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Cólera alastra em Moçambique com 473 casos e dois mortos em fevereiro
Já morreram 61 pessoas desde o início deste surto em setembro.
Moçambique registou 473 novos casos de cólera e dois mortos nos primeiros quatro dias de fevereiro, somando 61 óbitos desde o início deste surto, em setembro, segundo dados de boletins oficiais.
De acordo com o último boletim da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 04 de fevereiro, do total de 4.340 casos de cólera contabilizados neste período, 1.832 foram na província de Nampula, com um acumulado de 23 mortos, 1.692 em Tete, com 28 óbitos, e 700 em Cabo Delgado, com oito mortos.
No balanço anterior, até 31 de janeiro, registavam-se 3.867 casos de cólera neste surto, com 59 mortos.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho do último balanço foram registados 110 novos casos, bem como um abandono, de um doente internado. No dia 04 de fevereiro estavam internados 57 doentes e 53 em ambulatório.
O surto está ativo atualmente nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, na província de Tete, em Guro, província de Manica, e Morrumbala, na Zambézia, centro do país. Ainda em Eráti e Memba, na província de Nampula, e Montepuez, Metuge, Pemba e Mecufi, em Cabo Delgado, no norte.
No surto de cólera anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.
As autoridades moçambicanas pretendem vacinar esta semana, até domingo, contra a cólera, mais de 1,7 milhões de pessoas em cinco distritos de quatro províncias do país, casos de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Sofala.
O objetivo é "abranger 1.757.229 pessoas com idade igual ou superior a um ano", numa operação de vacinação que vai decorrer nas unidades sanitárias e nas comunidades, através de brigadas móveis, segundo o Ministério da Saúde.
Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de dezembro o ministro da Saúde, Ussene Isse, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.
O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas”, disse o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
Correio da Manhã
Já morreram 61 pessoas desde o início deste surto em setembro.
Moçambique registou 473 novos casos de cólera e dois mortos nos primeiros quatro dias de fevereiro, somando 61 óbitos desde o início deste surto, em setembro, segundo dados de boletins oficiais.
De acordo com o último boletim da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 04 de fevereiro, do total de 4.340 casos de cólera contabilizados neste período, 1.832 foram na província de Nampula, com um acumulado de 23 mortos, 1.692 em Tete, com 28 óbitos, e 700 em Cabo Delgado, com oito mortos.
No balanço anterior, até 31 de janeiro, registavam-se 3.867 casos de cólera neste surto, com 59 mortos.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho do último balanço foram registados 110 novos casos, bem como um abandono, de um doente internado. No dia 04 de fevereiro estavam internados 57 doentes e 53 em ambulatório.
O surto está ativo atualmente nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, na província de Tete, em Guro, província de Manica, e Morrumbala, na Zambézia, centro do país. Ainda em Eráti e Memba, na província de Nampula, e Montepuez, Metuge, Pemba e Mecufi, em Cabo Delgado, no norte.
No surto de cólera anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.
As autoridades moçambicanas pretendem vacinar esta semana, até domingo, contra a cólera, mais de 1,7 milhões de pessoas em cinco distritos de quatro províncias do país, casos de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Sofala.
O objetivo é "abranger 1.757.229 pessoas com idade igual ou superior a um ano", numa operação de vacinação que vai decorrer nas unidades sanitárias e nas comunidades, através de brigadas móveis, segundo o Ministério da Saúde.
Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de dezembro o ministro da Saúde, Ussene Isse, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.
O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas”, disse o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
Correio da Manhã
