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Um homem tentou embarcar num voo no Aeroporto de Tenerife Sul, nas ilhas Canárias, com a mulher morta, que transportava numa cadeira de rodas.
A situação foi detetada por uma agente, depois de o casal de idosos ter passado pelo detetor de metais. Inicialmente, o octogenário negou, mas a agente apercebeu-se que a mulher, de 75 anos não reagia e, ao pegar na sua mão, notou que esta apresentava uma temperatura corporal anormalmente baixa e não respirava.
O homem acabou por admitir que a esposa tinha morrido poucas horas antes, já no aeroporto, mas negou qualquer envolvimento.
Em poucos minutos, o protocolo de emergência foi ativado e vários agentes de segurança, oficiais da Guardia Civil e peritos chegaram ao local, conforme explicou um funcionário do aeroporto.
O caso, noticiado esta terça-feira pelo jornal local Diario de Avisos, apresenta semelhanças com um incidente recente, em que uma família britânica foi acusada de ter embarcado num voo da easyJet com uma familiar já morta. Fonte da companhia aérea negou, depois, que isso tenha acontecido e garantiu que o óbito da passageira aconteceu após o embarque.
Neste caso, o homem foi detido e cooperou com as autoridades. Mais tarde, a autópsia veio a confirmar a sua versão dos factos, conforme revela o jornal El Día.
A análise do Instituto de Medicina Legal não encontrou sinais de violência no corpo da mulher, e confirma que esta morreu de causas naturais. Assim, o homem acabou por ser libertado, sem ter de enfrentar nenhum processo, confirmou a Guardia Civil ao mesmo meio.
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