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Operação mira quadrilha por furto de petróleo de oleodutos da Transpetro
Crimes aconteciam na Fazenda Garcia, em Guapimirim, que pertence ao espólio dos contraventores Miro e Maninho. Ao menos sete foram presos
Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) miram, nesta quinta-feira (22), uma organização criminosa por furto de petróleo. A quadrilha agia por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A Operação Haras do Crime cumpre 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em Magé e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e Macaé, no Norte Fluminense, e em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Sergipe. Até o momento, sete foram presos.
A ação é realizada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), e com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Durantes os cumprimentos de mandados de busca e apreensão e prisão, as equipes encontraram duas armas e tentam identificar se têm origem ilícita e documentação regular. Ainda foram localizados munições, joias, documentos celulares e tablets.
"Nosso objetivo hoje foi cumprir 13 mandados de prisão em diversos estados do Brasil e 29 endereços de busca e apreensão, entre endereços residenciais e comerciais. Os endereços são das pessoas investigadas, que já foram denunciadas pelo Ministério Público, e também de empresas que foram identificadas como participantes desse esquema de furto do petróleo bruto dos dutos subterrâneos da Transpetro, transbordo para caminhões tanque e o transporte para essas empresas", afirmou o delegado da DDSD, Clemente Braune.
As investigações tiveram início em junho de 2024, após uma denúncia de 15 pessoas armadas furtando petróleo de um duto que passava dentro da Fazenda Garcia, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. A propriedade pertence ao espólio do contraventor Waldemir Paes Garcia, o Miro, morto em 2004. Ele e o filho, o também bicheiro Waldomiro Garcia, o Maninho, assassinado no mesmo ano, foram patronos da escola Acadêmicos do Salgueiro e exerciam forte influência na agremiação.
Na ocasião, policiais militares encontraram dois caminhões-tanque carregados com petróleo. De acordo com a Transpetro, o prejuízo penas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões, especialmente com medidas de reparo e segurança dos dutos. A apuração da DDSD revelou que o grupo tem uma estrutura com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual, focado no furto de petróleo de oleodutos.
Os agentes descobriram que a atuação da quadrilha começava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o material era vendido por meio de notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas, que segundo o Gaeco, eram pelo menos 15, localizadas em diversos estados.
"Havia um núcleo responsável pela logística da operação, pela liderança e que planejava essa extração; um núcleo responsável pela extração e pelo transporte desse petróleo até o seu destino; um núcleo responsável pela receptação, que eram empresas localizadas em diversos estados do Brasil; e ainda um núcleo de segurança armada, para evitar fiscalização dentro dessa propriedade (...) A maioria das empresas se localiza no estado de São Paulo e a maioria dos presos também se localiza nesse estado", explicou o delegado titular da DDSD, Pedro Brasil.
Ainda de acordo com a DDSD, ocorreram tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados nos crimes. Por meio de trabalhos de inteligência, com depoimentos, provas materiais e análise de documentação, os policiais civis conseguiram comprovar o crime e identificar os responsáveis pelo esquema. Ao todo, o Gaeco denunciou à Justiça 14 integrantes da organização criminosa e alguns alvos já eram investigados pelo mesmo crime.
"(Ao todo) 14 pessoas foram denunciadas, dentre elas as lideranças, os transportadores, alguns receptadores foram alvos de busca e apreensão e também braços armados da organização criminosa", comentou a promotora de Justiça do Gaeco, Tatiana Casires.
O Dia
Crimes aconteciam na Fazenda Garcia, em Guapimirim, que pertence ao espólio dos contraventores Miro e Maninho. Ao menos sete foram presos
Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) miram, nesta quinta-feira (22), uma organização criminosa por furto de petróleo. A quadrilha agia por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A Operação Haras do Crime cumpre 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em Magé e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e Macaé, no Norte Fluminense, e em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Sergipe. Até o momento, sete foram presos.
A ação é realizada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), e com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Durantes os cumprimentos de mandados de busca e apreensão e prisão, as equipes encontraram duas armas e tentam identificar se têm origem ilícita e documentação regular. Ainda foram localizados munições, joias, documentos celulares e tablets.
"Nosso objetivo hoje foi cumprir 13 mandados de prisão em diversos estados do Brasil e 29 endereços de busca e apreensão, entre endereços residenciais e comerciais. Os endereços são das pessoas investigadas, que já foram denunciadas pelo Ministério Público, e também de empresas que foram identificadas como participantes desse esquema de furto do petróleo bruto dos dutos subterrâneos da Transpetro, transbordo para caminhões tanque e o transporte para essas empresas", afirmou o delegado da DDSD, Clemente Braune.
As investigações tiveram início em junho de 2024, após uma denúncia de 15 pessoas armadas furtando petróleo de um duto que passava dentro da Fazenda Garcia, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. A propriedade pertence ao espólio do contraventor Waldemir Paes Garcia, o Miro, morto em 2004. Ele e o filho, o também bicheiro Waldomiro Garcia, o Maninho, assassinado no mesmo ano, foram patronos da escola Acadêmicos do Salgueiro e exerciam forte influência na agremiação.
Na ocasião, policiais militares encontraram dois caminhões-tanque carregados com petróleo. De acordo com a Transpetro, o prejuízo penas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões, especialmente com medidas de reparo e segurança dos dutos. A apuração da DDSD revelou que o grupo tem uma estrutura com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual, focado no furto de petróleo de oleodutos.
Os agentes descobriram que a atuação da quadrilha começava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o material era vendido por meio de notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas, que segundo o Gaeco, eram pelo menos 15, localizadas em diversos estados.
"Havia um núcleo responsável pela logística da operação, pela liderança e que planejava essa extração; um núcleo responsável pela extração e pelo transporte desse petróleo até o seu destino; um núcleo responsável pela receptação, que eram empresas localizadas em diversos estados do Brasil; e ainda um núcleo de segurança armada, para evitar fiscalização dentro dessa propriedade (...) A maioria das empresas se localiza no estado de São Paulo e a maioria dos presos também se localiza nesse estado", explicou o delegado titular da DDSD, Pedro Brasil.
Ainda de acordo com a DDSD, ocorreram tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados nos crimes. Por meio de trabalhos de inteligência, com depoimentos, provas materiais e análise de documentação, os policiais civis conseguiram comprovar o crime e identificar os responsáveis pelo esquema. Ao todo, o Gaeco denunciou à Justiça 14 integrantes da organização criminosa e alguns alvos já eram investigados pelo mesmo crime.
"(Ao todo) 14 pessoas foram denunciadas, dentre elas as lideranças, os transportadores, alguns receptadores foram alvos de busca e apreensão e também braços armados da organização criminosa", comentou a promotora de Justiça do Gaeco, Tatiana Casires.
O Dia
