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Investigado ataque que matou alunas no Irão

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Investigação da Associated Press revela que Washington é responsável pela morte de 165 crianças e professoras.

Os EUA terão sido os responsáveis pelo bombardeamento a uma escola primária feminina do Irão no primeiro dia de ataques, a 28 de fevereiro, que resultou na morte de 165 pessoas, a maioria delas crianças.

Esta é a conclusão de uma investigação da agência de notícias Associated Press (AP), que reuniu dados de várias fontes e avaliou elementos militares e geográficos relacionados com o ataque. O Irão responsabilizou os EUA e Israel pelo ataque.

Os EUA já negaram a autoria. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também disse na sexta-feira que não tinha informação atualizada sobre a investigação.

No entanto, imagens de satélite e elementos ligados à investigação militar norte-americana apontam os EUA enquanto autores do ataque.

Um dos indícios é a abertura de um inquérito ao incidente pelos militares norte-americanos, procedimento-padrão depois de um grupo de investigadores fazer um apuramento inicial que aponte para a culpabilidade norte-americana. Segundo a AP, um oficial, sob anonimato, relatou que o ataque foi provavelmente realizado pelos EUA.

A localização da escola é outro elemento relevante. O edifício fica perto de uma base da Guarda Revolucionária na província de Hormozgan e de instalações da sua brigada naval. Israel já realizou ataques contra alvos no Irão, mas não há registo de operações aéreas israelitas tão a sul do país. Já os EUA mantêm navios de guerra no golfo Pérsico, incluindo o porta-aviões ‘USS Abraham Lincoln’, cujas aeronaves têm alcance suficiente para atingir a região.

A tragédia provocou uma forte condenação internacional, incluindo críticas das Nações Unidas e de organizações de defesa dos direitos humanos, que exigem uma investigação completa ao que aconteceu. A ativista e Nobel da Paz Malala Yousafzai também se pronunciou. “Todas as crianças merecem viver em paz”, apelou. Especialistas em direito internacional sublinham que atacar escolas constitui uma violação clara das leis da guerra, uma vez que estas são consideradas infraestruturas civis.

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Correio da Manhã
 
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