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Chefe da diplomacia do Irão pede "respeito mútuo" antes de conversações com EUA
Araqchi afirma que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída dos Estados Unidos do acordo nuclear.
O chefe da diplomacia do Irão pediu esta sexta-feira "respeito mútuo" antes das conversações com os enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem começar ainda esta sexta-feira em Omã.
"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês, publicada na rede social X.
Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.
O ministro chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.
Araghchi "chegou a Mascate, capital de Omã, para participar de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear com a delegação americana", informou a agência.
A reunião entre o ministro iraniano e o enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, estava marcada para começar às 10:00 (06:00 em Lisboa) em Mascate, capital de Omã.
Essas discussões são as primeiras desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias desencadeada por um ataque israelita contra o Irão.
As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.
A diplomacia iraniana disse na noite de quinta-feira esperar que Washington demonstre "responsabilidade, realismo e seriedade".
Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente. "Eles não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.
Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.
"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
Correio da Manhã
Araqchi afirma que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída dos Estados Unidos do acordo nuclear.
O chefe da diplomacia do Irão pediu esta sexta-feira "respeito mútuo" antes das conversações com os enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem começar ainda esta sexta-feira em Omã.
"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês, publicada na rede social X.
Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.
O ministro chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.
Araghchi "chegou a Mascate, capital de Omã, para participar de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear com a delegação americana", informou a agência.
A reunião entre o ministro iraniano e o enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, estava marcada para começar às 10:00 (06:00 em Lisboa) em Mascate, capital de Omã.
Essas discussões são as primeiras desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias desencadeada por um ataque israelita contra o Irão.
As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.
A diplomacia iraniana disse na noite de quinta-feira esperar que Washington demonstre "responsabilidade, realismo e seriedade".
Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente. "Eles não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.
Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.
"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
Correio da Manhã
