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Roter.Teufel

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Medo em julgamento de homicídio leva juízes a processar testemunhas

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Cinco testemunhas do processo da morte de Ninto Mendes alvo de certidões por falsas declarações.

As quatro primeiras sessões do julgamento da morte de Ninto Cavala Mendes, o construtor civil guineense morto à facada, a 4 de setembro de 2024, à porta de um café da Quinta da Fonte, Loures, têm sido marcadas pelo medo demonstrado por várias testemunhas. Após os depoimentos de seis testemunhas, sabe o CM, o coletivo de juízes responsável pelo julgamento dos cinco arguidos ordenou a extração de certidões, para o Ministério Público, para eventuais processos-crime por falsas declarações. Em pelo menos cinco depoimentos, foi detetada uma clara diferença entre as declarações da fase de inquérito e o que foi dito perante o Tribunal.

Entre os suspeitos estão, apurou o CM, um tio de Ninto Mendes, uma idosa que assistiu ao início dos confrontos, no interior do café, da Avenida José Afonso, e uma grávida, também testemunha. Todos foram avisados pelos juízes que incorrem em procedimento criminal, caso se prove que mentiram em tribunal.

Quatro dos cinco arguidos também já prestaram depoimento. Paulo Garcia, de 21 anos, indiciado pela autoria material do homicídio de Ninto Mendes, e o único arguido preso, negou o crime. Atribuiu-o, mesmo, a um amigo com quem estava, a ouvir música, no exterior do café antes do homicídio, tendo ambos respondido ao pedido de ajuda do filho da dona do café - com quem Ninto Mendes iniciou a discussão. A vítima, recorde-se, foi esfaqueada no café e morreu na rua.

Pedro Pestana, advogado de Paulo Garcia, confirmou ao CM que os depoimentos da testemunhas “têm sido contraditórios e divergentes daqueles prestados à PJ e não têm ajudado a desvendar a culpabilidade do homicídio”: “Os jurados estão a deparar-se com muitas dúvidas, por isso acredito que o processo está envolto em dúvidas razoáveis.”

Correio da Manhã
 
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