervosa. Mesmo dentro da sala de reconhecimento, demonstrou pavor ao vê-lo”, descreveu, em conversa com o DIA, o delegado Claudio Vieira de Campos, titular da 82ª DP.
De acordo com as investigações, em 4 de janeiro, a fim de cobrar uma dívida de agiotagem - de R$ 800, mas que chegou a R$ 7 mil, arbitrariamente -, Lucas, de 31 anos, e o comparsa Dayvid Novato Santana, de 35, invadiram a casa da vítima armados e roubaram bens eletrônicos. Na sequência, a sequestraram, obrigando-a a ingerir bebidas alcoólicas.
Ainda no dia do crime, o policial, novamente armado, levou a mulher a um local isolado, no bairro Limão, onde a violentou sexualmente, afirmando se tratar de um “castigo”. Um laudo pericial comprovou as lesões corporais posteriormente.
Lucas foi preso nas dependências do 22º BPM (Bonsucesso), onde era lotado, a partir de uma ação conjunta entre agentes da 82ª DP e da Corregedoria Geral da Polícia Militar. Contra ele, as equipes cumpriram um mandado de prisão temporária, válido por 30 dias, pelos crimes de estupro majorado, roubo e extorsão armada.
Em nota, a PM informou que encaminhou o agente para a unidade prisional da corporação e vai instaurar um procedimento administrativo disciplinar para as medidas cabíveis.
Comparsa foragido
A 2ª Vara das Garantias de Niterói expediu contra Dayvid Novato Santana um mandado de prisão por estupro, roubo majorado e extorsão.
Também na quarta, os policiais, cumprindo um mandado de busca e apreensão no endereço de Dayvid, encontraram uma espingarda calibre 12, com munições; uma pistola 9 mm, também municiada; duas televisões de propriedade da vítima; dois cadernos de anotações, com detalhes da prática de agiotagem; um tucano; e itens de equipamento tático, como balaclava, colete e placas balísticos e facas.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem à localização dele. Os canais são os seguintes: central de atendimento, nos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177; WhatsApp Anonimizado, uma técnica que omite a identidade do denunciante, no número (21) 2253-1177; e o aplicativo Disque Denúncia RJ. O anonimato é garantido.
O Dia
